Não é um blog sobre cachorros e bikinis

Categoria: Crônicas e Similares Page 8 of 21

O Número 200 Sai Segunda

    Isso mesmo, querida criança leitora. A presente publicação é o post de número duzentos deste humilde blog conhecido universalmente como Cachorros de Bikini. Faz exatamente 294 dias que o post de número 100 saiu e se não fossem os dois hiatos (um deles inevitável) essa marca teria sido atingida bem antes, mas mesmo assim temos muito o que comemorar… Na verdade nem tanto assim, mas como o Cachorros de Bikini não é lá grandes coisas qualquer motivo é válido pra comemoração. O post de hoje é especial

    Modéstia à parte, esses últimos noventa e nove textos já estão com resultados bem melhores do que os cem primeiros. Começa que a média de palavras por texto subiu de 412 pra 550. É como se eu pegasse todos os primeiros cem textos e acrescentasse um tweet em cada um. Os principais responsáveis por isso são os Contos de Segunda que saíram de uma média de 438 palavras para a nada impressionante média de 773 palavras por texto. Inclusive vale ressaltar que dos trinta e um contos publicados, dois deles divididos em duas partes, em três ocasiões alcançamos marcas superiores a 1500 palavras. O que isso quer dizer? Quer dizer que o Cachorros logo logo será um depósito de textão tão grande quanto o Facebook. Essa daí nem Zuckerberg viu chegando.

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    Também vale lembrar que isso não seria possível sem a ajuda dos 15 protagonistas da nossa série de contos que nasceram nos últimos tempos e da nossa querida Luciana, que já tinha aparecido, mas que foi elevada ao patamar de protagonista em algumas publicações. Esse número tá meio inflado por causa de uma banda de rock e cinco seres míticos que só aparecem juntos, mas o que vale é a matemática.

    Mais uma vez eu me pego feliz com os resultados, mas ao mesmo tempo com os pés plantados no chão, a bunda na cadeira e as mãos no teclado do computador. Chegar a duzentas postagens não deixa de ser uma marca histórica, mas ao mesmo tempo não deixa de ser uma marca pequena. Se eu tivesse lançado um texto por dia eu não teria nem um ano de publicação. Se eu lançasse um por semana eu teria menos de quatro anos de publicação. Não, duzentos não é muito. Duzentos é pouco e a cada nova marca atingida será ainda menos, mas nem por isso eu vou deixar de comemorar. Afinal a felicidade reside nas pequenas coisas.

2016, Um Ano para Recordar (?)

    Esse ano um evento movimentou as interwebs. Do nada os meus feeds foram invadidos por todo o tipo de manifestação apaixonada, sites que eu visito começaram a falar sobre isso, podcasts que eu escuto foram afetados e pessoas que eu conheço foram totalmente absorvidas pela magia desse acontecimento. Esse ano rolou o retorno/despedida de Gilmore Girls. Aqui no Brasil a última temporada das Lorelai lá ganhou um subtítulo bastante sugestivo: Um Ano para Recordar. Depois de filtrar todo esse excesso de nostalgia e overdose de Lorelai, café, diálogos rápidos e fãs tirando a poeira do Stars Hollow que existe dentro de seus corações, meu cérebro começou a trabalhar.

2016 está no fim. Hoje é o último dia de novembro e amanhã começa oficialmente o fim do ano. Finalmente os enfeites de natal estarão dentro do contexto, os comerciais da Coca-Cola vão mostrar a magia dessa época e vão começar a anunciar a programação de fim de ano da Globo. Pensando sobre o final de mais um ciclo solar e em todas as desgraças coisas que aconteceram nesses trezentos e trinta e poucos dias me veio a seguinte questão: 2016 é um ano para recordar?

Nem sempre os anos são memoráveis. Muitas vezes os anos são tão qualquer coisa que a gente vive lembrando das coisas que rolaram nele como se acontecessem em algum outro ano que foi mais relevante. Outras vezes os anos são tão bons que a gente nem se incomoda dele demorar um pouco mais a passar, outras vezes o bom e o ruim se equilibram de tal forma que fica difícil de saber se o saldo do ano foi negativo ou positivo. Algumas vezes os anos são 2016.

