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Tag: Liga da Justiça

Meio Cagada Essa Liga Aí

Quando os filmes baseados em quadrinhos de super-herói deixaram de ser um projeto de risco e Hollywood percebeu que as capas e as máscaras eram quase garantia de uma bilheteria boa, lá na metade pro fim da primeira década dos anos 2000, um questionamento foi levantado por muitos fãs de quadrinhos: “e o filme da Liga da Justiça?”. A Marvel começou a montar o que culminaria o primeiro filme dos Vingadores e a continuaram perguntando “e o filme da Liga da Justiça?”. Saiu Homem de Aço, o último filme solo do Superman, e mais gente começou a perguntar “cadê o filme da Liga?”. Eis que anunciam o infame Batman vs. Superman como o filme que serviria como um prelúdio pro filme da Liga e não muito tempo depois anunciaram 2017 como o ano em que finalmente veríamos a maior equipe de heróis de todos os tempos na tela grande. Aí veio BvS e todo mundo ficou com um pé atrás, pensaram que tava tudo perdido e que o filme da Liga ia ser um belo pedaço de bolo fecal. Foi aí que veio o filme dela.

O filme da Mulher Maravilha, apesar de não ser a oitava maravilha (trocadilho não intencional) do mundo, deu esperança de pelo menos ver um clima mais parecido com das histórias em quadrinhos do que os filmes que vieram antes. Só que nem tudo na vida são flores e a parada começou a desandar.

Não é de hoje que a Warner Bros. faz o favor de dificultar a vida de quem trabalha com os filmes da DC. Rolou isso em BvS, rolou isso naquela beleza que é o Esquadrão Suicida. Só que dessa vez a coisa foi pior. Por causa de uma tragédia familiar, o visionário diretor Zack Snyder acabou pulando fora da produção e foi substituído por Joss Whedon, também conhecido como o diretor de Vingadores 1 e 2. Se você estava entre as pessoas que pensaram que isso resultaria numa coisa boa, é bem provável que agora você já tenha reconhecido que se enganou.

Liga da Justiça tem uma série de problemas, mas de longe os maiores problemas do filme são por causa de coisas que rolaram fora do filme. Troca de diretor, refilmagem, Super Homem com bigode apagado digitalmente e pra completar ainda reduziram em pelo menos meia hora o tempo do longa, o resultado disso foi um número meio absurdo de cenas que apareceram no trailer e morreram na mesa do editor. O desenvolvimento dos personagens e até o ritmo da história sofreram muito com a redução na duração, sem contar que tem algumas coisas que ficaram meio estranhas de um jeito que eu não sei bem explicar, muito provavelmente por causa da troca do diretor e uma mistureba do que foi filmado antes e depois. A história do filme não é lá essas coisas, como na maioria dos filmes de herói, mas ela seria bem mais legal se o vilão não fosse meio cagado.

Liga da Justiça não só introduziu o Flash, o Ciborgue e o Aquaman no atual  universo cinematográfico da DC, também introduziu os Novos Deuses através da participação do Lobo das Estepes e sua legião de parademônios que queriam destruir a Terra em nome de Darkseid. Infelizmente a motivação do nosso amigo precisa ser deduzida com base em algumas dicas que o filme dá e acaba que a situação lá do cataclisma que o Lobo das Estepes provoca oferece bem mais risco do que ele mesmo.

A caracterização dos personagens foi bem menos problemática do que nos outros filmes. Apesar de não gostar muito do Batema piadista, achar que eles deviam ter puxado mais coisa da Mulher Maravilha de Patty Jenkins pra Mulher Maravilha da Liga e estranhar um pouco o Flash. Temos um Superman sorrindo no meio da porradaria, um Aquaman menos problemático do que eu imaginava e um Ciborgue que só não foi melhor por falta de tempo de tela.

Infelizmente o filme da Liga da Justiça não foi essa Coca-Cola toda. Sem Lanterna Verde e sem Caçador de Marte, essa equipe tá um pouco longe dos meus sonhos pra Liga no cinema, mas acho que podia ter sido bem pior. O futuro da Liga no Cinema me parece promissor o suficiente pra olhar pra frente um pouco mais esperançoso. Acho que na próxima eles conseguem.

Está Aberta a Temporada de Bombardeio

No início da semana a revista Entertainment Weekly fez um certo barulho na internet publicando uma série de imagens exclusivas do próximo Star Wars. Imediatamente eu senti um cheiro de 2015 no ar. Imediatamente eu soube que a temporada dos bombardeios estava aberta.

Em 2015 estava todo mundo comentando como os trailers de Star Wars Episódio VII não revelavam nada de concreto sobre o filme e de como todo mundo que faz trailer devia aprender com Star Wars. Não lembro exatamente quando começou, mas em algum ponto do ano o pessoal do marketing do filme começou a bombardear a internet com todo tipo de teaser, tv spot, featurette, trailer ou seja lá que nome você pode dar praquele tanto de coisa que foi disparado na cara do público. Isso sem contar os pôsteres, fotos e derivados. Apesar de simplesmente ignorar a imensa maioria do material de divulgação, eu me senti exatamente como esse Destroyer imperial na Batalha de Scarif.

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Foi então que eu me lembrei que não só de Star Wars viverá o nerd neste fim de 2017. Em outubro temos Blade Runner 2049, em novembro temos Thor: Ragnarok e Linga da Gutiça Liga da Justiça e só em dezembro chega o Star Wars Episódio VIII. Nada me tira da cabeça que a galera que trabalha no marketing desses filmes logo vai estar assim:

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E se os estúdios sonharem que o público não tá confiando muito na qualidade desses filmes, aí a coisa fica ainda mais louca. Até porque se as pessoas estão em dúvida sobre suas expectativas, nada mais justo do que abrir a estação e embarcar todo mundo no trem no hype.

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Caso você não esteja familiarizado com a expressão, deixe-me explicar. Muitas vezes as pessoas ficam muito ansiosas e empolgadas por causa de alguma coisa que está pra sair. Já no anuncio os fãs já começam a especular, depois saem as prévias, os teasers e os trailers. Fotos da produção, confirmações de elenco e mais e mais prévias. Toda essa expectativa, ansiedade e fantasia em cima da coisa que ainda não chegou recebe o nome de hype. Só que não é todo mundo que vai na onda, algumas pessoas são mais cautelosas e preferem manter um pé atrás. Por isso convencionou-se falar do hype como um trem, você embarca se quiser. Isso seria algo mais simples se não houvesse tanta safadeza por parte dos nossos brothers dos grandes estúdios.

Infelizmente a gente tá careca de saber que nossos amigos marqueteiros nem sempre tem um material legal na mão ou nem sempre sacam bem qual é a do filme e até mesmo acham que o filme não tem atrativos suficientes pra chamar o público. O resultado disso é que muitos filmes são vendidos errado, outros tantos perdem aquele momento impactante por causa das cenas que já saíram nos trailers e deixaram de ser surpresa e aqueles que tem TODAS as suas cenas boas mostradas antes pro público.

Seja você um passageiro do trem do hype, um daqueles que só vai ficar esperando na estação pelo próximo trem passar ou a pessoa que vai levar mais bomba que aquele pobre Star Destroyer o que interessa é que o fim do ano está chegando, os últimos blockbusters de 2017 já estão logo ali e a disputa será feroz. Se prepare que lá vem bomba.

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