Cachorros de Bikini

Este blog não é sobre cachorros em trajes de banho

Retrospectiva 2016

Outro dia eu estava na minha timeline do Facebook e me deparei com essa maravilhosa tirinha lá do pessoal do Ângulo de Vista.

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Sim, dá pra resumir 2016 nesse último quadrinho. Um ano que só estava aqui pra ver o circo pegar fogo. Doze meses terroristas que trabalharam incansáveis para deixar a vida da gente mais difícil e para celebrar a partida desse ano tão maravilhoso que vamos fazer uma breve recapitulação de algumas coisas que rolaram esse ano.

Acho que a primeira coisa que a gente lembra de 2016 é do impeachment da pessoa mais engraçada que já governou esse nosso Brasil brasileiro. Derrubaram Dilma e colocaram o nosso amigo Nosferatu no lugar. Imediatamente a gente soube que metade da graça de acompanhar as atividades da presidência foi embora junto com Dilma. A segunda coisa é que oficialmente abriram as porteiras do mundo bizarro com a eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos da América. E que Deus nos defenda dele em 2017.

Saindo um pouco da política tivemos os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Obviamente todo mundo pensou que ia dar tudo errado e o Brasil passaria toda a vergonha que não passou na copa de 2014. Contrariando as expectativas os Jogos foram uma beleza e rolaram até umas coisas que nem Zuckerberg viu chegando que nos pegaram de surpresa, como o monte de medalha que Isaquias Queiroz, o dono do melhor cabelo do canoísmo mundial, ganhou.

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Mas infelizmente nem tudo no mundo dos esportes foi alegria. Impossível não lembrar do acidente que vitimou praticamente todo o time da Chapecoense, justamente quando a equipe disputava o título mais importante da história do clube. Poucos dias atrás um time de Uganda estava num barco que afundou, matando 30 pessoas.

E talvez a maior marca de 2016 foi justamente a quantidade de gente famosa/relevante que morreu. Só de nome grande da música morreu Prince, David Bowie, Naná Vasconcelos, Caubi Peixoto, George Michael e mais um monte de gente que eu não vou listar pra lista não ficar muito grande. Os potterheads choraram a morte de Alan Rickman, o cara que deu vida ao professor Severo Snape, o único vilão em Harry Potter que realmente é um vilão bom. Os fãs de Star Wars lamentaram a morte de Kenny Baker, o carinha dentro do R2-D2, os trekers perderam Anton Yelchin, o Chekov dos últimos filmes de Star Trek, os fãs de quadrinhos deram adeus a Darwin Cooke e até os fãs de Digimon perderam a voz que cantou as músicas mais icônicas da série, Kouji Wada também não escapou de 2016. O mundo deu adeus a Debbie Reynolds pouco tempo depois de dar adeus a filha dela. A intérprete de uma das personagens mais importantes do século XX. Esse ano o mundo perdeu a Princesa de Alderaan, em 2016 perdemos Carrie Fisher.

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2016 foi ano de sobreviver. De ser jogado aos leões e de ver muita coisa dando errado. De enfrentar as dificuldades e principalmente resistir a elas. No geral foi um ano meio triste. Chegamos ao final do mês doze bem cansados e esperando que nossas armas não sejam tão necessárias nos próximos 365 dias. 2016 foi ano de lutar. Muito ou pouco todos tivemos nossas lutas e muitas vezes participamos das lutas de outros. 2017 não promete ser tão diferente, mas talvez esse ano que começa agora deva ser olhado sob outra perspectiva.

Esse ano 2016 nos deixa meio quebrados, mas também nos incentiva a olhar pra 2017 com esperança. Ano que vem vai ser um ano bom? Não dá pra saber. Vai ser pior que 2016? Espero que não. Não espero uma mudança miraculosa na vida de todos, muito menos o surgimento de alguém que vai resolver todos os problemas, mas a esperança permanece.

Um feliz ano novo para você, querido leitor. Que 2016 termine cheio de esperança e que 2017 não nos faça esperar em vão.

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Contos de Segunda #68

    “Feliz Natal”

    Foi o que disse o taxista ao deixar Ribeiro no aeroporto. Uma viagem de trabalho tinha colocado em risco os planos de Natal dele, mas, mesmo com o cronograma apertado, Ribeiro chegaria a tempo para a ceia. Bem em cima da hora, mas ainda assim a tempo.

    “Feliz Natal”

    Foi o que Ribeiro ouviu da moça no guichê da companhia aérea. Algumas horas de atraso fizeram ele perder a conexão no aeroporto seguinte e consequentemente a ceia de Natal. Por sorte ele conseguiu ser encaixado em um voo direto… Que sairia algumas horas depois. Segundo a previsão ele chegaria em casa com umas duas horas de atraso, mas pelo menos ainda poderia desejar “Feliz Natal” para a maioria dos parentes.