É bem provável que 2016 termine com um saldo negativo pra maioria das pessoas, mas de todo jeito algumas coisas boas aconteceram em 2016 pra todo mundo. Olhando para o calendário eu vejo que o ano pareceu longo por causa do tanto de coisa que aconteceu e quando eu penso mais um pouco vejo que apesar de muito canalha, 2016 foi um ano que trouxe consigo muitas coisas legais. Talvez não em número suficiente pra suplantar as coisas boas, mas em número suficiente pra nos fazer aguentar até agora esse ano cão. É só procurar que dá pra achar, é só catucar que aparece é só raspar que eu tenho certeza que tem.

É bem provável que o meu 2016 seja melhor de lembrar do que foi de viver. Inclusive algumas das coisas boas desse ano aconteceram dentro das páginas deste humilde blog. Conquistas pequenas como a publicação de número cem, os cinquenta contos de segunda, a página do Facebook e o primeiro aniversário, são tão significativas e tão banais quanto todas as outras pequenas coisas que aconteceram fora da internet. Em algum momento algo bom aconteceu no 2016 de todo mundo. Nem que seja o retorno/despedida de uma série que mora no coração.

Hoje é Black Friday

Sexta-feira. Até pouco tempo atrás esta seria uma sexta comum, afinal faz bem pouco tempo que a sexta-feira depois da 4ª quinta-feira de novembro começou a significar alguma coisa para nós brasileiros. Faz pouco tempo que chegou no Brasil a Black Friday.

Pelo nome já dá pra concluir que a Black Friday é coisa de norte-americano. Nos Estados Unidos as lojas costumam fazer promoções violentas na sexta-feira depois do Dia de Ação de Graças como uma forma de abrir a temporada de compras de Natal e aproveitar que muita gente está de folga por causa do feriado de Ação de Graças. Por lá isso rola faz bastante tempo. De acordo com um artigo da Wikipédia em inglês, o costume de fazer promoções nesse dia começou em 1932. Obviamente naquela época as coisas aconteciam em escala muito menor.

Então chegamos ao Brasil. A Black Friday brasileira começou lá em 2010 em mais ou menos cinquenta lojas online. A prática Black Friday foi ganhando força até chegar às lojas físicas e até mesmo aos comerciantes informais. Aparentemente todo mundo quer entrar na brincadeira, mas não, ninguém quer uma multidão de consumidores em uma histeria coletiva e por isso que a Black Friday no Brasil não é aquela coisa que se diga “minha nossa, mas que Black Friday”.

A verdade é que os calendários das promoções para os lojistas é mais ou menos fixo e adivinhem o que acontece quando entra uma data promocional nova no calendário? Exato, todo mundo quer participar, mas participar do dia do ano em que, pelo menos teoricamente, os preços deveriam atingir seu nível mais baixo menos de um mês antes do natal…

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É, se eu fosse um dono de loja não ia me parecer uma ideia muito boa, mas como participar então? Aí depende da matemática de cada um. Tem loja que sobe preço e dá o desconto que puxa de volta o produto pro preço antigo, tem loja que aproveita pra desencalhar aquelas paradas que ninguém quer e outras gambiarras diversas que só o brasileiro é capaz de fazer. E como tudo feito por brasileiro, boa parte dessas promoções realmente estão tirando onda com a sua cara.

Imagine que você quer um negócio. Agora imagine que existe um produto similar que é um pouco melhor, mas bem mais caro e que provavelmente é bem menos vendido. Você espera pela Black Friday e quando ela chega… O produto mais caro ficou um pouco mais barato e o que você queria continua a mesma bosta. Não é muito difícil que você acabe comprando exatamente aquilo que o lojista quer. Pior que isso só aqueles descontos mínimos que no máximo compensam o valor do frete.

Mas aí eu pergunto: como vai ser a Black Friday com todo mundo liso?

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É, acho que vai ser meio, digamos, morna essa Black Friday de hoje. Desconto é desconto, mas a fatura do cartão ainda chega no fim do mês e o efeito das magias mentais dos lojistas andam cada vez mais fracos. Eu mesmo estou determinado a não… Pior que tem um negócio que eu ia comprar de todo jeito na promoção e um jogo que eu sou bem curioso pra jogar tá com um desconto muito louco… Boa Black Friday pra vocês e até semana que vem.

Eu, Você e A Indecisão

    Desde ontem uma pergunta martela na minha cabeça: sobre o que escrever no post de quarta? Lembrei que queria escrever um negócio faz tempo, mas depois senti que devia escrever sobre outra coisa, cogitei usar um tema sobre o qual estou querendo muito escrever, mas só vai sair em dezembro por ser um post com a cara do fim do ano, também veio à mente uma conversa que tive ontem e hoje percebi que tinha esquecido de fazer um post sobre uma determinada música. O resultado disso tudo foi que eu não não consegui escolher. A minha sorte é que aqui eu posso escrever sobre tudo e qualquer coisa, inclusive sobre não conseguir escolher as coisas. Hoje vamos falar de indecisão.

