Cachorros de Bikini

Sem nenhum compromisso de mudar a sua vida

Oscar (Carnavalesco) 2017

No próximo domingo, conhecido internacionalmente nos países que usam o calendário cristão regular como 26 de fevereiro, acontece a cerimônia da entrega do Oscar, o prêmio mais famoso, e talvez um dos menos justos, prêmios do cinema mundial. Por uma questão de calendário lunar, esse ano a cerimônia acontece no domingo de carnaval.

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Isso quer dizer que, enquanto a galera estiver batendo palma pros ganhadores do careca dourado, muita gente vai estar pulando atrás do trio, cantando o enredo da escola de samba, fazendo uma resistência reacionária na defesa das marchinhas politicamente incorretas, seguindo a orquestra no desfile de uma agremiação mais velha que a minha vó ou simplesmente gritando “É Troinhaaaaa” “Olindaaaaa, quero cantaaaaar…”. Isso quer dizer que em Terra Brasilis o Oscar será eclipsado pela festa da carne e pelo feriado convenientemente prolongado. Os jornais, principalmente nos estados em que a festa é maior, e a TV vão cagar baldes para os vencedores e desconfio que nem transmissão deve rolar na TV aberta. Já que o mesmo canal que transmite a cerimônia é o que transmite o desfile das escolas de samba.

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Mas como o Cachorros de Bikini é um blog que não adere às festas de Momo, só ao feriado, ainda vamos fazer o nosso post sobre o Oscar desse ano.

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Esse ano quem tá querendo levar tudo é LaLaLaLaLaLaLa La La Land. Com 14 indicações o musical tem toda cara de que vai ser o bicho papão desse ano, mas tem uma galera correndo por fora que talvez surpreenda. E eu sinceramente espero que a surpresa venha do filme do filme de ET mais legal que eu assisti na minha vida. Tudo bem que eu não assisti tantos filmes de ET na minha vida, mas com certeza Amy Adams e Os ET A Chegada é um dos melhores de ET de todos os tempos. A jornada de Amy Adams pra falar com os ET’s está concorrendo a Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Design de Produção, Melhor Mixagem de Som, Melhor Edição de Som, Melhor Montagem, Melhor Fotografia, Melhor Filme e Melhor Direção. Junto com Estrelas Além do Tempo A chegada tem grandes chances de fazer que nem Mad Max no ano passado e sair tirando o doce da boca de um monte de concorrente mais favorito.

Na categoria Star Wars Desse Ano temos Rogue One concorrendo em algumas categorias técnicas, mas esse ano o páreo de Melhores Efeitos Visuais e Melhor Mixagem de Som tá bem difícil e a minha torcida pra primeira categoria é pra Kuro e As Cordas Mágicas, também conhecido como o primeiro filme de animação a concorrer na categoria de Efeitos Visuais desde O Estranho Mundo de Jack em 1994.

Nesse último ano eu assisti pouquíssimos filmes que estão entre os indicados. Tudo bem que eu nunca vejo muitos dos indicados, mas esse ano foi um dos que eu vi menos. Mas como esse post e a minha torcida são sempre baseados em coisa nenhuma, a credibilidade continua a mesma do ano passado. Bom carnaval pra você e nos vemos depois do Oscar.

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Previsões Para 2017 (Segundo O Sobrevivente)

Esse ano eu resolvi assistir um dos maiores clássicos do cinema moderno. Um filme sobre futuro distópico que marcou época e até hoje é considerado uma obra prima do cinema. Estou falando do maravilhoso…

O Sobrevivente 1987

Essa obra espetacular de 1987 mostra um futuro onde a merda virou boné tudo deu errado e o maior sucesso no mundo do entretenimento é um programa de TV chamado O Sobrevivente (The Running Man no original). O filme conseguiu me ganhar logo nos primeiros segundos, quando eu me deparei com as primeiras palavras do texto de abertura..

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“Por volta de 2017”. É assim que o texto começa e já que estamos quase em 2017, resolvi tomar esse filme como base para fazer previsões para 2017.

Primeiro vamos para as novidades. No começo do filme o personagem do nosso amigo Arnold vai pra casa do irmão dele. Chega lá na porta, digita a senha e entra. O problema é que o irmão dele não mora mais lá, a atual residente do apartamento é a mocinha do filme. Ou seja, em 2017 você não vai mais poder redefinir as suas senhas, principalmente quando estiver utilizando coisas que pertenceram a outras pessoas.

