Cachorros de Bikini

Reflexões rasas sobre coisas profundas e reflexões profundas sobre coisas rasas

Qual o Seu Tipo de Pessoa?

Ontem estava eu fazendo meu cadastro para poder baixar um conteúdo gratuito de uma certa loja. Em dado momento fui eu preencher aquelas informações que eles colocam na nota fiscal. O primeiro campo para preencher era esse aqui:

TipoPessoa

Imediatamente fui levado à uma reflexão relâmpago. Obviamente que o formulário só queria saber se eu era uma pessoa física ou jurídica, inclusive eu fiquei tão estupefato pelo efeito do campo “Tipo de Pessoa” que foi um alívio ver que só existiam essas duas opções. Concluí meu pedido, o PDF chegou no meu email, mas aquela interrogação permaneceu na minha cabeça. Que tipo de pessoa eu sou afinal?

A primeira coisa que precisamos estabelecer aqui é se de fato as pessoas podem ser divididas em tipos. Nosso procedimento normal ao conhecer uma pessoa, seja pra valer ou superficialmente, é encaixar essa pessoa em alguma, ou algumas, das categorias de pessoas que criamos ao longo das nossas vidas. Não classifico isso como um comportamento preconceituoso, na prática precisamos disso pra criar uma espécie de bússola social. Saber onde pisa é o primeiro cuidado que precisamos tomar ao viver em sociedade e esses rótulos que colocamos nos outros nos ajudam a evitar alguns conflitos desnecessários. A parte ruim disso é que corremos o risco de cair na tentação de sermos muito taxativos.

Precisamos lembrar que vivemos num mundo onde as pessoas são tridimensionais. Mesmo que muitos não pareçam, todos os seres humanos podem ser encaixados em algumas, se não várias, categorias e normalmente a quantidade de categorias nas quais encaixamos as pessoas é proporcional ao tanto que conhecemos elas. Pensando nisso eu lembrei de uma parada que eu acabei de descobrir como se chama do diagrama de Venn. Fica fácil de entender como ele funciona observando o exemplo 100% verídico abaixo:

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Seguindo por etapas nós dividimos as pessoas em uma e, dependendo da pessoa ou do nível de conhecimento que temos dela, vemos em quais outras categorias ela e criamos uma espécie de diagrama para cada pessoa. Essa ideia foi colocada em prática de uma maneira trinta e cinco vezes mais inspiradora do que nesse texto por uma rede de TV dinamarquesa. Se for assistir, lembre de se certificar que as LEGENDAS ESTÃO LIGADAS.

Mas aí chegamos ao ponto crítico desse tema. Você já se perguntou que tipo de pessoa você é? Normalmente somos relativamente cientes daquilo que não somos. Digo relativamente porque o autoconhecimento pleno é uma coisa difícil de conseguir e que normalmente não colocamos como meta da vida. Inclusive é bem provável que você, caro leitor, esteja na mesma situação que eu. E eu não consigo dar uma resposta 100% para uma pergunta dessa. Eu posso ficar aqui pensando um tempão e continuar insatisfeito com a resposta. Sempre vai ter alguma coisa que eu não estou enxergando ou algum traço de personalidade que passe despercebido. Exatamente por isso que vou tentar chegar a uma resposta decente pra essa pergunta e recomendo que você faça o mesmo. Quem sabe a gente não aprende alguma coisa?

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São As Águas de Março Fechando O Verão

O carnaval acabou, Março já tá na metade e a gente já viveu quase 25% de 2017 e, assim como em outros anos, tem chovido para caramba. Afinal são as águas de março fechando o verão.

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Mesmo a chuva de março rolando praticamente todo ano, eu nunca tinha parado pra fazer a associação dessas famosas águas pluviais do mês três com o final de alguma coisa. Não sou um admirador do trabalho de Elis, a Regina, e de Tom Jobã, mas acabei pensando neles e nas citações que fizeram à famosa composição do nosso amigo Tommy. Prestando atenção na chuva e no calendário acabei vendo que março é um moço peculiar dentro do calendário. E não é só por causa das águas que fecham o verão.