    Até um tempo atrás a gente conseguia ser mais assertivo com as coisas. Um dos males da modernidade e da ascensão do capitalismo é que nós temos opção demais pra tudo. Tudo que é possível consumir apresenta um leque de opções tão grande que escolher está cada vez mais difícil. Desde uma roupa ou um celular, até os filmes no Netflix ou os jogos em diversas plataformas, pra tudo temos opções suficientes pra perdermos horas escolhendo e não nos decidirmos por nada.

    Imagine que você precisa comprar um calçado. A primeira escolha é: loja física ou virtual. Depois você precisa escolher a loja e finalmente iniciar as buscas pelo modelo desejado. Se você estiver ciente exatamente do que você precisa já temos metade do caminho andado, se não você se lascou e muito provavelmente vai perder um tempo considerável perdido entre todos os sapatos, sandálias e derivados. É bem provável que a impossibilidade de escolher te faça comprar mais de um ou de comprar nenhum. Depende também da verba disponível, saldo do cartão de crédito e mais algumas outras variáveis dessa natureza.

    Percebeu que a simples compra de um calçado apresenta uma quantidade enorme de escolhas que precisam ser feitas? Pois é, pequena criança leitora, veja o tanto de escolhas precisamos fazer antes de colocar um pé no chinelo. Agora imagine que a todo momento fazemos escolhas. Boa parte delas são automáticas e para nós nem se parecem com escolhas, já que a decisão é tão rápida que nem parece que escolhemos alguma coisa. Agora imagine que muitas das alternativas apresentadas parecem igualmente boas, ou igualmente ruins. Imagine que a pessoa que precisa escolher não sabe bem o que diabos ela quer. Eis que surge a indecisão.

Algumas pessoas são indecisas por natureza. De fato nem sempre é possível decidir ligeiro sobre algo, mas eu imagino o pânico sentido por uma pessoa que não consegue decidir nunca ou a raiva que sente uma pessoa que depende de uma pessoa indecisa pra saber o que deve fazer. Agora imagine isso em um mundo que cada vez mais se esforça pra nos deixar na dúvida. É, eu também achei essa imagem mental uma bosta.

Eu sei que muitas ideias me ocorreram para o final deste post, mas como não consegui escolher nenhuma vou encerrar por aqui mesmo.

2016 Já Deu

Lá no finalzinho de 2015 eu fiz uma ligeira retrospectiva do ano. Lá eu fiz uma previsão tão óbvia que não precisou ser prevista pelos Simpson: se 2015 foi um ano difícil, 2016 não ficaria atrás. Quando eu escrevi essas palavras eu ainda estava otimista com o ano que viria. Eu acreditava que essa previsão poderia estar enganada. Não estava. 2016 foi um ano esforçado. Provavelmente o ano que mais se esforçou em ser um ano ruim. Eu já tive anos ruins, mas 2016 está de sacanagem e por isso que ainda estamos na metade de novembro e faz uns dois meses que eu tô desejando que esse ano acabe.

Já deu de 2016. Sério, já foi toda a paciência, coragem, determinação e derivados de todo mundo. Tá todo mundo liso, cansado, olhando pro calendário e achando que nunca demorou tanto pra passar. Já deve fazer uns 10 anos que 2016 começou, uns 20 que Temer é presidente, Dilma já foi impichada umas 200 vezes e todo dia Trump ganha a eleição americana. O campeonato brasileiro já teve umas mil rodadas, Anitta já fez plástica suficiente pra criar outro corpo, Wesley Safadão já ficou 100% vagabundo e já já começam os Jogos Olímpicos de Tóquio e esse ano cão não acaba.

O desejo pelo fim de 2016 só não é maior do que o medo de 2017 ser pior, o que é bem difícil porque convenhamos, esse ano tá entre os piores de todos os tempos. A minha vontade é chamar 2017 de 2016 pra ver se salva por cima e apaga esses 366 dias. Se o ano for bom o suficiente é bem capaz de apagar das nossas cabeças toda essa mazela que atende pelo número de 2016.

