Não é um blog sobre cachorros e bikinis

Mês: janeiro 2016

Promessas de Bikini para 2016

2016 acabou de começar e claro que todos estão renovando suas promessas de ano novo. Já que o Cachorros de Bikini foi uma promessa de ano novo que eu cumpri com um ano de atraso, nada mais justo do que fazer uma lista de promessas para esse ano. Começando pelas mais fáceis.

    Primeiramente eu prometo continuar o volume de publicações atual, com pouco ou nenhum atraso. Isso quer dizer que todas as segundas, quartas e sextas teremos coisa nova aqui no Cachorros.

    Em segundo lugar eu prometo que esse ano eu tomo vergonha na cara e faço uma página no Facebook. O Cachorros precisa entrar nas redes sociais e eu já tô enrolando muito pra fazer isso, previsão de antes do fim de 2016 do primeiro semestre desse ano.

    Em terceiro lugar eu prometo continuar as histórias dos melhores personagens da série Contos de Segunda. Pessoas como Jorge, Cristina, Erick, Aluísio, Fernanda e Maurício vão continuar suas aventuras de início de semana em 2016. Não sei dizer quando ou com que frequência, mas esses carinhas ainda vão render boas histórias.

    Por último eu prometo que chegaremos a 2017. Não sei se vai ser difícil ou não, mas essa é a promessa que eu mais quero cumprir.

Contos de Segunda #28

    Márcio levantou radiante. Era a primeira segunda-feira de janeiro e o recesso de fim de ano tinha terminado. Mas as férias só estavam começando. Ele já tinha tudo planejado. Todas as segundas ele acordaria cedo pra ir à academia. Ele tinha feito um plano anual e pago tudo de uma vez, numa tentativa de se obrigar a não desistir da academia dessa vez. Depois ele assistiria séries até a hora do almoço, que na segunda se resumia ao que tinha sido possível salvar do almoço de domingo na casa dos pais. A tarde seria preenchida com leitura, principalmente por causa do eReader que ele tinha ganho no Natal. A noite seria reservada para ir ao cinema. E acabaria a segunda-feira, uma maravilha. Planos simples que não podiam dar errado.

    Na verdade podiam. Márcio sabia disso, mas preferiu ignorar. Afinal a esperança devia ser mantida.

    O despertador não tocou. Estava desligado desde o começo do recesso. Isso fez Márcio levantar duas horas mais tarde do que o previsto. Como o trânsito estaria ruim naquela hora, o percurso de cinco minutos até a academia se tornou uma caminhada de meia hora. No caminho de volta Márcio foi atropelado por uma ciclista idosa, esse acidente fez Márcio perder a chave do apartamento. Ele tinha uma chave reserva no escritório e outra na casa dos pais. Preferiu a segunda opção.

    Ligou para a mãe. Ela não estava em casa, mas a faxineira estava. A faxineira não sabia onde estavam as chaves e Márcio tinha uma alergia violenta que apareceria assim que ele colocasse o pé na área da faxina. Ele teria que esperar. Voltou pra academia e fez uma aula qualquer que fez ele sentir como se tivesse a coordenação motora de uma pia. Lembrou que a chave do carro estava no apartamento trancado. Pegou um táxi, apanhou a mãe no caminho e finalmente pegou as chaves. Obviamente ela o convidou pra almoçar, ele não podia recusar, pelo menos os restos que serviriam de almoço seriam salvos pro jantar.

    Depois do almoço percebeu que não tinha dinheiro para outro táxi. A mãe disse que o pai dele estaria de volta no meio da tarde e podia levá-lo. Foi o que aconteceu. Quando Márcio finalmente entrou em casa a tarde já estava quase no fim, todos os seus planos estavam frustrados. Pelo menos ele poderia ir ao cinema. Se houvesse alguma sessão na noite daquela segunda. Diante de tamanho fracasso a única alternativa foi fingir que a segunda estava só começando e começar o plano do início.

“…E Ano Novo Também”

2016 finalmente chegou e como só temos chance de falar sobre esse assunto uma vez por ano, não é nenhuma surpresa que o texto de hoje fala sobre esse evento tão especial que acontece todo ano: a celebração da chegada do Ano Novo.

    Dia 31 de dezembro é a data de uma das maiores, para muitos a maior, festa do ano. É quando celebramos a final de mais um ano e o início de um novo. Nesse dia é feito todo tipo de simpatia, promessa, resolução e derivados. Quando as pessoas manifestam seus desejos pro ano que vai chegar de várias maneiras, principalmente pela cor das roupas. Mas no fundo todo mundo quer a mesma coisa: um ano bom, um ano melhor ou simplesmente um ano diferente. A parte mais interessante disso é que na nossa cabeça tudo isso rola instantaneamente.

    Marcos cronológicos sempre nos fazem pensar de maneira episódica. Vivemos dividindo a vida em etapas. Os anos da escola e os períodos da faculdade nos ajudam a pensar dessa maneira, além da convivência com todas as outras pessoas que foram, de certa forma, tão induzidas a pensar dessa forma como nós. A verdade é que não funciona exatamente desse jeito.Dividimos nossa vida em anos, mas os anos não dividem nossa vida. As etapas que passamos tem transições suaves e graduais, nada é tão imediato quanto gostamos de pensar.

    É provável que aquela grana que você desejou quando colocou sua roupa amarela só venha em abril, ou aquela dieta que você prometeu fazer só faça efeito lá pra fevereiro. Os resultados da academia que você falou que ia começar a frequentar só devem aparecer mesmo lá pra metade do ano. A promoção no trabalho ou aquele grande amor talvez só deem as caras lá pra outubro e é provável que tudo que você falou que ia ser nesse ano não seja realidade até antes do próximo natal. Se alguma das coisas listadas acima acontecer, não quer dizer q você é azarado, nem relapso ou coisa do tipo. Só nos lembra que o calendário não é um jogo do Mario, você não vai sair da fase do deserto e cair direto na fase do gelo pra depois ir direto pra fase espacial.

    Mesmo com o calendário dizendo o contrário, 2015 ainda não terminou. Os ecos de seus acontecimentos ainda serão ouvidos por um bom tempo. Uma transição gradual e suave, como sempre foi, mas a gente nunca lembra disso. Mesmo assim algo já está diferente, é só prestar atenção. Feliz Ano Novo, e um ano bom pra todos nós.

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