Começa que Março é o primeiro mês pra valer do ano. Janeiro tem muita gente de férias, fevereiro tem carnaval e, mesmo quando não tem folia, continua lá com seus 28 dias. Abril vem logo depois, abre a temporada de feriados nacionais e normalmente traz consigo a primeira data comercial do calendário, a Páscoa. Peço perdão para aqueles que, assim como eu, comemoram a Páscoa pelo seu significado para os cristãos, mas as lojas só querem mesmo saber de vender chocolate. Aí você me pergunta: “E março, Filipe? Tá ali em cima dizendo que o texto é de março, cadê março? Quero meu dinheiro de volta”. Aí eu digo: tô chegando lá.

Março é tipo julho e agosto. Feriado, se tiver, é só estadual ou municipal. Os três são considerados meses longos e normalmente não figuram entre os primeiros lugares no ranking geral de meses preferidos do ano. Só que, ao contrário dos seus outros amigos, março tem uma coisa que o torna praticamente um mês coringa: em março pode ter carnaval, pode ter Páscoa e pode não ter nada. Ainda assim ele permanece com aquele mesmo jeito de março. Tá ligado/ligada jeito de março? Então, é esse mesmo.

Em março pode ter carnaval, mas nem por isso fevereiro deixa de ter a cara de “mês do carnaval”. Quando o carnaval cai em março, automaticamente nossa cabeça é transportada por cinco ou seis dias de volta pra fevereiro. Tanto que, quando o carnaval cai em fevereiro, a gente quase não ouve “esse ano o carnaval cai em fevereiro”, mas quando a festa da carne cai em março o aviso começa no ano anterior quando o carnaval termina. É que nem quando sua mãe fica te lembrando de um negócio o tempo todo pra não ter risco de você esquecer e fazer no dia errado. A mesma coisa rola com a páscoa, mas como a quantidade de festa e dias de folga é menor, não precisa desses alertas todos.

É março e tem chovido. Esse ano as águas de março vieram logo depois do carnaval, logo no começo do mês, pra deixar bem claro que aquela moleza do começo do ano acabou. É de março que a expectativa pelo milho do São João começa, principalmente praquela galera mais velha que cresceu, assim como eu, ouvindo que se chover no dia de São José o ano vai ser bom de milho. Enquanto o dia de São José não chega, as águas de março vão fechando o verão.  

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É Dia da Mulher e Eu Não Sei O Que Fazer

    Hoje, 8 de março, é o Dia Internacional da Mulher. Normalmente rola algum tipo de homenagem ou enaltecimento do ser humano feminino e todo mundo de repente lembra de tratar as mulheres direito, ou pelo menos um pouco melhor do que de costume. Obviamente o tema do texto de hoje seria alusivo a esse dia tão icônico, mas a dúvida estava justamente em como abordar o tema. A resposta, ou a não resposta, veio depois de fazer uma coisa que a gente muitas vezes esquece de fazer. Eu parei, olhei ao redor e tentei enxergar além das definições padrão do meu sistema. Agora me arrependo um pouco de ter feito isso.

Nunca antes na história desse país as questões ligadas ao feminino estiveram em tanta evidência e é justamente por isso que o Dia Internacional da Mulher está cada vez menos “rosa e Sonho de Valsa” e mais ligado com a raiz da luta pelo direito das mulheres. Por isso eu entrei no Facebook e vi uma quantidade grande de posts cheios de indignação. Olhei por aí na internet e me deparei com uma série de coisas alusivas ao Dia Internacional da Mulher, mas nenhuma delas falava de amenidades que eu estava mais acostumado a ver. De dados alarmantes até histórias comoventes, tudo remetia ao viés original do dia dedicado à luta das moças.

