Cachorros de Bikini

Não é um blog sobre cachorros e bikinis

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Hiato de Bikini #2

Pois é, queridos leitores, chegamos a mais um anuncio de hiato. Só que dessa vez o hiato vai ser só para o esquema atual de publicações. Nas próximas seis ou sete semanas os Contos de Segunda e os nossos posts sobre assuntos diversos vão tirar uma folga… Na verdade os personagens de segunda estão de greve, mas isso é outra história.
Esse hiato vai ser uma boa oportunidade pra fazer outras coisas e colocar outras ideias no papel. Por isso não se preocupe, ainda vai ter coisa saindo aqui, só que vão ser outras coisas. As coisas de sempre voltam em junho.
Vejo você por aí.

 

Contos de Segunda #84 – Edição de Greve

Clóvis acordou cedo. Na verdade ele mal dormiu, afinal aquele era um dia muito importante. Durante boa parte da vida, Clóvis trabalhou em um sindicato de personagens fictícios, ele era responsável pelo DAPCS, Departamento de Apoio aos Personagens dos Contos de Segunda. Tudo isso mudou quando o próprio Clóvis se tornou um personagem em um conto de segunda. Obviamente ele não aceitou bem, principalmente por ter sido removido de seu departamento de origem para o departamento que cuida dos personagens de Guerra dos Tronos. O seu descontentamento e as condições de trabalho péssimas que os personagens de segunda têm motivaram Clóvis a agir.

Depois de muito conversar ele conseguiu organizar uma paralisação. Aconteceu ontem, no Dia do Trabalhador, uma segunda-feira. Essa paralisação foi um aviso ao autor, se as reivindicações da categoria não fossem atendidas, seria deflagrada uma greve geral dos personagens. Hoje era o dia marcado para que o autor entregasse aos personagens seu parecer.

Todos estavam reunidos em um dos auditórios do sindicato. Protagonistas e coadjuvantes. Homens e mulheres de idades variadas, dois dragões, dois cachorros, um papagaio, dois robôs e uma inteligência artificial criada para mediar e prevenir conflitos. Nenhum deles parecia muito satisfeito.

— Companheiros — começou Clóvis ao microfone dando início à reunião. — Hoje o autor conhece o poder que temos. Conseguimos paralisar a publicação de novos contos, conseguimos trazer o nosso tirano para dialogar e hoje só haverá publicação porque nós permitimos. O autor está aqui para nos ouvir. Ele já conhece nossa pauta, mas ela será repassada aqui para que seja registrada na ata desta reunião. O autor se encontra presente.

Dou um suspiro antes de responder… Sim, Clóvis, estou aqui. Boa tarde, pessoal. Boa parte dos personagens não me cumprimenta de volta, aparentemente eles estão bem chateados.

— Cada ponto da nossa pauta foi definido por um personagem, ou personagens que existem dentro de um mesmo conjunto de contos — continuou Clóvis. — O microfone está aberto.

O primeiro a levantar foi Dimitri, o vampiro.

— Nós exigimos contos com finais melhores — disse ele. — Muitas ideias excelentes são transformadas em fezes por causa de finais terríveis. Quantos além de mim sofrem com isso? Demandamos uma mudança imediata no processo criativo das histórias.

Dimitri deixa o microfone me encarando. Infelizmente nem toda ideia boa vem completa, nem sempre dá pra fazer algo decente com o final. Sou vaiado por alguns quando levanto esse ponto. O silêncio só chega quando o próximo vai ao microfone, dessa vez quem chega lá é Cosme, o zelador do turno da noite.

— Alguns personagens tiveram suas histórias, entre aspas, “concluídas” e até hoje não sabem se estão mortos ou não. Eu sou um exemplo disso, terminei meu conto em um ato de heroísmo, mas não faço a menor ideia se estou morto ou não. É um absurdo, é nosso direito saber o que acontece conosco.

O zelador deixou o microfone debaixo de aplausos. Penso em falar sobre como finais abertos são mais interessantes, mas os olhares de reprovação que recebo me fazem ficar calado esperando o próximo a prestar suas queixas. Para a minha surpresa, quem pegou o microfone foi a Dama da Segunda-feira

— Exigimos o direito de saber para onde as nossas histórias estão indo — disse ela. — Outro dia eu estava atrás de um, entre aspas, “marido”. Logo depois eu fiquei grávida e do nada eu já tinha dois filhos. Me digam, companheiros, como eu vou planejar a minha vida se eu acordo de manhã sem saber se no fim do dia eu vou estar gravida, casada ou morta?