    “Feliz Natal”

    Rosnou Ribeiro entre os dentes ao se despedir do funcionário da companhia aérea. Depois de uma hora correndo pelo aeroporto num estado que deixaria qualquer barata tonta com inveja, Ribeiro descobriu que conseguiu mudar de voo… Só ele, a bagagem estava no outro avião e só chegaria de manhã. Juntamente com os presentes que ele tinha comprado para os sobrinhos.

    Ele olhou no relógio. Os ponteiros marcavam três horas da manhã. Nenhum familiar atendia o celular e Ribeiro estava esperando apenas uma boa desculpa pra assassinar alguém. Todo mundo já tinha ido embora e a área do desembarque estava vazia. Nenhum voo estava previsto para o resto da madrugada. Tudo estava vazio e silencioso.

    O som de vários passos encheu o ambiente. O cheiro de comida encheu o ar e algumas vozes conhecidas foram ouvidas. Ao se virar para ver, Ribeiro deu de cara com a família. Duas dúzias de Ribeiros que estavam ali com uma parte considerável da ceia de Natal nas mãos. Ele não sabia bem como reagir. Poderia abraçar os sobrinhos, dar um beijo na mãe ou na avó, pegar um pedaço do chester ou se jogar no meio dos primos. Na dúvida ele só disse.

    “Feliz Natal”.

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E Esse Natal Aí?

    Mais uma vez estamos nas vésperas do Natal, o ano finalmente está começando de fato a acabar e os raios da aurora de 2017 já despontam no horizonte. Normalmente essa época cria uma grande comoção em todas as esferas da vida da gente. Confraternizações, amigos secretos, festas de família, gente contra as uvas passas, gente a favor das uvas passas, gente que é contra essa discussão sobre uvas passas e os tios das pessoas fazendo a piada do pavê.

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    Uma coisa que eu tô notando esse ano é que o clima de Natal tá meio estranho. Normalmente o fim do ano deixa todo mundo mais empolgado, seja por causa dos presentes, por causa das celebrações e reuniões que existem nessa época ou só pelo feriado em si. Só que esse ano aconteceu uma parada que literalmente nunca mais vai acontecer. Esse ano aconteceu 2016. E depois de encarar quase doze meses de 2016 ficou todo mundo cansado. Já tá todo mundo de saco cheio esperando o fim das festas pra começar logo o outro e deixar essa história de 2016 pra lá. Nesse ponto eu, do alto da minha insatisfação com 2016, pergunto: e esse Natal aí, hein?

    Esse ano eu não tô vendo muita gente falando de Natal. Eu não tô vendo muitos enfeites por aí e ainda não ouvi a voz de Simone. Fico pensando o quanto disso é culpa de 2016, já que o clima de Natal tem ficado, digamos, “mais ameno” na minha percepção e isso não é de hoje. Todo ano alguém fala algo do tipo “esse Natal não tá com cara de Natal” ou “nem parece que já já é Natal”. Afinal, o que diabos aconteceu com a magia do Natal?

    Eu gostaria muito de ter alguma sacada genial e apresentar um argumento convincente, mas creio que pra essa pergunta não tenho resposta. Talvez estejamos, assim como nos livros de fantasia, vendo a magia desaparecer do mundo por causa da falta de crença da humanidade ou então eu só estou frequentando os lugares errados. De todo jeito alguma coisa está diferente e é melhor nem saber o que é, vai que bate uma tristeza por causa disso e a famosa bad de Natal resolve aparecer no lugar do Papai Noel.

    Depois de tanta negatividade natalina, gostaria de deixar um “Feliz Natal” para todos vocês, queridos leitores. Que o Natal de todo mundo seja o mais mágico possível e que vocês ganhem todos os presentes que pediram. Feliz Natal!

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Rogue One e A Rebelião que Vale

    Na última quinta-feira, também conhecida como dia 15 de dezembro, estreou nos cinemas Rogue One: Uma História Star Wars. Um filme que prometia não só contar o roubo dos planos da Estrela da Morte, planos que movem toda a trama do primeiro filme lá de 1977, e mostrar que o universo de Star Wars não é só gente com sabre de luz e os problemas familiares dos Skywalker. E nesse segundo ponto que o filme faz valer um post.

    Faz 39 anos que o primeiro Star Wars chegou no cinema. Faz 39 anos que as tramas dos filmes tem relação com algum Skywalker e faz 39 anos que a tal galáxia muito muito distante é virada do avesso por causa dessa família do barulho que se mete em altas confusões. Esse ano resolveram acabar com a ditadura Skywalker e mostrar que Star Wars é tão grande quanto a galáxia onde as histórias se passam.