Aí chegamos à minha situação. Eu, um pobre moço que, além de estar no mesmo time de Jon Snow e não saber de nada sobre nada, sou homem e tenho o desafio de fazer um post sobre o Dia Internacional da Mulher em um blog que tem como premissa principal não falar de coisas sérias. Aí em dado momento dessa quarta-feira eu estava exatamente assim:

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Hoje é Dia Internacional da Mulher e eu literalmente não sei o que fazer. Não sei se eu “comemoro” esse dia ou me revolto junto com as moças. Não sei se gasto mais tempo avaliando a sociedade em geral ou me avaliando pra saber se eu também tenho culpa nessa história de tornar a vida das moças pior. No momento em que eu escrevo esse texto eu nem sei mais se dar parabéns é certo ou não. Muito provavelmente estarei errado em qualquer coisa que eu fizer, por isso é até melhor eu não fazer nada.

Eu poderia fazer um texto bonitinho, elogiar o ser feminino enquanto arquétipo ou enaltecer as moças de alguma forma. Mas, por incrível que pareça, isso não é muito adequado. ´Hoje só é o dia que é porque tinha um monte de coisa errada e boa parte dessas coisas continua errada. Espero que um dia o dia 8 de março traga consigo mais das lembranças de uma luta que passou e menos de uma luta que ainda está na metade. Sinceramente desejo que as moças tenho cada vez menos motivos pra lutar. Até ano que vem.

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(Não) Carnaval 2017

    Algumas regiões do Brasil são praticamente sinônimo de carnaval. Em algumas outras a festa existe, mas não é tão famosa, e em outras localidades o carnaval praticamente inexiste. Inclusive são essas cidades que costumam receber as pessoas que querem fugir do carnaval. Como eu dificilmente saio de casa no carnaval e moro em um dos estados que são sinônimo de carnaval, o carnaval acaba chegando em mim. Seja pela música alta dos vizinhos, pela troça que você encontra na rua quando vai comprar pão, as notícias no jornal ou pelo desvio do trânsito por causa do bloco que vai passar. O carnaval chega, pelo menos chegava. Digo isso porque em 2017 o carnaval parece mais que não chegou por aqui.

    Os meus vizinhos devem ter sido abduzidos, porque nesses últimos dias eu não ouvi música nenhuma. Saí uma ou outra vez e não vi nenhuma troça, bloco ou similar na rua. Vi uma ou outra notícia notícia na televisão, mas dei tão pouca atenção que parecia mais que tudo aquilo estava acontecendo em outro lugar. Nem as pessoas conhecidas falaram muito sobre carnaval. As fotos que apareceram nas redes sociais pareciam mais deslocadas no tempo. Acho que nunca antes na vida eu estive tão longe dos festejos carnavalescos. Não me lembro se houve um carnaval com a vizinhança tão silenciosa. Nunca estive tão próximo da sensação de morar em um lugar onde o carnaval não existe.

    “Ah, Filipe, mas que besteira. Em um monte de lugar não tem carnaval e não vejo ninguém fazendo espanto por causa disso”. De fato isso é uma besteira, mas tem dois motivos pra eu fazer espanto com isso. O primeiro é o fato de que eu só escrevo sobre besteiras. Se eu não falar das besteiras eu não vou falar de nada. O segundo motivo é o meu endereço. Eu moro em Pernambuco e aqui o carnaval começa oficialmente depois da virada do ano, isso quando a virada de ano já não é em clima de carnaval ou quando as atividades carnavalescas não começam depois do São João. Ou seja, aqui é carnaval até quando não é pra ser. Tanto que ninguém se admira com essa vibe carnavalesca quase permanente. Exatamente por isso que eu tô achando tudo tão estranho. Na verdade estava, porque o carnaval acabou de acabar.

    As cinzas da quarta-feira já estão indo embora e com elas mais um carnaval. Ano que vem ele vem um pouco mais cedo, dia 10 ele já começa. Se bem que na velocidade em que 2017 tá passando, quando a gente se der conta já vai ser carnaval de novo. Feliz ano novo, 2017 começa pra valer agora.