Não faz sentido vocês saberem o final da história. As decisões que vocês tomariam poderiam mudar todo o rumo das histórias. Dessa vez eu sou vaiado por praticamente todos. Por último vejo Cristina se levantar. Ela me olha como se quisesse me assassinar da forma mais sádica possível.

— Eu quero o direito de procurar emprego na cabeça de outro autor — foi só o que ela disse, gentil como uma cacetada no joelho.

Infelizmente não posso atender às reivindicações. Algumas delas dependem de habilidades que eu ainda estou desenvolvendo e outras… Outras não fazem sentido.

— Então não temos escolha — disse Clóvis retornando ao microfone. — Coloco em votação por aclamação a greve geral. Quem é favorável? — Praticamente todos os personagens levantaram a mão. — Sendo assim, a partir de hoje os personagens da série semanal Contos de Segunda, empregados no blog Cachorros de Bikini, estão de greve por tempo indeterminado.

 

Estamos Em Greve

Hoje é sexta, dia 28 de abril do ano da Graça de Nosso Senhor de 2017. No dia de hoje convocaram uma greve geral. Caso você não saiba, uma greve geral acontece quando sindicatos que costumam fazer greve separados resolvem fazer uma greve juntos. Normalmente isso rola em um dia só e também recebe o nome de “paralisação nacional”, principalmente porque se rolar por vários dias o prejuízo vai ser grande demais e essas coisas. Como o Cachorros de Bikini não apoia nem desapoia nada, a gente não vai discutir a greve, os grevistas, as reivindicações e nem nada disso. Hoje vamos falar um pouco sobre o que rola com as pessoas que não estão envolvidas com a greve.

Quando acontece uma greve é normal que o transtorno venha junto. Obviamente o tamanho do transtorno depende de duas coisas. A primeira é o quanto você precisa daquela categoria que está de greve. Ficar doente durante greve de médico, ser estudante durante a greve dos professores ou dar entrada na aposentadoria durante a greve da previdência normalmente são problemas bem grandes, mas só são grandes mesmo se você depende da galera grevista. A segunda é se você precisa passar por algum local afetado pelas manifestações grevistas. Normalmente os grevistas fazem manifestações, passeatas, protestos de cores e sabores diversos. Na maioria dos casos, essas manifestações criam algum problema de trânsito, principalmente se for alguma greve de profissionais do transporte. Isso nos leva à seguinte conclusão: existe uma grande chance da greve ser que nem a Copa do Mundo, você só vê pela televisão e só se importa com o resultado se for bom pro time que você torce.

É bem provável que você já tenha se lascado por causa de greve e se isso aconteceu, é bem provável que você deteste greve e ache que os grevistas tinham mais que estar trabalhando do que fazendo piquete. Existe uma possibilidade de você já ter se lascado antes da greve e fez greve por isso, nesse caso você consegue ser mais solidário com os grevistas e até responda ao chamado de greve geral. A questão é: Greve é uma daquelas paradas que envolve pessoas que se lascaram ou que vão se lascar, na prática é um mal que, possivelmente, vem para algum bem. Digo possivelmente pelo fato do fracasso de algumas greves e porque nem sempre fica muito claro pra quem vem o benefício da greve. Se vem pra todo mundo, só pra algumas pessoas ou pra ninguém, mas aí é outra história.

Vou aproveitar pra dizer que aqui no Cachorros também tá rolando greve. Os personagens dos contos resolveram aderir ao movimento e uma paralisação geral foi convocada. Aparentemente o autor deste blog não está deixando os coitados muito contentes. Uma lista de reivindicações já foi entregue pelo sindicato e as negociações acontecerão logo. Para mais detalhes fique ligado no conto da próxima segunda-feira. Até mais e cuidado na greve.