    Antes de ver o filme, li muita gente falando que Rogue One tinha um jeitão de Império Contra-Ataca. Isso é um elogio e tanto, levando em consideração que o Episódio V, além de ser o MELHOR filme da franquia, é o Star Wars que tá na cabeça de todo mundo. Sabe a Marcha Imperial? É do Episódio V. Lembra de Yoda ensinando Luke a usar a força? Também aconteceu no Episódio V. Obi-Wan Kenobi aparecendo como fantasma, a cena das naves rebeldes derrubando os walkers imperiais com cabos de tração, ou o romance de Leia e Han e Darth Vader sendo vilão no sentido mais forte da palavra? E de uma das frases mais icônicas do cinema?

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    O Episódio V mostra tudo ainda acontecendo. Começa no meio da história, apresenta um monte de conflitos que, quando são solucionados, dão um final pro filme, mas não dão um final pra história. Os personagens ainda estão crescendo, as peças ainda estão se movendo no tabuleiro e tudo é só uma preparação pro final daquela história. Rogue One é exatamente isso, principalmente na parte do Darth Vader sendo vilão no sentido mais forte da palavra, mas consegue ainda mostrar um lado do Star Wars tão pouco explorado que chega a ser ignorado nos outros filmes. Rogue One é uma história sobre pessoas, pessoas excepcionais. Pessoas excepcionalmente comuns.

    A gente pode definir esse filme como um “Star Wars Chão de Fábrica”. Apesar de vitais nas suas próprias histórias, os personagens principais não são, pelo menos até em certo ponto da trama, importantes dentro do universo do filme. Nenhum deles é o último de uma ordem ancestral de guerreiros místicos, uma representante de um planeta no senado galático ou um contrabandista famoso com a cabeça a prêmio. São espiões, assassinos e sabotadores. Aqueles caras que normalmente são interpretados por atores que entram mudos e saem calados. Personagens que normalmente não chegam nem aos pés das habilidades dos heróis da história. Aqueles que mais sofrem as consequências do conflito entre o Império e a Aliança Rebelde.

    Eu posso continuar listando um monte de coisas, mas pra mim a melhor parte de tudo é: NÃO TEM JEDI.

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    Rogue One provavelmente foi o filme que mais me deixou na carência de Star Wars. Entre o sábado, quando assisti o filme pela primeira vez, e a terça, quando vi o filme pela segunda vez, eu reassisti a trilogia clássica, assisti uns 5 episódios da segunda temporada de Rebels e marquei jogatina de dois jogos de Star Wars diferentes. Além de ter conversado muito sobre o filme por aí.

    Rogue One foi o primeiro filme do universo Star Wars que não tem um número, não faz parte de uma trilogia e não tem nenhum Skywalker gerando a treta. Foi provavelmente o Star Wars com mais pluralidade étnica e com mais mulheres com papéis de destaque. Foi o Star Wars com mais cara de guerra nas estrelas e fora delas. Se pensarmos direito, esse One no nome do título é merecido. Rogue One não foi só pioneiro em alguns sentidos, mas também se tornou algo único. Mesmo que façam algo parecido, ainda vai ser algo “tipo Rogue One”. Ele pode não ser o melhor filme da franquia Star Wars, mas sem sombra de dúvida ele tem o melhor da franquia Star Wars nele.

Ah, e para aqueles que reclamaram de ter mais um filme com uma mulher de protagonista, eu só digo que Mel Lisboa Jyn Erson é a melhor rebelde de todos os tempos.

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Contos de Segunda #67

    A história a seguir é uma história verídica. Ela aconteceu com um amigo meu e, desde o ocorrido, ele me pede sempre pra fazer uma transcrição/adaptação dela. Depois de muito enrolar vou finalmente cumprir a promessa de transcrever da melhor maneira a narrativa que chegou pra mim na forma de um dos melhores chats que eu já participei.

— Mesmo com essa prova amanhã você vai pra confraternização?

A pergunta vinha de um colega de trabalho e tinha o tom de uma preocupação genuína. Marcelo desviou sua atenção do computador por um instante. De fato a prova de amanhã preocupava um pouco, mas não o suficiente para fazê-lo desistir da confraternização.

— Eu vou ficar só umas duas horas — respondeu ele. — É coisa rápida. Vou, socializo um pouco, vejo se dá tempo de participar de um sorteio e vou pra casa. Se brincar ainda dá tempo de estudar.

Marcelo estava convicto de que o plano seria seguido à risca. Pelo menos até virar o segundo copo de bebida. Pouco tempo depois ele estava bêbado o suficiente para descartar a possibilidade de estudar quando chegasse em casa. Quando ele finalmente saiu da festa estava lúcido o suficiente para pegar o ônibus certo para casa.

“Tô coitqndo pra xasa oita veZzzzzzzz”, mandou Marcelo para o grupo de chat dos amigos.

    “HAUHAUHAUHAHAUHAUHAU MARCELO TÁ BEBAÇO”, respondeu um dos amigos.

    “Cataiu”, disse Marcelo.