42 dias. É isso que falta pra 2016 acabar. Quarenta e dois dias. O relógio está desacelerando e o contador do calendário anda preguiçoso, vão ser dias demorados e tão complicados quanto o resto do ano. Só posso dizer a você, e a mim mesmo, que não se aflija, não tema, porque 2017 não tarda a chegar.

Pode Até Ser Bom, Mas Eu Não Gosto

Uma coisa que eu demorei pra aprender foi a ter (o mínimo de) respeito pelo gosto dos outros, afinal já dizia o ditado: “gosto é que nem braço, tem gente que não tem”. De fato muita gente não tem um gosto, digamos, refinado ou que faça sentido. De fato tem gente que gosta de coisa ruim, mas o foco de hoje não é exatamente esse. Da mesma forma que achar uma coisa ruim boa é relativamente comum, também é comum achar uma coisa boa ruim, mas e quando você sabe que uma coisa é boa em um, ou vários, aspectos, mas mesmo assim você não gosta?

Como eu já falei por aqui um tempo atrás, hoje tudo anda bem polarizado. A famosa escala “de 0 a 10” ou “ de 0 a 5 robôs gigantes estrelas” acabou virando uma escala de “0 ou 10”. Mesmo sem querer a gente acaba absorvendo um pouco esse pensamento polarizado e quando a gente se depara no meio termo fica meio sem saber o que fazer ou sentir. Você olha pro negócio, vê que realmente aquilo tem um certo valor ou relevância, consegue reconhecer os méritos da coisa, mas… Sei lá… Né? Não dá aquele estalo, não rola aquela identificação e você não é cativado.

Coisas desse tipo acontecem comigo com uma certa frequência quando a conversa é música.  Eu consigo reconhecer a importância, o pioneirismo e a qualidade de um monte de gente. Consigo escutar um monte de coisa dos Beatles, Frank Sinatra, Queen, Chico Science e outros gigantes famosões da música sem achar ruim. Em algum momento vai ter alguma coisa que eu vou até gostar, mas eu ainda vou olhar praquilo e sentir que não é pra mim. Parece meio doido, né? Não achar ruim, achar bom em um certo grau e não conseguir gostar parece contraditório ou no mínimo incoerente. Principalmente porque eu sei que gosto de coisas piores, com bem menos qualidade e muito menos relevância, mas que de certo modo conseguiram me cativar. Claro que isso não acontece só com música. Filmes, séries, jogos, livros, comida e tudo mais que pode ser avaliado de alguma forma ou que esteja aberto ao gosto das pessoas segue essa mesma lógica.

Na vida a gente já tem obrigações demais, boa parte delas são obrigações ilusórias impostas pelos outros ou por nós mesmos, a gente não precisa se sentir cobrado a gostar disso ou daquilo. Inclusive a última coisa que deveriam cobrar da gente, ou que nós deveríamos cobrar de nós mesmos, é gostar de alguma coisa. A gente já tem seguro obrigatório, voto obrigatório, alistamento obrigatório, cadastro obrigatório, exame obrigatório, sorriso obrigatório e mais um monte de coisa obrigatória, deixa pelo menos o gosto, seu, meu e dos outros, ser facultativo.

Tá Todo Mundo Liso

Em 2016 um sentimento tomou conta dos brasileiros. Talvez “sentimento” não seja a palavra certa, provavelmente “condição” seria a palavra. Condição, penalidade, status alimentos negativo ou simplesmente mazela. Todas essas palavras definem bem o que aconteceu com a esmagadora maioria da população brasileira porque em 2016 todo mundo ficou liso.

Caso você seja que nem as maravilhosas pessoas de Orlândia (amo vocês, povo de Orlândia #ChupaBatatais) e não more em Pernambuco ou em outro estado do nordeste onde o termo é normalmente empregado, não se preocupe que eu vou esclarecer. Normalmente dizemos que estamos lisos quando falta grana, na pindaíba, falidos, quando as vacas magras ficaram anoréxicas e o maior sonho da vida é o salário do mês que vem. E em 2016 o liseu (estado de liseira) foi uma condição que afligiu muita gente e no final do ano essa realidade vai bater ainda mais forte.