Nem Vi Que Chegou no 250

Hoje entrei na área de administrador deste humilde blog e reparei que o número de posts estava em 252. Por alguns segundos o cérebro deu uma bugada. “Como assim passou do 250 e eu não vi?”, foi o que passou pela minha mente naquele instante. Parei pra pensar um pouco e lembrei que o post de número 250 saiu na quarta da semana passada, já que não saiu nada na sexta por causa de uma noite em claro e uma sessão de Pathfinder. Voltei lá na lista de posts e vi que o post de número 250 foi esse aqui:ababa

Acabo de reparar que esse texto foi publicado no Dia do Índio. Obviamente isso não tem nada a ver com as outras coisas que eu vou escrever, mas fique sabendo que, até a hora de publicação deste texto, eu estarei extremamente tentado a dar o maior Alt+Tab da história deste blog para falar de índio. Só não faço isso porque essa marca histórica precisa ser devidamente registrada e comentada.

Originalmente o post de número 250 seria, mais uma vez, sobre o tema que traz mais pessoas da busca do Google para este pequeno site: Maísa de biquini.

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Esse tema já tá maturando na minha cabeça faz um tempo e, se as coisas saírem como eu tô pensando, vai render o texto mais divertido da história deste site. Mas, como vocês já devem ter notado, eu resolvi falar de outra coisa e Maísa vai ficar pra depois. Mal aí, Maísa.

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Fico pensando como seria se eu tivesse lembrado da quantidade de posts na semana passada. Provavelmente faria uma publicação comemorativa nos moldes dos especiais de 100 e 200 publicações… Se bem que o número 200 foi um conto e o especial foi o 199… Enfim, detalhes. Pensando direito, com exceção do número 200 e do número 75 que foi o primeiro de uma série anual, todos os números mais significativos foram ocupados por posts que falam de como esses números são significativos. Não teve nada que fizesse deles uma publicação verdadeiramente marcante. Pelo menos até agora. Pois no último Dia do Índio, eu publiquei o meu post preferido de 2017, pelo menos até a presente data. Uma publicação carregada de sinceridade, de verdade e, principalmente, da paixão que eu tenho enquanto pessoa fã das coisas. Além disso, ele é o lembrete de um dos momentos mais legais, se não o mais legal, da minha vida de fã. Toda vez que eu der uma lida nele vou lembrar disso e saber que ele é o número 250 só deixa ele com um gosto ainda mais especial.

O final desse post vai ser com aquela velha conversa de sempre. 250 é um número lindo, mas não quer dizer tanta coisa assim. Quando (e se) chegarmos aos 500, 1000 ou 10.000 posts, essa marca não será nada… Mas isso é no futuro, agora esse 250 é tão bom quanto qualquer número que vai ter depois dele.

Promessas de Bikini para 2017

2017 está com menos de quinze dias de idade e essa época é perfeita para definir as metas  e fazer as clássicas promessas de fim de ano. Em janeiro de 2016 eu fiz um post com as minhas promessas de ano novo para o Cachorros de Bikini e, por incrível que pareça, eu consegui cumprir TODAS as promessas para 2016. É verdade que as promessas eram todas bem simples e algumas delas não saíram 100%, mas quando eu passei a régua e tirei a média o resultado foi positivo. Por isso vou repetir a dose e fazer as promessas para 2017.

A primeira promessa vai ser exatamente a mesma do ano passado, em 2017 eu prometo manter o volume atual de publicações. Isso quer dizer que, durante os períodos regulares de funcionamento do blog, teremos um conto toda segunda e textos sobre temas aleatórios nas quartas e sextas.

A segunda promessa é colocar o Cachorros de Bikini pra funcionar em dispositivos móveis. Se você já abriu nosso site em um celular ou tablet já deve ter notado que a exibição da página fica uma merda meio capenga. Nossa equipe técnica já está trabalhando para mudar essa realidade e esse ano a gente muda pra um layout responsivo.

A terceira promessa tem relação com nossa querida série de contos no início da semana. Uma das promessas do ano passado foi continuar as histórias dos melhores personagens. De fato foi isso que aconteceu, só que aconteceu até demais. A promessa dessa vez é de escrever mais histórias com personagens novos. Inclusive cabe ressaltar que alguns personagens estão ficando com umas cronologias bem grandes, por isso eu vou tentar dar um jeito de bolar uma forma de recapitular os eventos ocorridos anteriormente.