    “Cataiu? Só entendi que ele tá indo pra casa kkkkkkk”, bringou uma amiga.

    “Na moral ;btiado empresa. Te amo seriuo”, declarou Marcelo.

    “HAHAHAHAHHAHAHAHAH. Parece um pirraia que nunca bebeu. Ama todo mundo e fica abraçando poste”, riu outro amigo.

    “Sem limites, Marcelo. Tem que largar o celular quando beber”, aconselhou outra amiga.

“Cadê tua namorada, véi? kkkkkkk”, questionou uma das meninas.

“Ela já foi. Notofcado qe eu to. voltando pra casa”, respondeu Marcelo.

“Já aviso que amanhã é minha vez, mas vou poupar vocês de chat com bêbo”, disse um amigo recém chegado na conversa.

“Poupe não!”, solicitou outro.

“Marcelo, essa tua prova amanhã vai ser um 10”, debochou uma amiga.

“Não!!!! Vu tirar 10. Sei de tdo”

Poucos minutos se passaram antes de Marcelo se lembrar dos riscos que sua embriagues estava trazendo. Tentou listar mentalmente o que tinha consumido na festa e, antes da metade da lista, chegou à conclusão de que vomitar a própria vida tinha grandes chances de acontecer.

“Acho que vou. passat.mal qnd chegar em casa”, concluiu Marcelo, “Me digam. algo pra eu. nao passar mal”.

“Ferro de passar roupas novo! Aí tu vai passar mt bem”, respondeu um dos amigos.

“Meu deius!!! Deu vontafe de chorar. Mas tô no onibus. Que merda é essa???”.

    “Chorar???? kkkkkkkkk”, perguntou uma.

    “Chore naaaaaao”, pediu outra.

    “Eita bebo nojento”, xingou outro.

    “Tô pensando na namorada. Mts saudadr. Meu deus vou chotat no onibus nao”

Marcelo olhou rapidamente ao seu redor e tentou estimar o tamanho da vergonha que passaria caso começasse a chorar. Apesar do número reduzido de passageiros, a vergonha que ele já sentia estava muito maior do que a saudade da namorada. As lágrimas ficariam para outra hora.

Depois de lutar contra a vontade de se afogar em lágrimas dentro do coletivo, Marcelo finalmente chegou em casa. Lembrou da prova e de como precisava estar em condições de fazê-la.

    “Me diz. O que corta. o.alcool?”

    “Doce”, respondeu o grupo inteiro em uníssono.

    “Doce e água”

    “Vomitar corta o efeito na hora”, disse alguém.

    “Quero vomitar não. Minha mãe vai dar o sermão do monte”, alertou Marcelo.

    “Me diz. O que corta. o.alcool?”

“Doce”, respondeu o grupo inteiro em uníssono.

“Doce e água”, disse um deles

“Sério mesmo?”, duvidou Marcelo.

“É Marcelo! Glicose kkk todo bêbo tem que saber disso”, disse uma amiga.

“Só não come muito, senão vai vomitar”, alertou um amigo

“Vomitar corta o efeito na hora”, disse alguém.

“Quero vomitar não. Minha mãe vai falar o sermão do monte”, alertou Marcelo.

“Então toma banho, come alguma coisa, bebe água e vai dormir. Amanhã tu acorda novo”, listou por fim um dos amigos.

“Tá!! Deixa eu tomar banho first”.

“Então toma banho, come alguma coisa, bebe água e vai dormir. Amanhã tu acorda novo”, listou por fim um dos amigos.

Depois de seguir as recomendações, Marcelo foi dormir. No outro dia não podia ter acordado melhor. Sem ressaca e sem vômito. Parou para lembrar da noite anterior. Lembrou de como a festa foi boa e de como foi a sensação de ganhar pela primeira vez na vida um sorteio… Imediatamente surgiu uma pergunta em sua cabeça: o que diabos aconteceu com o brinde do sorteio?

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2016, 75 Anos e 205 Textos

    Exatamente um ano atrás eu escrevi um post especial para comemorar a marca de 75 publicações. No texto em questão eu falei de várias pessoas e personagens que completaram 75 anos em 2015. Então escolhi uma publicação com o número terminado em 5, que no caso da publicação de hoje é 205, pra fazer a lista dos aniversariantes destaques de 2016.

    No campo musical nós abrimos a lista de Dominguinhos, falecido em 2013, Benito di Paula, o cara do Amigo Charlie Brown, o ganhador do Nobel de Literatura e de mais uma porrada de prêmios de áreas diversas, Bob Dylan e por último o cara que só aparece nos nossos fins de ano: Roberto Carlos. Roberto esse que as pessoas erroneamente chamam de “Rei”. Erroneamente porque todo mundo sabe que “Rei” só Reginaldo Rossi.