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Porque Reclamar Faz Bem

Por incrível que pareça existem alguns hábitos do ser humano moderno que são tão antigos quanto a própria humanidade. Um deles é o hábito de se reunir ao redor da fogueira pra jogar conversa fora. Obviamente hoje em dia não fazemos fogueira com tanta frequência, mas nos reunimos ao redor das mesas de jantar, de restaurante, de buteco, de RPG ou até mesmo nos grupos de Whatsapp. Não importa qual é a fogueira, o que interessa é que ainda nos sentamos ao redor dela, da mesma forma que nossos ancestrais mais primitivos faziam, e dividimos com os outros histórias, notícias e em boa parte das vezes reclamamos da vida. Mas, ao contrário dos resmungos nossos de todas as horas, as reclamações feitas diante da fogueira funcionam quase como um terapia.

Lembro de um período da minha vida em que eu me reunia com alguns amigos quase toda sexta-feira depois do expediente.A gente se juntava, comia pizza, falava besteira e depois ia todo mundo pra casa. Mas alguma coisa curiosa acontecia quando os únicos presentes eram eu e mais dois amigos meus. Quando a gente se juntava a conversa tinha uma pauta única: reclamar do trabalho. Por uma mera coincidência, a época em que nós três tínhamos mais motivos pra reclamar do trabalho foi a época em que mais vezes só nós três aparecíamos pra comer pizza. Ficou fácil de imaginar o tanto de tempo que a gente passou reclamando do trabalho, da vida, do universo e de tudo mais. Justamente por isso hoje eu posso dizer que se não fosse por aquelas horas de reclamação eu teria encarado aquele período da minha vida profissional com muito menos ânimo.

Temos por hábito reclamar.Ou pelo menos procurar motivo para reclamar e por isso boa parte dessas queixas são bem irrelevantes pros outros. Justamente por isso que quando você se senta ao redor da “fogueira” com os seus amigos, você só reclama dos problemas de verdade. Afinal você vai ocupar o tempo de todos os participantes da conversa exclusivamente com os seus assuntos, a atenção dos amigos tem que valer a pena. Por isso os problemas que chegam à luz do fogo e ao conhecimento de todos são os problemas de verdade, os que realmente são problemas. Coisas que estão nos deixando aflitos, decisões difíceis que estão tirando o nosso sossego, assim como os planos pro futuro ou os vacilos do passado. Tudo levado diante de pessoas que também já dividiram seus problemas com você.

Reclamar não é agradável, mas pode ter um efeito bastante positivo. Por isso a mensagem de hoje é: RECLAME. Não digo pra reclamar sem parar ou achar defeito em tudo. Pense nas coisas que realmente estão piorando a sua vida e, se possível, divida com alguém. Não recomendo fazer isso publicamente, seja em redes sociais ou naquele seu grupo do Whatsapp que tem 46583628 pessoas. Tão bem selecionados quanto os problemas que serão exposto precisam ser os ouvidos que vão ouvir esse problema. E é com esse último conselho que eu encerro a série de posts sobre as reclamações nossas de cada dia. Espero demorar muito pra fazer outra série temática porque esse negócio de planejar muito e não escrever sobre outro assunto é meio chato e só é legal de verdade no final do ano.

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Tá Tudo Uma Bosta 2.0

                Lá nos primórdios do Cachorros de Bikini eu publiquei “Tá Tudo Uma Bosta”, um texto que fala sobre não ter vergonha de admitir que as coisas estão um cocô. Como estamos em uma série de textos sobre reclamar da vida, achei pertinente revisitar o tema sob outra perspectiva.

                Pare pra pensar um pouco junto comigo. Basicamente existem duas formas de estar tudo uma bosta. A primeira é quando de fato as coisas estão uma bosta, seja por causa de um evento específico ou por um conjunto de eventos ruins. Quando isso acontece a gente costuma reagir de forma corajosa, pega o boi pelos chifres e enfrenta o desafio de frente, muitas vezes sem nem dizer aos outros que pelo que estamos passando. Isso acontece principalmente pelo fato de estarmos enfrentando situações e problemas realmente ruins. Comprovando que é diante das dificuldades que o ser humano mostra o que tem de melhor. Mas aí chegamos à segunda e principal forma de tudo estar uma bosta: quando elas parecem estar uma bosta. E é diante dessa segunda forma que o ser humano costuma reagir de forma menos, digamos, nobre.