A última promessa é a conclusão de um projeto que deveria ter saído no ano passado, mas por causa de uma infinidade de coisas não deu. Esse ano vai sair um ebook do Cachorros de Bikini. Aí você pergunta: “O que vai ter nesse ebook?”. Por enquanto vou deixar a dúvida no ar, mas espero ter novidades num futuro próximo.

É, acho que tá de boa de promessa esse ano, pelo menos aqui no blog. Esse ano eu vou estabelecer, pela primeira vez na minha vida, metas para a vida pessoal. Já coloquei a cabeça pra funcionar e logo logo a lista vai estar pronta. Ano que vem eu volto com esse assunto pra dizer se deu certo ou não. E você, querida criança leitora? Já fez as promessas de 2017?

Contos de Segunda #65 – Especial de 200 Posts

    — Boa noite, galera. Nós somos as 4Ladies e viemos pra arrebentar essa cerimônia — disse Vocal para uma platéia que, apesar de estar sentada nas cadeiras do teatro, estava muito animada. — Eu sou Vocal e aqui comigo eu tenho Guitarra, Baixo, Bateria e fazendo uma participação especial, dando um reforço com sua guitarra, nosso querido amigo Fábio — ela esperou o final dos aplausos para voltar a falar. — Estão prontos, pessoal? Então pode contar.

    Guitarra subiu o volume dos captadores e acionou dois pedais, Baixo ativou a distorção, Fábio estalou os dedos e Bateria ajustou a altura do microfone antes de começar a contar.

    — Um, dois e um,dois, três, quatro.

    As luzes explodiram no palco. A plateia explodiu nas cadeiras e o som das 4Ladies conseguia ser mais explosivo do que as duas coisas juntas.

    Foi assim que começou o show de abertura da cerimônia de entrega do Bikini de Ouro, o maior prêmio que um personagem de um conto de segunda pode receber. Todos os personagens estavam lá: Maurício pegou uma carona na máquina do tempo e veio direto do fim do mundo, Erick e seu amigo Dragão Vermelho pegaram um feitiço do tempo errado e chegaram dois anos antes do evento, mas estavam felizes por concorrerem em várias categorias. As Damas da Semana estavam totalmente apaixonadas por Elvis, o primeiro cachorro a estrelar um conto de segunda, e Ribeiro estava totalmente despreocupado com o trabalho, afinal amanhã estaria de folga. Moacir e Fernanda encontraram o Homem Camaleão e estavam conversando empolgados com o alienígena Radrax, enquanto Aderbal ainda tentava encontrar o assento com o seu nome escrito.

Coordenando todo esse evento estava Cristina. Atenta a todos os detalhes e desejando ardentemente a chegada do final do evento e ela pudesse considerar o trabalho bem feito.

— Cadê teu boy, Cristina? — Perguntou Luciana que por causa da amiga estava trabalhando nos bastidores.

— Despachei ele direto pra recepção dos personagens — respondeu a moça sem tirar os olhos do palco. Estavam entregando o prêmio de melhor vilão. — Temos alguns viajantes do tempo, um alienígena, um dragão, um cachorro que veio desacompanhado e um capo da máfia que a polícia não pode saber que está aqui. Jorge sabe cuidar desses pepinos. Também coloquei ele pra apresentar um prêmio de alguma categoria técnica.

— Horácio, né? Gostei do cara, não parece perigoso.

— Ele é legal, deu umas dicas ótimas de segurança — Cristina correu os olhos pela planilha que estava na prancheta. — Já já chega na categoria de coadjuvante. Volta lá pro teu lugar que a câmera tem que te dar um close quando anunciarem os indicados.

Quem levou o prêmio de melhor vilão foi Olho. Como ele não podia comparecer pessoalmente, por um motivo de falta de corpo, quem recebeu o prêmio em nome dele foi seu antagonista e zelador. Cosme não conseguiu segurar as lágrimas quando falou de como dividir um conto com Olho mudou a vida dele… E como está quase destruindo a humanidade do futuro.

— Cristina, a atriz famosona que ia apresentar o prêmio de melhor protagonista deu pra trás e o marido dela também — disse Marcelo que estava trabalhando de assistente de produção.