    No cinema temos o aniversário de algumas obras bem importantes. O Falcão Maltês, Cidadão Kane, O Lobisomem, Sr. e Sra. Smith, que não tem nada a ver com aquele do Brad Pitt com a Angelina Jolie, e Dumbo. Sim, mais uma vez temos um desenho da Disney completando 75 anos, pelo menos dessa vez ele não é o único filme de 1941 que é lembrado até hoje, ao contrário de Pinóquio no ano passado. Passando pras pessoas os destaques vão para o ator Nick Nolte, o mestre da luta com facas, Peter Coyote, e o mestre por trás de obras como O Castelo Animado, Meu Vizinho (ou Amigo) Totoro, Viagem de Chihiro e o maravilhoso, primoroso, lindo e emocionante Princesa Mononoke. Estou falando de um dos fundadores de um dos estúdios de animação mais respeitados do universo, Hayao Miyazaki, um dos fundadores do Estúdio Ghibli.

    Na parte de televisão nós temos o jornalista que dá personalidade à todas as chamadas do Globo Repórter, Sérgio Chapelin e daquele que sempre aponta as vergonhas do Brasil, Boris Casoy. Na parte do entretenimento temos Umberto Magnani, que faleceu sem completar seu último trabalho na televisão, a novela Velho Chico, Betty Faria e Neusa Borges, que também poderiam aparecer na parte de cinema juntamente com um músico, ator de televisão e de um monte de filmes, estou falando de Mussum. Não só um dos mais queridos, ou o mais querido, do elenco original d’Os Trapalhões.

Aí chegamos na parte que eu mais gosto: os personagens de quadrinhos. Em 1941 tivemos o nascimento do Capitão América. Juntamente com o Sentinela da Liberdade foi criado seu sidekick Bucky Barnes, que posteriormente foi reformulado e hoje atende pelo nome de Soldado Invernal. Também temos o Arqueiro Verde, que virou um personagem mais modinha mainstream depois da série Arrow, e seu sidekick Ricardito, que é Speedy no original e eu nem sei como se chama na série.

Também em 41 tivemos o nascimento da Mulher Maravilha, que esse ano causou a maior comoção por ser a melhor coisa sua participação em Batman v. Superman. Não podemos esquecer do aniversário do Aquaman, provavelmente o héroi que mais serviu de inspiração pra piadas desde o tempo dos Super Amigos. Ainda cabem na lista o Caveira Vermelha, inimigo do Capitas Americano, o Pinguim, inimigo do Batema, o Homem Borracha e o Capitão Marvel Jr.. Apesar de quase ninguém conhecer esse último, podemos dizer que ele foi um dos mais influentes dessa lista. Caso você não saiba, foi o visual do Capitão Marvel Jr que inspirou o visual de Elvis Presley. Aquela capinha na metade das costas com uma gola alta e o topete que compunham o visual do Rei do Rock vieram dele. Nem preciso dizer que o motivo disso foi a admiração que Elvis tinha pelo personagem.

Chegamos ao fim de mais um especial de 75 anos, espero que tenham gostado. Sério, espero que tenham gostado porque todo ano eu vou fazer um desses e o que eu menos quero é gente torcendo o nariz pros posts que sairão nos próximos anos.

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(Finalmente) Acabou O Campeonato Brasileiro

    Existem coisas que demoram. Existem coisas que parecem mais que nunca vão acabar. Existem coisas que parecem infinitas… E existe o Campeonato Brasileiro.

    Quem me conhece sabe que eu tenho pouquíssima afinidade com futebol. O time indo bem ou mal, pra mim faz muito pouca diferença. Algumas vezes é até divertido entrar na brincadeira e tentar irritar alguém que leva essa história de bola mais a sério. Tem vez que eu presto atenção na tabela pra ter mais assunto pra conversar com meu pai e nas copas do mundo eu vou na casa do meu avô assistir o jogo do Brasil e torcer pelo naufrágio da seleção canarinho. Mas em todo o universo do futebol existe uma coisa que eu odeio: o Campeonato Brasileiro.

    Antes de continuar gostaria de avisar aos meus amigos torcedores que não é nada pessoal. Eu entendo (pelo menos parcialmente) a paixão de vocês pelo nobre esporte bretão e pelas agremiações futebolísticas que moram em seus corações. O problema não é, pelo menos não totalmente, com vocês. Meu problema é com todo o resto.

    O Brasileirão é uma coisa que enche o meu saco. Começa com o fato do campeonato ser praticamente infinito. O Campeonato Brasileiro começa em maio e termina em dezembro, ou seja, dura de sete pra oito meses. Se uma mulher engravidar na primeira rodada do campeonato, existe uma possibilidade dela segurar o filho nos braços no mesmo momento que o capitão do time campeão levanta a taça. Pra você ter uma ideia, toda a temporada européia de futebol acontece numa janela de dez meses, e se o pessoal lá disputasse as partidas com os mesmos intervalos que disputa o pessoal aqui, é certo que duraria muito menos.