                Junte uns boletos que ainda não foram pagos, uma hora ou duas preso no trânsito, uma bronca do chefe e um banho indesejado de chuva. Pronto, essa é a receita pra fazer alguém chegar à conclusão de que está tudo uma grandessíssima bosta. Obviamente tudo isso está longe de ser algo bom, mas são eventos pontuais que dificilmente acontecem juntos com muita frequência. Eventos que normalmente não estão sob nosso controle e seus malefícios têm um efeito de curta duração. São mais incômodos do que problemas e é justamente por isso que não temos muito o que fazer e é justamente nessa falta de opções para gastar as energias geradas pelas pequenas desgraças que nasce a vontade de reclamar.

                Tão certo como um dia após o outro é a reclamação nossa de cada dia. As pequenas coisas ruins da vida se aglomeram para formar um monstro que nos envenena a mente e nos transforma no tipo mais azedo de ser humano. Resmungamos sem parar e até as coisas boas são enxergadas através das lentes fecais do mau humor. E não basta só resmungar pro amiguinho do lado, desenvolvemos a necessidade de espalhar aos quatro ventos as desgraças que estão acontecendo nas nossas vidas e nesse ponto a internet exerce um papel fundamental. Se antes nossas queixas eram compartilhadas apenas com as pessoas fisicamente próximas, agora podemos literalmente falar isso pra todo mundo. Nem preciso dizer que por causa disso o que a gente mais vê por aí é gente reclamando de tudo na internet. Inclusive tem a galera que faz APENAS isso da vida, ou pelo menos da vida virtual.

                Por fim gostaria de lembrar que as aparências enganam. Não é porque tem cara de bosta e cheiro de bosta que tá tudo uma bosta. Muitas vezes as coisas não vão tão mal quanto parece, outras vezes elas estão indo até bem. Às vezes só depende de como vemos as coisas.

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E o Tema da Festa Foi… Evaristo Costa

Ontem estava eu vagabundando por um portal de notícias local quando me deparo com a seguinte manchete:

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Antes de comentar a notícia é preciso dar uma contextualizada ligeira. Graças ao advento das redes sociais nós, pessoas transeuntes comuns, conseguimos interagir com pessoas que são menos transeuntes do que a gente. Todo tipo de famoso possível e imaginável está nas redes sociais e até os que não são tão famosos assim tem lá os seus milhares de seguidores. Graças a isso a relação fã/ídolo passou para um nível totalmente diferente, principalmente porque alguns desses famosos costumam interagir bastante com os seus seguidores. Alguns deles interagem de uma forma tão, digamos, interessante que esses famosos chamam mais atenção por sua postura nas redes sociais do que pelo seu trabalho em si.

Um dos maiores exemplos disso é um dos apresentadores de telejornal mais amado do Brasil. O âncora do Jornal Hoje, Evaristo Costa. Caso você não esteja familiarizado com as atividades internéticas dele, aqui vão algumas amostras de como esse ser humano é zueiro na internet.

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Aí essa semana aí chegaram pro nosso amigo Evaristo e disse que ia rolar uma festa que o tema era “Evaristo Costa”. Pra evitar que dissessem por aí “se não tem foto, não aconteceu” um cara mandou pro nosso amigo Evaristo uma foto tirada nessa festa.

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Achando muita graça e, provavelmente, acreditando que o sucesso da festa não tinha sido essas coisas, Evaristo postou a foto de um cara que foi nessa festa e soltou a pergunta de um milhão de dólares:

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Obviamente ele recebeu uma enxurrada de fotos com pessoas, digamos, interagindo de diversas formas com a forma bidimensional do apresentador do Jornal Hoje. As melhores foram reunidas pelo próprio Evaristo naquele que já é o melhor mosaico de fotos de 2017:

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Como se não bastasse, nosso compadre jornalista, ao postar essa foto no Facebook, colocou a seguinte legenda:

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Na moral, deixa eu parar aqui pra aplaudir esse mito brasileiro.