— Como é? — Questionou Cristina incrédula. — E agora?

— O diretor de TV recomendou que você fosse com alguém.

— Eu? Mas eu não estou com roupa de gala.

— O vestido da famosona tá no camarim… E por um acaso ela é praticamente do teu tamanho.

— Ai, meu Deus… Tá, tá certo. Agora eu não entro sozinha naquele palco. Arruma um zé qualquer pra entrar comigo.

Jorge tinha acabado de sair do palco depois de anunciar Carmim como vencedor da categoria Maior Conto. O detetive também ganhou a estatueta da categoria Melhor Minissérie. As Damas da Semana levaram na categoria Melhor Série Longa e Fernanda ganhou o prêmio de Melhor Série de Histórias Independentes. O próximo prêmio, de Personagem Revelação, seria apresentado por Aluísio. Devido à sua relação peculiar com a segunda-feira, não é difícil imaginar que ele foi considerado o melhor apresentador da noite. A vencedora do prêmio foi Anabela.

— Eu não esperava ganhar esse prêmio — disse ela emocionada. — Concorrer com Horácio e com a Dama da Segunda-feira foi uma honra e um privilégio. Agradeço a todos que me apoiaram, aos que votaram em mim e aos que me indicaram ao prêmio… Muito, muito obrigada.

Em seguida foi a vez da Dama da Lua apresentar o prêmio de Melhor Coadjuvante. Cristina já esperava do lado de fora do palco. A categoria de Melhor Protagonista seria a próxima.

— Pronto, Cristina, cheguei — disse Jorge olhando para o relógio.

— Chegou pra quê, Jorge?

— Marcelo falou que você precisava de “um zé qualquer”. Não sou bem um zé, mas sou o melhor tapa buracos disponível.

Cristina teria argumentado caso Luciana não estivesse descendo do palco com a estatueta na mão.

— Essa tua amiga passa o ano aparecendo às nossas custas e ainda ganha prêmio — desdenhou Jorge. — Só pode ser marmelada.

— Quieto, é a nossa vez de entrar.

Os dois colocaram os pés no palco e o teatro veio abaixo. Muitos elogiariam a produção do evento por ter escolhido dois personagens tão queridos para juntos apresentarem o melhor prêmio da noite.

— Hoje comemoramos a marca de duzentas publicações no Cachorros de Bikini — anunciou Jorge.

— Exatamente hoje, quando é publicado o conto de segunda de número sessenta e cinco, vamos premiar os melhores em diversas categorias e também o melhor de todos — disse Cristina tentando não gaguejar na frente de tanta gente.

— Os indicados são: Fernanda… Erick, o Caçador de Dragões… Horácio… 4Ladies e Cosme juntamente com seu antagonista Olho.

— E o prêmio de Melhor Protagonista… — Começou Jorge.

— … Vai para…– Completou Cristina

— Erick! — Anunciaram os dois juntos.

O caçador subiu radiante ao palco. Apertou a mão dos apresentadores, pegou a estatueta, olhou para o teatro lotado e disse:

— Alegro-me deveras, nobres personagens de segunda! Gostaria de fazer um discurso à altura da importância do prêmio… Mas no meu lugar discursará o meu amigo Dragão Vermelho.

O réptil subiu ao palco e começou a falar. Ele falou por tanto tempo que praticamente todo mundo desistiu ainda na metade. Os corajosos que ficaram garantem que ouvir aquele dragão mudou a vida deles.

O Número 200 Sai Segunda

    Isso mesmo, querida criança leitora. A presente publicação é o post de número duzentos deste humilde blog conhecido universalmente como Cachorros de Bikini. Faz exatamente 294 dias que o post de número 100 saiu e se não fossem os dois hiatos (um deles inevitável) essa marca teria sido atingida bem antes, mas mesmo assim temos muito o que comemorar… Na verdade nem tanto assim, mas como o Cachorros de Bikini não é lá grandes coisas qualquer motivo é válido pra comemoração. O post de hoje é especial

    Modéstia à parte, esses últimos noventa e nove textos já estão com resultados bem melhores do que os cem primeiros. Começa que a média de palavras por texto subiu de 412 pra 550. É como se eu pegasse todos os primeiros cem textos e acrescentasse um tweet em cada um. Os principais responsáveis por isso são os Contos de Segunda que saíram de uma média de 438 palavras para a nada impressionante média de 773 palavras por texto. Inclusive vale ressaltar que dos trinta e um contos publicados, dois deles divididos em duas partes, em três ocasiões alcançamos marcas superiores a 1500 palavras. O que isso quer dizer? Quer dizer que o Cachorros logo logo será um depósito de textão tão grande quanto o Facebook. Essa daí nem Zuckerberg viu chegando.