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Outra tecnologia que estará disponível para todos os cidadãos comuns é o controle de tudo dentro de casa com comando de voz. Os preguiçosos agradecem. Também temos uma amostra de como o fim do sinal de TV analógico vai nos beneficiar. Com o advento da TV Digital nós vamos poder realizar as mais diversas transações direto dos nossos televisores. No intervalo da novela você vai poder, por exemplo, planejar sua viagem pro Havaí.

 

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Aqueles que não conseguiram migrar para o sinal digital podem ficar despreocupados. Ninguém vai perder os programas de maiores audiência por causa de sinal incompatível. As redes de televisão vão transmitir seus programas diretamente para os telões instalados em locais públicos, de fácil acesso e com grande circulação de pessoas.

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Problemas com WiFi, redes sem fio e falta de conectividade entre os aparelhos? Tudo isso vai ficar no passado. Depois de dar um passo em falso para o futuro daremos dois em direção ao passado e tudo vai voltar a ter fio.

Claro que não devemos esquecer do maior programa de televisão do universo. Em 2017 os condenados pela justiça vão lutar por suas vidas no reality show mais bizarro e violento da história. Estou falando de O Sobrevivente. Obviamente os participantes usarão aparatos esportivos de ponta e serão patrocinados por grandes marcas do esporte, como aquela marca famosa das três listras.

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Agora vamos pra parte ruim do negócio. Para aqueles que detestam injeção temos uma notícia péssima. A partir de 2017 vão começar a aplicar injeção no lugar mais desgraçado possível. Se o termo técnico é “injeção interfalângica” já dá pra imaginar como vai ser.

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Para aqueles que sempre estão levantando acusações contra a manipulação de informação através da imprensa sensacionalista. Em 2017 chutarão todos os paus das barracas e a manipulação da informação vai ser descarada e absurda em níveis nunca antes vistos.

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Eu poderia continuar listando as maravilhas que o mundo retrofuturista de O Sobrevivente previu para o nosso 2017, mas eu não quero tirar toda a graça desse ano que está só começando. Estou aqui esperando ansioso pra que tudo isso aconteça e você?

 

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Retrospectiva 2016

Outro dia eu estava na minha timeline do Facebook e me deparei com essa maravilhosa tirinha lá do pessoal do Ângulo de Vista.

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Sim, dá pra resumir 2016 nesse último quadrinho. Um ano que só estava aqui pra ver o circo pegar fogo. Doze meses terroristas que trabalharam incansáveis para deixar a vida da gente mais difícil e para celebrar a partida desse ano tão maravilhoso que vamos fazer uma breve recapitulação de algumas coisas que rolaram esse ano.

Acho que a primeira coisa que a gente lembra de 2016 é do impeachment da pessoa mais engraçada que já governou esse nosso Brasil brasileiro. Derrubaram Dilma e colocaram o nosso amigo Nosferatu no lugar. Imediatamente a gente soube que metade da graça de acompanhar as atividades da presidência foi embora junto com Dilma. A segunda coisa é que oficialmente abriram as porteiras do mundo bizarro com a eleição de Donald Trump para presidente dos Estados Unidos da América. E que Deus nos defenda dele em 2017.

Saindo um pouco da política tivemos os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Obviamente todo mundo pensou que ia dar tudo errado e o Brasil passaria toda a vergonha que não passou na copa de 2014. Contrariando as expectativas os Jogos foram uma beleza e rolaram até umas coisas que nem Zuckerberg viu chegando que nos pegaram de surpresa, como o monte de medalha que Isaquias Queiroz, o dono do melhor cabelo do canoísmo mundial, ganhou.

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Mas infelizmente nem tudo no mundo dos esportes foi alegria. Impossível não lembrar do acidente que vitimou praticamente todo o time da Chapecoense, justamente quando a equipe disputava o título mais importante da história do clube. Poucos dias atrás um time de Uganda estava num barco que afundou, matando 30 pessoas.