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Pena que eu já tô velho e não dá mais tempo de ser Evaristo Costa quando eu crescer, mas ainda assim eu posso bater palmas pra esse cara. Imagine você, cara criança leitora, um apresentador de telejornal que atingiu o nível de awesomeness tão elevado ao ponto de virar tema de uma festa. Fátima Bernardes teve festa? William Bonner teve festa? Alexandre Garcia teve festa? Marcelo Resende teve festa? Nem o Papa tem festa, mas e Evaristo? Sim, ele teve e no dia que eu chegar no nível de Evaristo e virar tema de festa eu me aposento da existência terrena. Porque depois disso não vai ter nada mais pra conquistar na vida.

Seria legal se a publicação de hoje terminasse no parágrafo anterior, mas infelizmente devemos falar do final da história. Dando uma olhada na publicação de Evaristo no Facebook vi que o final dessa história não foi muito feliz.

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Descanse em paz Evaristo 2D, nunca te esqueceremos.

 

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Começou o Big Brother

Muitas vezes o ano parece tão longo que a gente acaba esquecendo de algumas coisas que sempre aparecem no começo do ano. Exatamente por isso que todo ano eu esqueço que vai ter Big Brother e quando eu menos espero ele já começou.

O Big Brother Brasil é um programa que passa na TV todo ano desde 2002, sendo que no primeiro ano o programa teve duas edições. Em todas elas tivemos pouco mais de uma dúzia de participantes brigando por um prêmio em dinheiro que eu nem sei mais quanto é, mas que já foi corroído pela inflação. Ao longo de três meses que mais parecem três anos os participantes brincam, brigam, geram polêmica, se agarram uns com os outros e entretêm a família brasileira. Mas o post de hoje não é pra falar sobre toda a engenharia social do Big Brother ou do programa em si, hoje eu vou falar porque o tempo do BBB é provavelmente uma das épocas mais chatas do ano.

Se existe uma coisa no mundo que gera mais reclamações do que a novela das oito nove é o Big Brother. Tem a galera que aproveita pra reciclar o discurso da baixa qualidade do entretenimento da TV aberta e de como o Big Brother é uma desgraça na vida do brasileiro. Tem a galera que é defensora da moral e dos bons costumes e está pronta para apontar qualquer traço de imoralidade identificado no reality show. Fora a galera que odeia a Rede Glóbulo de Televisão e se apoia no discurso dos dois grupos anteriores pra poder odiar a Globo com mais força. Também tem o pessoal que assiste BBB esperando acabar pra poder ver o que vem depois e acaba acompanhando o programa por osmose e obviamente temos as pessoas que de fato são fãs do Big Brother. Aí pensando nisso a gente lembra de duas coisas: a primeira é que todas as pessoas estão na internet e que todo o ódio ou amor pelo programa são despejados aos baldes nas redes sociais, a segunda é que além desses grupos existe mais um que acaba sendo bem menos importante nessa história toda. Existe o grupo das pessoas que não estão nem aí pro Big Brother. E provavelmente essas são as que mais sofrem por causa dos outros grupos.

Imagine que você não tá ligando pro BBB. Imagine que você entra no seu Facebucket e tá lá um monte de gente falando, bem ou mal, do Big Brother. Tanta gente que quase não se fala de outra coisa. Os assuntos vão desde abaixo assinado fake pra tirar o Big Brother até os memes gerados pelo programa e todas as discussões infinitas das pessoas sobre o programa. Aí você chega à conclusão que detesta o BBB, não por aquilo que ele é, mas pelo efeito que ele provoca nas pessoas. E a pior parte é que tudo isso poderia ser evitado com algumas medidas bem simples.

Você acha a qualidade da TV aberta muito baixa? Não veja TV aberta. Hoje em dia tem internet, YouTube, Netflix e TV paga. A qualidade do seu entretenimento depende de você.

Você acha que o BBB é uma imoralidade? Não assista. Acha que não pode ter esse tanto de safadeza por causa das crianças? Até onde eu sei o programa tem uma classificação indicativa e mesmo que fosse livre para todos os públicos, cabe aos responsáveis das crianças (ou adolescentes) regular o que eles assistem.