    Outra coisa que desperta o ódio no meu coração é o tanto que se fala de futebol por causa do Campeonato Brasileiro. Imagine o tempo que é destinado em todos os noticiários, ou o espaço destinado em todos os jornais e o quanto que existe de conteúdo na internet sobre coisas relacionadas ao futebol Tá lá você vendo de boa as desgraças notícias do dia ou alguma discussão sobre um tema mais sério. Aí do nada para tudo pra falar sobre futebol…

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    Mas aí chegamos no terceiro ponto que sustenta a minha aversão pelo Brasileirão: conversa sobre futebol me cansa. Eu entendo perfeitamente quando uma pessoa fala sobre o que acontece com o seu time e até acho normal falar disso. O que me cansa é quando as pessoas começam a falar sobre TUDO que está rolando no campeonato. Lá vai um que começa a falar da lesão de fulano, da recuperação de num sei quem, de outro beltrano que tá jogando muito, de outro que foi vendido. E por incrível que pareça o assunto NUNCA esgota. Basta ligar no rádio e ouvir algum programa sobre futebol pra ver. Os caras passam literalmente HORAS falando sobre futebol e muitas vezes eles passam horas falando da MESMA COISA e o assunto NUNCA ACABA.

    Pode parecer chato da minha parte, mas num país onde futebol é o assunto preferido de uma parcela grande da população, é praticamente impossível ficar isolado de toda a comoção, discussão, briga e derivados que são gerados por causa da bola. Pelo menos acabou, finalmente acabou, demorou que só, mas acabou. Até o Brasileirão acabou e 2016 não acaba. Esse ano tá demorando a passar mesmo

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Contos de Segunda #66

Jorge e Cristina estão com a história cada vez mais enrolada. Depois dos eventos relatados no Contos de Segunda #27 (Parte 01 e Parte 02) e das aventuras do dia dos namorados no Contos de Segunda #46, eles voltam pra continuar o que começou lá no Contos de Segunda #61.

  Jorge levantou preguiçoso naquela manhã de segunda-feira. Era o último dia do aviso prévio e a disposição dele estava do tamanho de um micróbio. Mais ou menos um mês tinha se passado desde que o Ministério Público convocou os aprovados em do seu último concurso. Jorge estava entre os aprovados. Imediatamente ele pediu demissão e iniciou o aviso prévio. Apesar de só assumir o cargo no início do ano, Jorge resolveu sair do emprego no início de dezembro e tirar uns dias de folga. Desde então o trabalho virou o inferno.

    Desde cedo o chat do pessoal do jurídico estava explodindo de mensagens. Aparentemente todo mundo estava empolgado com a despedida de Jorge.

    “Mas isso tudo quem vai pagar é Jorge. Ele vai virar funcionário público, nada mais justo do que pagar o almoço”, disse Oscar em certo ponto da conversa.

    “Acho justo”, concordou Paulo César.

    “Nem comecem com essa história”, interrompeu Jorge.

    “Qual é, Jorge? Último dia, tu vai receber uma grana boa de rescisão, vai passar o resto de dezembro de folga e ainda não quer pagar o almoço?”, argumentou Rômulo.

    “Metade do escritório disse que quer almoçar comigo hoje. Tem gente que fala disso todo dia. Se eu pagar o almoço de todo mundo vou falir”, rebateu Jorge.

    “Relaxa, Jorge. A gente consegue driblar a galera no almoço e faz uma coisinha só com a nossa galera”, disse Silveira.

    “Se ficar só com a gente eu pago o almoço. E depois do expediente?”, lembrou Jorge.

    “O bar de um amigo meu abre dia de segunda e fica aqui perto. A gente passa o rádio pro pessoal do escritório e quem quiser aparece lá. Roberta até falou que ia levar as amigas dela pra socializar com a gente”, respondeu Rômulo.

    “Nem comece com essa conversa, Rômulo. Se alguma amiga minha aparecer não vai ser porque eu levei”, rebateu Roberta.

    “Tu só fala isso porque Jorge é tretado com aquelas duas lá. É até melhor que Jorge vá embora, pelo menos tuas amigas vão aparecer quando a gente marcar alguma coisa”, completou Oscar.

    “E eu aqui pensando o que seria de vocês sem mim”, respondeu Jorge antes de bloquear a tela do celular.

    Apesar do histórico, Jorge não entrava em atrito com Cristina há um bom tempo. Principalmente por causa da correria que o último mês se tornou. A empresa estava sendo processada, Jorge precisou dobrar os esforços para trabalhar junto com os colegas na defesa e dar um jeito de eliminar as pendências antes do final do aviso prévio. Depois de algumas horas de sono a menos e uma dose extra de stress, Jorge estava preparado para passar o dia arrumando as coisas e se despedindo do pessoal.