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    Também vale lembrar que isso não seria possível sem a ajuda dos 15 protagonistas da nossa série de contos que nasceram nos últimos tempos e da nossa querida Luciana, que já tinha aparecido, mas que foi elevada ao patamar de protagonista em algumas publicações. Esse número tá meio inflado por causa de uma banda de rock e cinco seres míticos que só aparecem juntos, mas o que vale é a matemática.

    Mais uma vez eu me pego feliz com os resultados, mas ao mesmo tempo com os pés plantados no chão, a bunda na cadeira e as mãos no teclado do computador. Chegar a duzentas postagens não deixa de ser uma marca histórica, mas ao mesmo tempo não deixa de ser uma marca pequena. Se eu tivesse lançado um texto por dia eu não teria nem um ano de publicação. Se eu lançasse um por semana eu teria menos de quatro anos de publicação. Não, duzentos não é muito. Duzentos é pouco e a cada nova marca atingida será ainda menos, mas nem por isso eu vou deixar de comemorar. Afinal a felicidade reside nas pequenas coisas.

Eu, Você e A Indecisão

    Desde ontem uma pergunta martela na minha cabeça: sobre o que escrever no post de quarta? Lembrei que queria escrever um negócio faz tempo, mas depois senti que devia escrever sobre outra coisa, cogitei usar um tema sobre o qual estou querendo muito escrever, mas só vai sair em dezembro por ser um post com a cara do fim do ano, também veio à mente uma conversa que tive ontem e hoje percebi que tinha esquecido de fazer um post sobre uma determinada música. O resultado disso tudo foi que eu não não consegui escolher. A minha sorte é que aqui eu posso escrever sobre tudo e qualquer coisa, inclusive sobre não conseguir escolher as coisas. Hoje vamos falar de indecisão.

    Até um tempo atrás a gente conseguia ser mais assertivo com as coisas. Um dos males da modernidade e da ascensão do capitalismo é que nós temos opção demais pra tudo. Tudo que é possível consumir apresenta um leque de opções tão grande que escolher está cada vez mais difícil. Desde uma roupa ou um celular, até os filmes no Netflix ou os jogos em diversas plataformas, pra tudo temos opções suficientes pra perdermos horas escolhendo e não nos decidirmos por nada.

    Imagine que você precisa comprar um calçado. A primeira escolha é: loja física ou virtual. Depois você precisa escolher a loja e finalmente iniciar as buscas pelo modelo desejado. Se você estiver ciente exatamente do que você precisa já temos metade do caminho andado, se não você se lascou e muito provavelmente vai perder um tempo considerável perdido entre todos os sapatos, sandálias e derivados. É bem provável que a impossibilidade de escolher te faça comprar mais de um ou de comprar nenhum. Depende também da verba disponível, saldo do cartão de crédito e mais algumas outras variáveis dessa natureza.

    Percebeu que a simples compra de um calçado apresenta uma quantidade enorme de escolhas que precisam ser feitas? Pois é, pequena criança leitora, veja o tanto de escolhas precisamos fazer antes de colocar um pé no chinelo. Agora imagine que a todo momento fazemos escolhas. Boa parte delas são automáticas e para nós nem se parecem com escolhas, já que a decisão é tão rápida que nem parece que escolhemos alguma coisa. Agora imagine que muitas das alternativas apresentadas parecem igualmente boas, ou igualmente ruins. Imagine que a pessoa que precisa escolher não sabe bem o que diabos ela quer. Eis que surge a indecisão.