Você odeia a Globo? Odeie não, ódio só faz mal pra você.

Pra você só interessa o programa que vai passar depois? Então fica de boa que você é de boa.

Você é fã do BBB e detesta quando as pessoas ficam reclamando por causa do BBB? Deixa esse povo pra lá ou então eles vão ficar ainda mais chatos. Você ganha mais votando pra eliminar a galera que você não gosta do programa.

Do nada esse texto pareceu meio sério? Talvez, mas eu tinha que fazer a minha parte. Faz alguns anos que o Big Brother não me atinge e eu não esquento minha cabeça reclamando dele ou brigando por causa de BBB. Por isso eu gostaria muito que todo mundo parasse de esquentar a cabeça por causa de BBB ou por causa de Globo ou por causa de qualquer coisa que passe na televisão. A gente já tem problemas demais, por favor não arrumem outros.

 

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Eu, Você e Os Hits do Verão

    Verão. A única estação que, ao contrário do inverno, acontece mais ou menos do mesmo jeito em todo o país. O frio é seletivo, mas o calor é para todos e, assim como ele, as coisas de verão costumam se alastrar de forma bem uniforme por toda Terra Brasilis. Dentre todas as coisas de verão a que mais costuma afetar a vida das pessoas é o hit do verão.

Ao longo de todo o ano algumas músicas chegam ao topo das paradas de sucesso, mas os hits de verão não são iguais aos outros hits. Como o nome já diz, essas músicas costumam explodir em uma época muito específica do ano. O hit de verão costuma aparecer lá pra dezembro, bem a tempo de embalar as festas de fim de ano. Ele também não precisa ser lançado necessariamente no verão. Imaginemos essas músicas como uma espécie bomba relógio programada pra explodir quando a galera começa a ir pra praia. Normalmente isso se dá pela posição geográfica do dono do hit e pela velocidade em que o sucesso da música cresce. Isso acontece de forma bem orgânica e não depende tanto dos veículos tradicionais de mídia para tanto, principalmente quando a música tem conteúdo explícito. É uma coisa que acaba passando de pessoa pra pessoa, coisa que hoje é até mais fácil por causa da internet. Mas até aí nada difere muito o hit do verão de um hit comum. É quando chegamos na hora de falar sobre as duas características que tornam o hit de verão tão peculiar.

A primeira delas é que o hit do verão normalmente é eleito o hit do verão. Não é muito incomum você ver as pessoas dizendo que tal música é “a música do verão” ou o “hit do verão” ou, dependendo da música, “a música do carnaval”. Os termos variam, mas de fato algum desses títulos é atribuído à música coroando o sucesso da mesma. Mas devemos lembrar que esse título tem um efeito adverso: a música ganha um prazo de validade. É exatamente essa a segunda característica.

Os hits de verão costumam ficar vivos enquanto o período de veraneio está em vigência. Isso não acontece exatamente na mesma época todo ano, até porque no Brasil o período mais, digamos, contente do verão acaba junto com o carnaval. Que é quando o ano de fato começa. Sacou a diferença? Agora que terminamos as características gerais do hit de verão eu posso falar das coisas que nem todo mundo vai concordar.

A única característica do hit de verão que faz diferença na minha vida é: a música de verão é a música mais chata do ano. Seu vizinho deu uma festa? Vai tocar o hit do verão. Passou um cara com o som alto na sua rua? Vai estar tocando o hit do verão. Você foi pra praia? Lá vai ter alguém com um som ligado no hit do verão. Foi brincar o carnaval? Vai ouvir o hit do verão. O hit desse ano não é música de carnaval? Vai ter alguém que fez uma versão carnavalesca do hit do verão. Não importa. A certeza é que a música vai tocar, você vai acabar ouvindo algumas inúmeras vezes e vai ficar de saco cheio.

Esse ano o hit do verão, creio eu, ainda não foi de fato definido. Minha aposta pra esse ano é o maravilhoso e arrojado “Deu Onda”, principalmente por contar com uma versão que pode ser cantada pelas crianças e outra para os maiores de 18 anos. Além de inspirar uma série de memes, piadinhas e derivados internets afora. De todo jeito o carnaval ainda tá longe e ainda vai tocar muita coisa até lá. Boa sorte pra todos nós.