    Se despedir era bem mais fácil na teoria. Depois de alguns anos trabalhando no mesmo lugar onde a vida profissional começou, ir embora era um pouco assustador. Ao se despedir de todos os amigos que fizera entre aquelas paredes, Jorge se lembrou de muitas ´histórias, como tinha conhecido cada um deles, como uma parte deles sempre estendeu a mão quando ele precisou de ajuda e como muitos mais encontraram a mão dele estendida pronta para oferecer ajuda. Juntar as coisas também era mais fácil na teoria. As fotos em cima da mesa mostravam pessoas que partiram, outras que ficaram e mais algumas que estavam indo junto com ele. Boa parte das coisas sobre a mesa eram presentes. Agora ele precisava arrumar um lugar para tudo aquilo. Para tudo aquilo e para si. Aquele que foi o lugar de Jorge no mundo não era mais. E foi divagando sobre esse assunto que ele foi tomar um café. Se não estivesse tão distraído, teria percebido que outra pessoa também estava tomando café.

    — Ah… Oi, Jorge

    — Oi, Cristina… Não vi que você estava por aqui… Melhor eu deixar o café pra depois.

    — Relaxa, Jorge, hoje eu não vou brigar contigo — respondeu ela procurando algo nos armários da copa. — O falatório sobre a tua despedida tá tão grande que esse nosso encontro casual não vai gerar nenhum comentário.

    — Espero que sim — disse ele enchendo uma xícara. — Se tem uma coisa que eu não vou ter saudade é de toda essa fofoca por causa da gente — deu um gole no café.

    — Pelo menos pra alguma coisa tua demissão tem que servir, Jorge. O pessoal do jurídico já tá chorando só de pensar em como vai ser a partir de amanhã. Ao menos alguma coisa positiva tem que sair disso.

    — A galera vai ficar bem, eu não vou fazer essa falta toda. O pessoal só precisa aprender uma ou duas coisas pra poder brigar de igual pra igual contigo. Fora isso vai ficar tudo bem.

    — Teus amigos são meio moles mesmo. Vou começar a tratar só com Roberta. A gente se entende bem sem precisar brigar… Ficar brigando por tudo cansa.

    — Nem me fale… Não vou dizer que vou sentir falta de brigar com você duas ou três vezes por semana… Mas tirando a parte das brigas, foi bom trabalhar contigo, Cristina. Pelo menos até antes da tua amiga começar a espalhar histórias por aí.

    — Pois é — ela ficou alguns segundos em silêncio. — Acho que a gente ainda vai se ver por aí. Do jeito que vai o rolo de Fábio e Luciana, já já a gente vira padrinho.

— Nem me lembra disso. Fábio só fala da tua amiga o tempo todo. Qualquer dia eles casam… Eu ainda passo por aqui esse ano. No dia do amigo secreto do jurídico eu apareço por aqui.

— Passa lá pra dar um alô.

— Passo sim.

Cristina saiu sem dizer mais nada. Deixou Jorge sozinho com o resto do café e dos pensamentos. Ele estava mexendo no celular quando chegou uma mensagem dela.

“Boa sorte, Jorge… Eu ainda te odeio.”

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Os Planos (Problemáticos) de Fim de Ano

    Uma das coisas mais comuns no final do ano é ter um plano. Uma programação, uma tradição, algo que se repete ritualisticamente a cada doze meses. Como dezembro tem toda aquela vibe de união das pessoas e derivados, o mais comum (e mais óbvio) é reunir a família pra todo mundo passar junto essa época bonita que antecede o falecimento de mais um ano. Só que, assim como tudo que envolve família, essas atividades lúdico-alimentícias são potencialmente problemáticas.

    Existem famílias de várias formas, tamanhos, cores e sabores. E é justamente por causa dessa diversidade que nem sempre estar com a família é uma atividade prazerosa. Primos que você não gosta, tios que fazem perguntas constrangedoras, agregados inconvenientes e aqueles parentes que não se bicam travando uma guerra fria que por pouco não vai virar um apocalipse nuclear. Talvez isso não aconteça com você. Talvez a sua família não tenha nenhum dos arquétipos listados acima, mas o que pega todo mundo é justamente o dever, quase a obrigatoriedade.

    “Esse ano eu nem queria ir”. Essa frase já pode ter saído pela sua boca ou entrado pelos seus ouvidos. Mas a realidade é uma só: boa parte dos problemas das programações de fim de ano está no simples fato da programação existir. Vamos exemplificar pra ficar mais claro. Imagine que você faz algo todo ano com a sua família, agora imagine que apareceu algo que você quer muito fazer com pessoas que não são da sua família. Imaginou? Agora sabe do que eu estou falando. Por isso as pessoas relutam tanto em mudar as tradições de fim de ano, porque o natural do ser humano é evitar problemas pra si mesmo, um instinto de autopreservação que está em todos nós… Só que uma das coisas que o ser humano faz melhor é desafiar os seus instintos e por isso entramos no lado B da história.