E talvez a maior marca de 2016 foi justamente a quantidade de gente famosa/relevante que morreu. Só de nome grande da música morreu Prince, David Bowie, Naná Vasconcelos, Caubi Peixoto, George Michael e mais um monte de gente que eu não vou listar pra lista não ficar muito grande. Os potterheads choraram a morte de Alan Rickman, o cara que deu vida ao professor Severo Snape, o único vilão em Harry Potter que realmente é um vilão bom. Os fãs de Star Wars lamentaram a morte de Kenny Baker, o carinha dentro do R2-D2, os trekers perderam Anton Yelchin, o Chekov dos últimos filmes de Star Trek, os fãs de quadrinhos deram adeus a Darwin Cooke e até os fãs de Digimon perderam a voz que cantou as músicas mais icônicas da série, Kouji Wada também não escapou de 2016. O mundo deu adeus a Debbie Reynolds pouco tempo depois de dar adeus a filha dela. A intérprete de uma das personagens mais importantes do século XX. Esse ano o mundo perdeu a Princesa de Alderaan, em 2016 perdemos Carrie Fisher.

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2016 foi ano de sobreviver. De ser jogado aos leões e de ver muita coisa dando errado. De enfrentar as dificuldades e principalmente resistir a elas. No geral foi um ano meio triste. Chegamos ao final do mês doze bem cansados e esperando que nossas armas não sejam tão necessárias nos próximos 365 dias. 2016 foi ano de lutar. Muito ou pouco todos tivemos nossas lutas e muitas vezes participamos das lutas de outros. 2017 não promete ser tão diferente, mas talvez esse ano que começa agora deva ser olhado sob outra perspectiva.

Esse ano 2016 nos deixa meio quebrados, mas também nos incentiva a olhar pra 2017 com esperança. Ano que vem vai ser um ano bom? Não dá pra saber. Vai ser pior que 2016? Espero que não. Não espero uma mudança miraculosa na vida de todos, muito menos o surgimento de alguém que vai resolver todos os problemas, mas a esperança permanece.

Um feliz ano novo para você, querido leitor. Que 2016 termine cheio de esperança e que 2017 não nos faça esperar em vão.

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Rogue One e A Rebelião que Vale

    Na última quinta-feira, também conhecida como dia 15 de dezembro, estreou nos cinemas Rogue One: Uma História Star Wars. Um filme que prometia não só contar o roubo dos planos da Estrela da Morte, planos que movem toda a trama do primeiro filme lá de 1977, e mostrar que o universo de Star Wars não é só gente com sabre de luz e os problemas familiares dos Skywalker. E nesse segundo ponto que o filme faz valer um post.

    Faz 39 anos que o primeiro Star Wars chegou no cinema. Faz 39 anos que as tramas dos filmes tem relação com algum Skywalker e faz 39 anos que a tal galáxia muito muito distante é virada do avesso por causa dessa família do barulho que se mete em altas confusões. Esse ano resolveram acabar com a ditadura Skywalker e mostrar que Star Wars é tão grande quanto a galáxia onde as histórias se passam.

    Antes de ver o filme, li muita gente falando que Rogue One tinha um jeitão de Império Contra-Ataca. Isso é um elogio e tanto, levando em consideração que o Episódio V, além de ser o MELHOR filme da franquia, é o Star Wars que tá na cabeça de todo mundo. Sabe a Marcha Imperial? É do Episódio V. Lembra de Yoda ensinando Luke a usar a força? Também aconteceu no Episódio V. Obi-Wan Kenobi aparecendo como fantasma, a cena das naves rebeldes derrubando os walkers imperiais com cabos de tração, ou o romance de Leia e Han e Darth Vader sendo vilão no sentido mais forte da palavra? E de uma das frases mais icônicas do cinema?

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    O Episódio V mostra tudo ainda acontecendo. Começa no meio da história, apresenta um monte de conflitos que, quando são solucionados, dão um final pro filme, mas não dão um final pra história. Os personagens ainda estão crescendo, as peças ainda estão se movendo no tabuleiro e tudo é só uma preparação pro final daquela história. Rogue One é exatamente isso, principalmente na parte do Darth Vader sendo vilão no sentido mais forte da palavra, mas consegue ainda mostrar um lado do Star Wars tão pouco explorado que chega a ser ignorado nos outros filmes. Rogue One é uma história sobre pessoas, pessoas excepcionais. Pessoas excepcionalmente comuns.