Todo mundo está careca de saber o que normalmente acontece no fim do ano, mas resumindo bem resumido dá pra dizer que no fim do ano as pessoas gastam. Confraternizações, presentes de Natal, amigos secretos e a vinda do décimo terceiro são o combo matador da gastança. Você pode até querer gastar pouco, mas o que provavelmente acontece é você gastar mais do que queria e não gastar mais nada ou gastar pouco várias vezes de modo que no final você gastou mais do que queria. Só que estamos em 2016, ano em que todo mundo ficou liso e quem conseguiu escapar do liseu ainda está sofrendo com os efeitos do liseu ou se livrou dele faz tão pouco tempo que o trauma ainda não passou. Seja apenas psicologicamente ou na prática, a verdade é uma só: tá todo mundo liso.

O que eu mais ouvi em 2016 foram frases do tipo “posso não, tô liso”, “vou nada, tô liso”, “queria, mas tô liso”. Se você não estivesse liso a coisa mais fácil de acontecer era você não fazer nada junto com sua galera pelo fato de alguém, ou todo mundo, estar liso. É bem provável que isso se replique massivamente ao primeiro sinal de amigo secreto, confra da galera ou celebração natalina.

Pra encerrar, querido leitor, digo apenas que o liseu passa… Se não passar pelo menos diminui. Vai ser chato fim de ano sem grana? Já está sendo desde o começo do ano. Por isso não esquente sua cabeça, fica peixe que já já tudo melhora. Por enquanto dá pra ser otimista mesmo estando liso.    

Bem-Vindo Ao Mundo Bizarro

Lembro bem como estavam as coisas ontem quando eu fui dormir. A gasolina ainda estava cara, a novela ainda estava ruim, todo mundo ainda estava falando do Enem e nada parecia muito fora do normal. Aí eu acordo de manhã e vou olhar minhas mensagens no Whatsapp e vejo um amigo falando:

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Foi quando eu pensei “ah, mas isso foi antes de terminar a apuração, deixa eu ver aqui no Google como tá o resultado”. Entro no Google, digito “eleição estados unidos” e o buscador sacode isso aqui na minha face:

Resultado

Minha reação foi essa aqui:

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Passado o choque inicial eu parei pra pensar e chego à conclusão de que o mundo realmente ficou maluco. Não vou comentar a persona polêmica de Doutor Tiririca Donald Trump. Também não vou comentar que ele deve ser a pessoa mais maluca que já sentou em cima do botão da bomba atômica. Vou me ater apenas a alguns fatos

Donald Trump provavelmente é uma das pessoas mais odiadas dos Isteites. Ele é odiado, desde o começo da campanha dele nas primárias, por todo o eleitorado do partido adversário. Ao longo da campanha ele começou a ser odiado por todo mundo que estava concorrendo com ele pela vaga de candidato do partido republicano. Depois que ele ganhou a vaga do partido começou a campanha presidencial de fato e ele começou a ser odiado por boa parte dos outros políticos do partido dele e por uma parcela dos eleitores republicanos. Apesar de tanta gente odiando nosso compadre do topete, ele venceu. Mais alguém além de mim achou que os norte americanos estavam jogando uma espécie de jogo do contrário? Sabe onde mais tudo acontece ao contrário? Lá mesmo, no Mundo Bizarro.

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Caso você não saiba do que estou falando vou fazer um resumo ligeiro. O Super-Homem Bizarro é uma cópia imperfeita do Super-Homem que não só pensa, mas também age segundo uma lógica invertida. Mais ou menos como aconteceu na eleição de ontem pra presidente dos Estados Unidos.

A única coisa que posso dizer a todos vocês é: bem-vindo ao mundo bizarro. A partir de agora é bem provável que as maluquices desse mundo de meu Deus só aumentem e tudo vire uma espécie de versão absurdamente alucinada da nossa realidade. As eleições municipais de 2016 no Brasil foram um sinal claro de que o as coisas estão todas alopradas, mas a vitória de Trump realmente abriu as portas pra o Mundo Bizarro. Agora vamos esperar pra ver se as coisas vão pro saco do jeito que todo mundo espera. Eu sinceramente espero que não e mais do que isso espero que no Mundo Bizarro o Brasil tenha um pouco mais de sorte, porque no normal tá tenso o bagulho.

Mulher Pede Para Ser Velada Viva e Realiza Sonho

Hoje de manhã estava dando uma olhada no meu feed do Facebook. Eu estava prestando tão pouca atenção que por pouco eu não dou atenção à notícia mais impressionante da semana:

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Caso você queira ler a matéria na íntegra é só CLICAR AQUI. Se você quer ver um vídeo desse ocorrido CLIQUE AQUI. Caso você não queira fique tranquilo, seu entendimento do assunto não vai ser prejudicado.