    Muitas das atividades de fim de ano, mesmo as ruins, são perfeitamente administráveis ou no mínimo suportáveis, mas todas elas têm potencial pra se tornar bem pior do que já é. Uma forma excelente de fazer isso é introduzir um amigo secreto no meio dos festejos. E, como eu já falei no ano passado, amigo secreto pode ser um prazer ou um suplício. Em condições ideais de temperatura e pressão, você vai fazer a brincadeira em um ambiente onde todas as pessoas se conhecem e todos podem dizer o que querem. Normalmente o que acontece é que você não tira a pessoa que seria fácil de dar presente e termina tirando aquela sua tia que você (e todo mundo) só vê no Natal. E se for na pior das situações possíveis vai rolar um daqueles amigos secretos onde cada um leva um presente, os amigos secretos são tirados na hora e o limite de valor é cinquenta reais.

    “Não acredito que você não vai” é uma frase que já deve ter saído das nossas bocas ou entrado nos nossos ouvidos. Como um defensor das tradições familiares, eu nunca cheguei a ouvir, mas entendo perfeitamente o dilema vivido por nós quando precisamos decidir entre seguir os hábitos ou tentar algo diferente. E, a menos que seja uma experiência realmente desgraçada, recomendo que você opte pela família sempre que possível. Nunca passe mais de dois anos seguidos longe dos ritos do seu clã e tente ao máximo não criar problemas pra você mesmo. O final do ano já pode ser uma época bem ruim sozinho, ele não precisa da sua ajuda pra ficar pior.

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A Mentira Nossa de Cada Fim de Ano

Dezembro está no ar e com ele a temporada de fim de ano. Essa época tão peculiar do ano que é carregada de mentiras e enganação. E foi por causa de um amigo meu que eu parei pra pensar em como o fim de ano é um aglomerado de mentiras, invenções e derivados.

A mentira já começa na infância, onde somos induzidos a pensar que os presentes que ganhamos são trazidos por um velho escandinavo obeso que voa pelo mundo em uma velocidade sub-lúmica em seu trenó puxado por renas voadoras. A pior parte disso tudo é que os nossos pais, que normalmente compram os nossos presentes, não recebem nenhum crédito. Mesmo gastando um pedaço considerável do seu salário, nossos pobres genitores têm seu esforço eclipsado pela figura vermelha e redonda vinda sei lá de onde. A pior parte disso é que normalmente são eles que nos induzem a acreditar no velho Noel.

Outra mentira contada é sobre o clima natalino. Por causa dos filmes, séries, desenhos e afins que consumimos, somos levados a pensar no natal como uma época cheia de neve, com pinheiro pra todo lado, boneco de neve e essas coisas. Todos os enfeites remetem a neve, frio, gelo, inverno e essas coisas que só existem nos países mais pra cima do globo. Só que nós vivemos, como diz aquela música, rente aos trópicos, onde as águas de março costumavam (em alguns lugares ainda costumam) fechar o verão. Note que são as águas DE MARÇO que acabam com o verão e fazendo a conta inversa é fácil perceber que o nosso natal acontece no começo do verão. Ou seja, não dá nem pra dizer que tá pegando uma brisa fresquinha no natal, quanto mais associar o aniversário de Jesus com alguma coisa fria. E isso me lembra mais uma invenção do fim de ano.

Não sei se você sabe, mas em lugar nenhum da bíblia tem dizendo quando Jesus nasceu. É bem provável que ele tenha nascido no meio do ano, já que o relato biblíco fala de pastores dormindo no meio do campo e acordando com um coral de anjos e em dezembro faz muito frio lá pros lados da palestina, impossibilitando os pastores de dormirem ao relento com seus animais. Aí você pode estar se perguntando: “e de onde a gente tirou que Jesus nasceu no natal?”. Devemos isso aos nossos compadres romanos, que estavam numa vibe de adorar um deus chamado Mitra antes do imperador se converter a uma religião quase recém nascida chamada cristianismo. Por causa disso os cristãos deixaram de ser comida de leão do coliseu e o imperador decidiu que todo mundo tinha que ser cristão junto com ele. Mas até pro imperador romano é meio ruim de convencer todo mundo a mudar de crença do nada, por isso ele aproveitou que Mitra tinha uma história parecida com a de Jesus, instituiu o aniversário de Cristo no fim do ano e pediu pra galera bater parabéns pra ele em vez de fazer isso pra Mitra.

Como você pode ver o final de cada ano é cheio de enganação e de histórias mal contadas. Praticamente tudo que a gente faz não tem o seu propósito original ou é a adaptação de alguma coisa mais antiga. No final todos nos deixamos enganar, até porque uma coisa que costumamos evitar no fim do ano é parecer chato, e ficar reclamando de todas essas mentiras contadas desde sempre nos faz parecer bem azedos.

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