    A gente pode definir esse filme como um “Star Wars Chão de Fábrica”. Apesar de vitais nas suas próprias histórias, os personagens principais não são, pelo menos até em certo ponto da trama, importantes dentro do universo do filme. Nenhum deles é o último de uma ordem ancestral de guerreiros místicos, uma representante de um planeta no senado galático ou um contrabandista famoso com a cabeça a prêmio. São espiões, assassinos e sabotadores. Aqueles caras que normalmente são interpretados por atores que entram mudos e saem calados. Personagens que normalmente não chegam nem aos pés das habilidades dos heróis da história. Aqueles que mais sofrem as consequências do conflito entre o Império e a Aliança Rebelde.

    Eu posso continuar listando um monte de coisas, mas pra mim a melhor parte de tudo é: NÃO TEM JEDI.

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    Rogue One provavelmente foi o filme que mais me deixou na carência de Star Wars. Entre o sábado, quando assisti o filme pela primeira vez, e a terça, quando vi o filme pela segunda vez, eu reassisti a trilogia clássica, assisti uns 5 episódios da segunda temporada de Rebels e marquei jogatina de dois jogos de Star Wars diferentes. Além de ter conversado muito sobre o filme por aí.

    Rogue One foi o primeiro filme do universo Star Wars que não tem um número, não faz parte de uma trilogia e não tem nenhum Skywalker gerando a treta. Foi provavelmente o Star Wars com mais pluralidade étnica e com mais mulheres com papéis de destaque. Foi o Star Wars com mais cara de guerra nas estrelas e fora delas. Se pensarmos direito, esse One no nome do título é merecido. Rogue One não foi só pioneiro em alguns sentidos, mas também se tornou algo único. Mesmo que façam algo parecido, ainda vai ser algo “tipo Rogue One”. Ele pode não ser o melhor filme da franquia Star Wars, mas sem sombra de dúvida ele tem o melhor da franquia Star Wars nele.

Ah, e para aqueles que reclamaram de ter mais um filme com uma mulher de protagonista, eu só digo que Mel Lisboa Jyn Erson é a melhor rebelde de todos os tempos.

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2016, 75 Anos e 205 Textos

    Exatamente um ano atrás eu escrevi um post especial para comemorar a marca de 75 publicações. No texto em questão eu falei de várias pessoas e personagens que completaram 75 anos em 2015. Então escolhi uma publicação com o número terminado em 5, que no caso da publicação de hoje é 205, pra fazer a lista dos aniversariantes destaques de 2016.

    No campo musical nós abrimos a lista de Dominguinhos, falecido em 2013, Benito di Paula, o cara do Amigo Charlie Brown, o ganhador do Nobel de Literatura e de mais uma porrada de prêmios de áreas diversas, Bob Dylan e por último o cara que só aparece nos nossos fins de ano: Roberto Carlos. Roberto esse que as pessoas erroneamente chamam de “Rei”. Erroneamente porque todo mundo sabe que “Rei” só Reginaldo Rossi.

    No cinema temos o aniversário de algumas obras bem importantes. O Falcão Maltês, Cidadão Kane, O Lobisomem, Sr. e Sra. Smith, que não tem nada a ver com aquele do Brad Pitt com a Angelina Jolie, e Dumbo. Sim, mais uma vez temos um desenho da Disney completando 75 anos, pelo menos dessa vez ele não é o único filme de 1941 que é lembrado até hoje, ao contrário de Pinóquio no ano passado. Passando pras pessoas os destaques vão para o ator Nick Nolte, o mestre da luta com facas, Peter Coyote, e o mestre por trás de obras como O Castelo Animado, Meu Vizinho (ou Amigo) Totoro, Viagem de Chihiro e o maravilhoso, primoroso, lindo e emocionante Princesa Mononoke. Estou falando de um dos fundadores de um dos estúdios de animação mais respeitados do universo, Hayao Miyazaki, um dos fundadores do Estúdio Ghibli.

    Na parte de televisão nós temos o jornalista que dá personalidade à todas as chamadas do Globo Repórter, Sérgio Chapelin e daquele que sempre aponta as vergonhas do Brasil, Boris Casoy. Na parte do entretenimento temos Umberto Magnani, que faleceu sem completar seu último trabalho na televisão, a novela Velho Chico, Betty Faria e Neusa Borges, que também poderiam aparecer na parte de cinema juntamente com um músico, ator de televisão e de um monte de filmes, estou falando de Mussum. Não só um dos mais queridos, ou o mais querido, do elenco original d’Os Trapalhões.