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Marília Mendonça Foi Acusada de Mandar Indiretas

    No início da semana estava eu andando por um grande portal de notícias de Pernambuco quando me deparei com a seguinte manchete:

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    Caso você queira ver a notícia é só CLICAR AQUI.

    Antes de comentar a notícia em si acho que vale a pena discorrer um pouco sobre esse personagem tão importante na internet contemporânea: a indireta. Se você habita, passeia ou pelo menos ouve falar das redes sociais, é bem provável que já tenha lido um post de alguém que estava dando uma alfinetada em alguém, mas sem dizer quem era o alvo da alfinetada. Se você viu quer dizer que a indireta não é uma coisa desconhecida de vossa pessoa. Podemos dizer que a indireta normalmente tem quatro efeitos diferentes que listaremos adiante.

O primeiro é atingir a pessoa para quem de fato ela foi mandada. Quando a indireta é realmente bem feita ela chega no alvo e faz o seu estrago, normalmente resultando em alguma indireta em resposta que gera outra e tudo termina numa espécie de guerra fria internética. O segundo efeito é deixar praticamente todo mundo que não é alvo da indireta se perguntando por que diabos aquela mensagem/postagem foi feita. O terceiro efeito é deixar algumas pessoas com a pulga atrás da orelha. Até porque nem sempre dá pra ter certeza se a indireta foi com você ou não. Normalmente as pessoas que ocupam esse grupo tem certeza que não fizeram nada, mas mesmo assim  podem ficar meio desconfiadas dependendo do autor da mensagem. Por último temos aqueles que tem certeza que a indireta foi pra eles, mesmo não sendo. São essas pessoas que validam a afirmação de que uma indireta é que nem uma granada, você mira em um e ela bate em dez.

    Agora podemos finalmente chegar no caso da indireta de Marília Mendonça. Primeiramente devemos ressaltar a fome que a internet tem de degustar a treta dos outros. No final todo mundo fica vendo video de gatinho, de gente caindo ou de acidente na Rússia enquanto espera explodir a próxima treta. Principalmente se for treta entre gente famosa. Principalmente pelo fato de todos os artistas estarem competindo uns com os outros… Pelo menos na cabeça dos fãs.

    Muitas vezes as concorrências só acontecem na cabeça da gente. Artistas ou obras que compartilham públicos semelhantes, ou até o mesmo público, são imediatamente tidos como rivais e, mesmo que de fato sejam rivais, os fãs acabam transformando a rivalidade em uma espécie de guerra. Agora imagine que essa galera que gosta de ver o circo pegar fogo estava de bobeira no Instagram, ou no “Inxta” como dizem os jovens, e viu lá nossa comadre Marília falando alguma coisa pra suas amigas, a dupla Maiara e Maraisa. Obviamente não é difícil imaginar que, na cabeça dessas pessoas, TODAS as duplas sertanejas ou similares formadas por mulheres são todas inimigas mortais e só estão esperando um motivo pra declarar a Primeira Guerra (Sertaneja Feminina) Mundial. Imediatamente eles imaginaram que nossa comadre estava demonstrando de que lado ficaria quando a guerra começasse e ainda aproveitou a deixa pra catucar a dupla que é (teoricamente) a maior concorrente de suas amigas, a dupla das também irmãs Simone e Simaria. Se o plano dessa galera desse certo nós teríamos uma treta que encheria de alegria a internet brasihueira e provocaria uma verdadeira batalha campal entre os fãs das duas duplas.

    Aí quando eu olho pra um negócio desses a única coisa que eu penso é:

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Sério isso? Sério que a galera tá tão doida pra assistir uma confusão que tá inventando até indireta? Sério isso? Marília Mendonça tá fazendo tantas outras coisas mais interessantes e o pessoal se ocupa caçando indireta? Não vejo ninguém falando das demonstrações das habilidades etílicas da moça.

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E esse povo ainda quer falar de indireta.

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