Algumas pessoas são indecisas por natureza. De fato nem sempre é possível decidir ligeiro sobre algo, mas eu imagino o pânico sentido por uma pessoa que não consegue decidir nunca ou a raiva que sente uma pessoa que depende de uma pessoa indecisa pra saber o que deve fazer. Agora imagine isso em um mundo que cada vez mais se esforça pra nos deixar na dúvida. É, eu também achei essa imagem mental uma bosta.

Eu sei que muitas ideias me ocorreram para o final deste post, mas como não consegui escolher nenhuma vou encerrar por aqui mesmo.

Orlândia, Eu Te Amo

Um dia desses eu estava conversando com uma amiga minha sobre o Cachorros de Bikini e aproveitei pra pedir gentilmente que ela conseguisse algumas curtidas pra página do Facebook. De fato ela convidou uma galera pra curtir a página, mas eu não sabia que ela tinha convidado toda a lista de amigos dela, lista essa que conta com umas CINCO MIL pessoas. O resultado disso é que a grande maioria dos curtidores do Cachorros no Facebook são habitantes de Orlândia e adjacências. Por isso resolvi agradecer aos maravilhosos habitantes da cidade-jardim com uma publicação dedicada exclusivamente à esse pedaço tão maravilhoso do Brasil.

Orlândia fica no estado de São Paulo e, segundo a Wikipédia, está na região metropolitana de Ribeirão Preto. Só essa informação já mostra como essa cidade é injustiçada. Um lugar tão maravilhoso que merecia ser capital do Brasil não pode ser tratado como um reles município da região metropolitana de uma cidade qualquer. Por isso considero correto dizer que Ribeirão Preto é um município da região metropolitana de Orlândia.

Segundo dados de 2015, esse lugar lindo tem uma população de pouco mais de 42 mil habitantes e um IDH de 0,780, ocupando assim a 128ª posição no ranking nacional de desenvolvimento humano. Bem melhor do que a cidade em que eu vivo que tá na posição três mil e pouco. As temperaturas médias não costumam passar dos 29°C e as mínimas ficam na média dos 18°C, no inverno as temperaturas podem chegar perto dos 10°C. Isso quer dizer que se eu for em Orlândia vai estar frio, em qualquer momento do ano que eu chegar lá vou ficar com frio e se eu for pra lá no inverno é bem provável que eu morra de frio.

Orlândia foi fundada em 1910, recebendo seu nome em homenagem ao patrono da cidade, o Coronel Francisco Orlando Diniz Junqueira. Apesar dessa figura ilustre ser responsável pela fundação desse lugar tão sensacional, a única foto que eu encontrei do Coronel que não é do tamanho de uma figurinha de chiclete é a desse cartaz aqui:

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Originalmente Orlândia fazia parte do município de Batatais e foi desmembrado do município em 1890. Depois de mudar de nome algumas vezes, Orlândia foi elevada à categoria de município 106 anos atrás. Vale lembrar que Batatais está na 350º colocação no ranking do IDH nacional e é por isso que eu digo: CHUPA, BATATAIS! Parece que o jogo virou, hein?

Além de ser um dos melhores lugares do mundo, Orlândia também é conhecida como Cidade das Avenidas, por causa das suas amplas avenidas e quem foi o idealizador desse modelo urbano? Ele mesmo, Coronel Orlando. Mais recentemente a cidade-jardim recebeu o título de Capital Nacional do Futsal, por causa das conquistas da ADC Intelli que possui um dos melhores times de futsal do universo mundo.

Pra finalizar eu quero dizer duas coisas: a primeira é muito obrigado ao povo de Orlândia pela audiência que o Cachorros de Bikini recebe de vocês. A segunda é que com esse texto estamos lançando a hashtag #ChupaBatatais, pelo simples fato de Orlândia ser muito melhor que Batatais.

Hiato de Bikini #1

A partir de hoje, 29 de Agosto do ano da graça de nosso Senhor de 2016, o Cachorros de Bikini entrará em hiato. O mês de setembro promete ser bom, mas não para a periodicidade das publicações. Diante desse quadro de total imprevisibilidade a melhor solução é me desculpar por não ter criado uma reserva de publicações para um período como esse dar uma pausa, aproveitar pra oxigenar as ideias e começar tudo de novo. Nos vemos no finalzinho de setembro ou quem sabe no comecinho de outubro. É ligeiro, quando alguém notar que eu fui já estarei de volta.

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