Aí chegamos na parte que eu mais gosto: os personagens de quadrinhos. Em 1941 tivemos o nascimento do Capitão América. Juntamente com o Sentinela da Liberdade foi criado seu sidekick Bucky Barnes, que posteriormente foi reformulado e hoje atende pelo nome de Soldado Invernal. Também temos o Arqueiro Verde, que virou um personagem mais modinha mainstream depois da série Arrow, e seu sidekick Ricardito, que é Speedy no original e eu nem sei como se chama na série.

Também em 41 tivemos o nascimento da Mulher Maravilha, que esse ano causou a maior comoção por ser a melhor coisa sua participação em Batman v. Superman. Não podemos esquecer do aniversário do Aquaman, provavelmente o héroi que mais serviu de inspiração pra piadas desde o tempo dos Super Amigos. Ainda cabem na lista o Caveira Vermelha, inimigo do Capitas Americano, o Pinguim, inimigo do Batema, o Homem Borracha e o Capitão Marvel Jr.. Apesar de quase ninguém conhecer esse último, podemos dizer que ele foi um dos mais influentes dessa lista. Caso você não saiba, foi o visual do Capitão Marvel Jr que inspirou o visual de Elvis Presley. Aquela capinha na metade das costas com uma gola alta e o topete que compunham o visual do Rei do Rock vieram dele. Nem preciso dizer que o motivo disso foi a admiração que Elvis tinha pelo personagem.

Chegamos ao fim de mais um especial de 75 anos, espero que tenham gostado. Sério, espero que tenham gostado porque todo ano eu vou fazer um desses e o que eu menos quero é gente torcendo o nariz pros posts que sairão nos próximos anos.

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“Só O Homem Penitente Passará”

Outro dia estava eu me lembrando de um dos maiores clássicos do cinema mundial, Indiana Jones e A Última Cruzada. Nesse filme de 1989, Indiana Jones parte atrás do Santo Graal e se mete em muitas confusões por causa de uma turminha do barulho. Já no final do filme, Dr. Jones precisa resolver uns puzzles pra conseguir chegar no graal. Cada um desses desafios tem uma dica marota que deve ser desvendada pelo nosso herói, caso contrário ele não só perderá o graal, mas também poderá perder a vida. Não lembro direito quais são esses desafios ou quais as dicas pra solucioná-los, mas uma dessas dicas ficou gravada na minha memória: “Só o homem penitente passará”.

Essa frase me veio na cabeça durante conversas que tive com diferentes pessoas ao longo dos últimos dias. Todas elas relataram estar passando por alguma dificuldade ou estar desanimado por causa de algum ocorrido na vida. Para todas elas eu disse a mesma coisa: “o que aprendemos em Indiana Jones e A Última Cruzada? Só o homem penitente passará”. Não que alguma dessas pessoas estivesse de fato pagando alguma penitência, mas acho que essa frase se encaixa bem em vários momentos da nossa vida.

Por definição, penitência é uma pena imposta, ou auto imposta, para expiar a culpa gerada por cometer algum erro. Na prática a penitência nada mais é do que um sofrimento e/ou sacrifício temporário que nos faz melhorar em algum aspecto do nosso caráter. Partindo desse conceito podemos afirmar que somos todos penitentes, já que o sofrimento e o sacrifício são tão comuns em nossas vidas que praticamente não existe um momento em que estamos totalmente livres de uma dessas duas coisas. Então quando estiver passando por um momento meio marromeno, quando faltar ânimo e disposição pra encarar os desafios, lembre-se que a dificuldade é uma oportunidade de crescimento, desenvolvimento e evolução. Que muitas vezes uma frase besta de um filme velho que tem pouco compromisso com a realidade pode gerar uma reflexão interessante. Então não se esqueça: “Só o homem penitente passará”.

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Oscar 2016

No próximo domingo, também conhecido como 28 de Fevereiro, acontecerá a cerimônia do Oscar, a maior premiação do cinema deste lado do universo, que junta uma galera de Hollywood pra premiar os melhores filmes, roteiristas, editores, compositores, sonoplastas, maquiadores, figurinistas, atores e diretores do ano de 2015. Como a maioria desses filmes favoritos aos prêmios, que são sucesso de crítica e entram pra história como marcos do cinema, eu normalmente não assisto, eu me limito a torcer por dois tipos de concorrentes: os blockbusters bons e os filmes de animação que concorrem fora da categoria de Melhor Filme de Animação. Além dos motivos regulares, nesse ano eu tenho alguns a mais pra torcer.