A história em si já é bem maluca, mas o contexto é ainda mais maluco. Vera Lúcia Araújo da Silva, moradora de Camocin no Ceará, é uma fã incondicional de eventos fúnebres. Segundo um morador da região, Vera Lúcia não perde um velório, sempre está disposta a carregar caixão e chega a roubar beijo dos defuntos. Se é que dá pra roubar beijo de defunto. Mas ainda faltava uma coisa na vida dela, algo que poucos fãs de enterro conseguem realizar: Vera queria estar presente no próprio velório.

Vera passou catorze anos com esse desejo no coração e pelo menos mais cinco no pé do dono da funerária pra realizar o sonho. Depois de muito batalhar Vera conseguiu realizar o sonho na última quarta-feira, 02 de novembro e Dia de Finados. Com direito a flores, um belo caixão e maquiagem no estilo defunto, Vera Lucia conseguiu promover seu velório. O evento ocorreu das 9 às 18 horas. O evento contou com a presença de seus amigos, parentes e muitos curiosos. Durante todo o tempo ela ficou deitada no caixão e ao longo do dia ela ingeriu apenas chá e água de coco. No final de tudo a moça solicitou que seu caixão fosse tampado e carregado por alguns poucos minutos, só pra completar a experiência.

Depois de ler as matérias  o que passou pela minha cabeça imediatamente foi:

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Sério isso? Sério que essa moça tinha o sonho, não é a curiosidade ou a vontade, ela tinha o SONHO de ser velada ainda viva. E ela não ficou um tempinho lá e depois foi pra casa curtir o feriado, ela passou NOVE HORAS deitada num caixão, não comeu, passou o dia tomando líquido, mas não foi ao banheiro e de quebra ainda virou piada em toda a internet brasihueira. Lembrando que ela passou CINCO ANOS no pé do dono da funerária antes de realizar essa proeza. Provavelmente a única coisa de Vera Lúcia que merece elogio é a sua perseverança. Não é todo mundo que batalha tanto por um sonho tão absurdo.

Disso tudo, queridas crianças leitoras, nós tiramos uma lição valiosa sobre determinação, perseverança e capacidade de passar muitas horas sem fazer xixi. Se Vera Lúcia conseguiu realizar um sonho maluco, você também consegue. Faça como Vera Lúcia, não desista dos seus sonhos.

Quarta-feira Feriado

    Hoje é quarta-feira. Hoje também é feriado. Provavelmente já saiu alguma publicação do Cachorros de Bikini em uma quarta de feriado, mas como eu já falei do Dia de Finados no ano passado, achei por bem terminar o dia de folga com um comentário breve sobre esse evento tão trivial. Hoje vamos falar dos feriados de quarta.

Uma das coisas que comprovam que o cérebro do ser humano não é lá grande coisa é a nossa capacidade de ser enganado pelos padrões. A repetição e a rotina acabam deixando nosso cérebro meio acomodado e ele acaba só gastando energia pra processar aquilo que aparece de diferente. Boa parte da nossa vida foi pré-renderizada pelo nosso cérebro e se algo muda no meio da repetição da nossa rotina simplesmente nosso cérebro não processa. E a forma como o feriado da quarta-feira deixa isso claro chega a surpreender.

Normalmente feriados que acontecem na primeira ou na segunda metade da semana têm gosto de feriadão. Nem sempre dá pra rolar o velho emprensado, mas dentro das nossas cabeças o sábado juntou com a quinta e a terça com o domingo. Já a quarta-feira está tão longe dos extremos da semana que o máximo que ela consegue causar é confusão. Começa que uma semana que tem feriado na quarta pode ou não ter duas terças e duas sextas, ou uma de cada em posição trocada. Muitas vezes a terça é vista como uma sexta antecipada, justamente por ser antes da folga, e a sexta chega quase como uma terça por ser o segundo dia depois da folga. O que acaba acontecendo é que a semana termina antes de nos darmos conta que não começamos outra semana. De fato a sexta-feira menos sexta-feira é a que vem depois do feriado da quarta. Mas basta prestar um pouco mais de atenção no calendário que a percepção de tudo isso volta ao normal. Meio doido, né?

Na prática o feriado da quarta transforma o resto da semana em uma espécie de Gato de Schödinger do calendário. Os dias podem ser eles mesmos ou podem ser outros e ainda sendo eles mesmos. Depende exclusivamente do observador.

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