Neste ano, representando a categoria Filmes que O Povão Foi Ver temos Star Wars Episódio VII e Mad Max: Estrada da Fúria. Star Wars nunca foi uma franquia que costuma concorrer nas categorias mais nobres do Oscar, mas como sempre está lá figurando nas categorias técnicas: Efeitos Visuais, Edição, Edição de Som e Mixagem de Som.

Ele levaria fácil se não estivesse concorrendo com Mad Max em todas essas categorias, a briga vai ser entre esses dois. Cabe ressaltar que eu não vi nada dos outros concorrentes, mas convenhamos, é Star Wars e Mad Max, se nenhum desses dois ganhar nessas categorias vai ser marmelada. Além das categorias técnicas, nossa querida Guerra Nas Estrelas está obviamente concorrendo ao Oscar de Melhor Trilha Sonora graças ao nosso velho conhecido John Williams. Nessa categoria vamos ver um embate interessante entre nosso bom e velho John e a lenda do faroeste Ennio Morricone, com seu trabalho em Os Oito Odiados. Como eu sou louco por Star Wars e um admirador de faroeste, qualquer um dos dois que ganhar pra mim tá de bom tamanho.

Mas minha torcida desse ano está mesmo com Mad Max. Além das categorias que concorre com Star Wars, nossa querida Estrada da Fúria também está concorrendo aos prêmios de Melhor Fotografia, Melhor Maquiagem, Melhor Figurino, Melhor Direção de Arte, Melhor Diretor e Melhor Filme. A dobradinha Melhor Filme e Melhor Diretor não tá muito fácil, cheias de filmes com atuações espetaculares e histórias bem mais trabalhadas do que Mad Max, mas se fosse pra apostar eu apostaria em George Miller levando o prêmio de Melhor Diretor. Melhor Maquiagem e Melhor Figurino também estão entre as categorias que Mad Max tem mais chance. Também não assisti nenhum dos outros filmes que estão concorrendo nessas categorias, mas Mad Max tem a Charlize Theron com uma protese mecânica e com maquiagem de graxa explodindo coisa durante uma perseguição frenética no deserto, não preciso dizer mais nada.

Além dos filmes sempre tem algumas pessoas pra quem eu torço. Esse ano eu estou na torcida pra nosso compadre Leonardo DiCaprio finalmente ganhar um careca dourado. Depois de bater na trave um monte de vezes, o nosso amigo merece ganhar um Oscar pra chamar de seu. Mas minha maior torcida desse ano vai pra Silvester Stallone, que já ganhou o Globo de Ouro e está concorrendo ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pela sua atuação em Creed – Nascido Para Lutar, a melhor atuação da vida do Stallone. Vai ser difícil, mas ver Rocky Balboa de volta ao cinema pode mexer com o coração dos membros da Academia.

Na categoria de Filmes Sem Gente de Carne e Osso temos Divertida Mente concorrendo aos prêmios de Melhor Filme de Animação e Melhor Roteiro. Também concorrendo ao prêmio de Melhor Animação temos pela primeira vez um filme brasileiro, O Menino e O Mundo está lá na lista de indicados. Dificilmente ele vai levar a estatueta, mas só de estar lá já vale muito. E pra finalizar temos uma menção honrosa. Lady Gaga está concorrendo junto com Diane Warren ao prêmio de Melhor Canção Original. Não ouvi a música delas e nem a dos concorrentes, mas eu simpatizo com nossa comadre Gaga e sempre é melhor torcer pelo improvável. Afinal quem poderia imaginar que Lady Gaga concorreria ao Oscar algum dia.

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Dois Minutos de Ódio

Eu nunca li nem assisti 1984. Em um tempo que nem se pensava em coisas como Jogos Vorazes, Divergente, Convergente, Detergente, Vem Com A Gente e outras distopias juvenis, uma galera já escrevia sobre futuros que não tinham dado certo. Um desses caras foi George Orwell, autor de 1984. Apesar de nunca ter lido esse clássico da ficção do século XX, acabei ouvindo um ou outro comentário aqui e ali a cerca da obra. E uma das coisas que mais ficou na minha memória foi justamente o horário que unificava toda uma nação: os Dois Minutos de Ódio.

    Funcionava de uma maneira bem simples. Todos os dias o governo super controlador retratado no livro exibia na casa das pessoas um vídeo mostrando um famoso inimigo do Estado. Durante essa exibição todas as pessoas colocavam pra fora todo o ódio que sentiam. Direcionando esse sentimento destrutivo para um inimigo do Estado e não para o Estado, que era o verdadeiro vilão dessa história. Aí fica a duvida de onde eu quero chegar com esse papo todo. Estava eu pensando outro dia se talvez não fosse bom instituir os Dois Minutos de Ódio.

    Ódio é uma palavra muito feia e normalmente usada de forma precipitada. Um sentimento tão negativo talvez tenha sido experimentado genuinamente em pouquíssimas ocasiões ao longo de nossas vidas. Talvez se somarmos todas as coisas que nos irritam na vida, possamos chegar perto do que é o ódio verdadeiro, e se de fato fizéssemos isso? Se resolvêssemos focar todos os nossos sentimentos negativos em um único ponto? Será que o efeito seria igual ao livro? Esqueceríamos de detestar aquilo que realmente nos faz mal e simplesmente agíssemos como se nada de realmente ruim estivesse nos acontecendo?

    Imagino que instituir esse tipo de extravasor tenha um efeito positivo. Principalmente pelo fato de deixarmos de nos irritar com coisas q não valem a pena, pois todo o nosso ódio estaria direcionado para um único ponto. Quem sabe eu institua algo como Dois Parágrafos de Ódio, só pra descarregar toda a minha raiva sobre alguma coisa. Isso provavelmente ocorreria pouquíssimas vezes… Talvez só depois de ler algo do tipo “Filmes Que Você Vai Querer Ver em 20XX”… Sempre tem uns filmes que me dão uma raiva descomunal, principalmente certos filmes de super herói produzidos pela FOX, mas isso fica pra outra hora. Esse tipo de ódio tem hora pra ser externado… Dois minutos, pra ser mais preciso.

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Nascido Para Lutar

    Eu lembro de quando eu era pequeno e muitos dos clássicos dos anos 80 ainda eram reprisados na TV. Dentre os mais reprisados, e com certeza o que está mais vivo na minha memória, está um dos filmes mais icônicos da história desse nosso universo: Rocky IV. Onde Rocky Balboa, “interpretado brilhantemente” por Silvester Stallone, luta contra Ivan Drago, interpretado com bem menos brilho por Dolph Lundgren. Rocky e Rocky II eu só vi quando estava bem mais velho, juntamente com o sexto filme da série Rocky Balboa. O sexto filme não foi só o retorno do velho Balboa, mas também a sua despedida dos ringues. Rocky voltou para mais uma luta e como sempre a luta não foi apenas dentro do ringue, principalmente por causa da relação conflituosa de Rocky com o filho, que acabou gerando uma das cenas mais icônicas do cinema nos últimos anos. Não é difícil adivinhar a minha felicidade quando soube que Rocky Balboa voltaria para o cinema. Dessa vez não seria ele a subir no ringue. Nesse novo filme seriamos apresentados a um novo lutador: Adonis Creed. E para treinar o filho do antigo rival e amigo, Apollo Creed, Rocky Balboa retornou no sensacional Creed, que recebeu merecidamente o subtítulo nacional de “Nascido para Lutar”.

    Eu não vou falar sobre a história do filme. Qualquer resumo que eu fizesse aqui não seria melhor do que qualquer sinopse que tem por aí. Falar sobre como gostei do filme, como o Stallone está atuando muito melhor do que o normal ou de como a trilha sonora é sensacional seria perda de tempo. “Então o que eu tô fazendo lendo esse texto?” deve ser a pergunta que surgiu na sua cabeça, caro leitor. Vamos analisar sob outra ótica. Se repararmos bem, em todos esses filmes, o boxe não é a coisa mais importante.

Em todos esses filmes não só a vida daqueles que lutam gira em torno do ringue. O boxe era uma oportunidade única pra Balboa e ele agarrou com unhas e dentes, e essa escolha mudou a vida dele e de todos ao seu redor. Mas e se lutar fosse uma pura questão de escolha e não a melhor chance de mudar de vida? Não seria spoiler dizer que é justamente isso que acontece com nosso novo protagonista. Adonis Creed escolhe o boxe. Decide ceder à atração irresistível do ringue e mergulha de cabeça. Mas o peso do nome acaba tornando ele o tipo de personagem que eu mais gosto: o personagem de Legado.

Wally West, Tim Drake, Kyle Rayner, Miles Morales e tantos outros personagens das histórias em quadrinhos herdaram o manto dos heróis que vieram antes deles. O que eles tem em comum é a vontade de honrar o manto, o desejo de se provar digno do título, de ser maior que o nome e deixar a sua marca no mundo, de construir algo seu. Adonis não foge muito desse modelo, mas foge totalmente do personagem que Rocky Balboa foi nos primeiros filmes. E é aí que está o brilho do personagem. É nesse ponto que nos enxergamos um pouco no jovem Creed. Foi nesse ponto que eu me rendi à essa história.

Não dá pra discutir muito mais sem entregar mais coisas da história. O que eu vi na tela grande não foi nada revolucionário, mas eu saí do cinema com a impressão de que tinha acabado de ver um clássico instantâneo. Assim como o seu protagonista, o filme é o herdeiro de um legado, o novo detentor do manto, aquele que será responsável por essa série daqui pra frente. E é só o começo da construção de um novo legado.

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Despertou

Foi em 2005. Lembro muito bem da comoção gerada, eu mesmo estava bastante animado pra fazer uma coisa inédita na minha vida: ver um filme de Star Wars no cinema. Não era qualquer filme, era a conclusão da nova trilogia, onde finalmente veriamos Anakin Skywalker se trasformar em Darth Vader. Independente dos defeitos do filme, ou da repercussão negativa que a trilogia nova teve entre os fãs, aquela era a despedida de Star Wars no cinema, pelo menos era isso que eu sentia na época.

    O Ano era 2012. Nesse ano recebemos uma notícia que pegou todos de surpresa: Star Wars foi comprado pela Disney. Todos sabiam o que isso significava, todos já podiam sentir o que estava por vir. Só precisávamos saber a data, mas todo mundo já sabia que Star Wars voltaria pro cinema e que não seria pelas mãos de George Lucas.

    Chegamos a dezembro de 2015. Depois de meses de ansiedade, finalmente entrei no cinema para ver mais um filme de Star Wars, com o sugestivo titúlo de O Despertar da Força. Mas eu não estou aqui pra falar sobre o filme. O que me motiva a escrever esse texto foi tudo que eu vi antes. “Despertar”, foi isso que eu vi ao longo de todo o ano de 2015. Durante todo o ano os fãs foram reaparecendo, relembrando uma paixão que estava meio esquecida. Fãs mais jovens ou mais recentes que nunca puderam assistir um universo tão querido nas telas do cinema finalmente teriam sua chance. Não só isso, ao longo de todo o ano muitos se descobriram fãs do universo povoado por Jedis, Siths, palco do conflito épico entre Império e Rebelião. Star Wars despertou dentro de muitos durante esse ano. “Despertar” define bem o que aconteceu esse ano, foi assim que muitos fãs nasceram do dia pra noite, contaminados pela empolgação dos mais antigos e contagiando os mais novos.

Talvez Star Wars seja algo tão singular dentro da cultura pop por isso, por ser algo que acaba passando de geração em geração, que une pessoas de várias idades através de um sentimento único. Foi esse sentimento que os caras do marketing apelidaram de “Força”. Assim como na mitologia dos filmes, algo que nos envolve e nos une. Sabendo disso não é de se admirar a minha felicidade ao ver minha mãe, que viu os primeiros filmes de Star Wars no cinema há mais de 35 anos, junto dos meus primos, que eram pequenos demais pra lembrar da última vez que Star Wars passou no cinema, e dos meus tios e do meu primo mais velho, que acabaram passando pra mim toda essa admiração que tenho pelo universo de George Lucas.

A Força despertou em 2015. Star Wars despertou em 2015. Despertou com uma cara nova, com a cara dos tempos de hoje, com empoderamento feminino e representatividade étnica, em uma galáxia distante que está cada vez próxima de nós. Não sei se alguém esperava algo diferente, mas eu não esperava mais do que o Episódio VII foi. A melhor parte disso tudo é que está só começando.

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