Não é um blog sobre cachorros e bikinis

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2016 Já Deu

Lá no finalzinho de 2015 eu fiz uma ligeira retrospectiva do ano. Lá eu fiz uma previsão tão óbvia que não precisou ser prevista pelos Simpson: se 2015 foi um ano difícil, 2016 não ficaria atrás. Quando eu escrevi essas palavras eu ainda estava otimista com o ano que viria. Eu acreditava que essa previsão poderia estar enganada. Não estava. 2016 foi um ano esforçado. Provavelmente o ano que mais se esforçou em ser um ano ruim. Eu já tive anos ruins, mas 2016 está de sacanagem e por isso que ainda estamos na metade de novembro e faz uns dois meses que eu tô desejando que esse ano acabe.

Já deu de 2016. Sério, já foi toda a paciência, coragem, determinação e derivados de todo mundo. Tá todo mundo liso, cansado, olhando pro calendário e achando que nunca demorou tanto pra passar. Já deve fazer uns 10 anos que 2016 começou, uns 20 que Temer é presidente, Dilma já foi impichada umas 200 vezes e todo dia Trump ganha a eleição americana. O campeonato brasileiro já teve umas mil rodadas, Anitta já fez plástica suficiente pra criar outro corpo, Wesley Safadão já ficou 100% vagabundo e já já começam os Jogos Olímpicos de Tóquio e esse ano cão não acaba.

O desejo pelo fim de 2016 só não é maior do que o medo de 2017 ser pior, o que é bem difícil porque convenhamos, esse ano tá entre os piores de todos os tempos. A minha vontade é chamar 2017 de 2016 pra ver se salva por cima e apaga esses 366 dias. Se o ano for bom o suficiente é bem capaz de apagar das nossas cabeças toda essa mazela que atende pelo número de 2016.

42 dias. É isso que falta pra 2016 acabar. Quarenta e dois dias. O relógio está desacelerando e o contador do calendário anda preguiçoso, vão ser dias demorados e tão complicados quanto o resto do ano. Só posso dizer a você, e a mim mesmo, que não se aflija, não tema, porque 2017 não tarda a chegar.

Mulher Pede Para Ser Velada Viva e Realiza Sonho

Hoje de manhã estava dando uma olhada no meu feed do Facebook. Eu estava prestando tão pouca atenção que por pouco eu não dou atenção à notícia mais impressionante da semana:

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Caso você queira ler a matéria na íntegra é só CLICAR AQUI. Se você quer ver um vídeo desse ocorrido CLIQUE AQUI. Caso você não queira fique tranquilo, seu entendimento do assunto não vai ser prejudicado.

A história em si já é bem maluca, mas o contexto é ainda mais maluco. Vera Lúcia Araújo da Silva, moradora de Camocin no Ceará, é uma fã incondicional de eventos fúnebres. Segundo um morador da região, Vera Lúcia não perde um velório, sempre está disposta a carregar caixão e chega a roubar beijo dos defuntos. Se é que dá pra roubar beijo de defunto. Mas ainda faltava uma coisa na vida dela, algo que poucos fãs de enterro conseguem realizar: Vera queria estar presente no próprio velório.

Vera passou catorze anos com esse desejo no coração e pelo menos mais cinco no pé do dono da funerária pra realizar o sonho. Depois de muito batalhar Vera conseguiu realizar o sonho na última quarta-feira, 02 de novembro e Dia de Finados. Com direito a flores, um belo caixão e maquiagem no estilo defunto, Vera Lucia conseguiu promover seu velório. O evento ocorreu das 9 às 18 horas. O evento contou com a presença de seus amigos, parentes e muitos curiosos. Durante todo o tempo ela ficou deitada no caixão e ao longo do dia ela ingeriu apenas chá e água de coco. No final de tudo a moça solicitou que seu caixão fosse tampado e carregado por alguns poucos minutos, só pra completar a experiência.

Depois de ler as matérias  o que passou pela minha cabeça imediatamente foi:

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Sério isso? Sério que essa moça tinha o sonho, não é a curiosidade ou a vontade, ela tinha o SONHO de ser velada ainda viva. E ela não ficou um tempinho lá e depois foi pra casa curtir o feriado, ela passou NOVE HORAS deitada num caixão, não comeu, passou o dia tomando líquido, mas não foi ao banheiro e de quebra ainda virou piada em toda a internet brasihueira. Lembrando que ela passou CINCO ANOS no pé do dono da funerária antes de realizar essa proeza. Provavelmente a única coisa de Vera Lúcia que merece elogio é a sua perseverança. Não é todo mundo que batalha tanto por um sonho tão absurdo.

Disso tudo, queridas crianças leitoras, nós tiramos uma lição valiosa sobre determinação, perseverança e capacidade de passar muitas horas sem fazer xixi. Se Vera Lúcia conseguiu realizar um sonho maluco, você também consegue. Faça como Vera Lúcia, não desista dos seus sonhos.

Uma Piscadinha Pra Você

Todos nós temos nossas limitações e incapacidades. Normalmente as limitações podem ser superadas com esforço, paciência e uma boa dose de tempo. O mesmo não acontece com nossas incapacidades. Todos nós temos a incapacidade de fazer algumas coisas, seja de lembrar o nome das pessoas, os caminhos de lugares que você só foi uma vez, escrever com a mão esquerda ou direita ou de entender ironias, sarcasmos, duplos sentidos ou o final de alguns filmes. No texto de hoje eu vou esmiuçar uma das minhas incapacidades. Hoje eu vou falar sobre a minha incapacidade de dar uma piscadinha.

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Piscada, piscadela ou piscadinha é um dos elementos mais fantásticos da comunicação não-verbal em todo o planeta. Ela pode ser tanto uma manifestação do charme de uma pessoa, uma tentativa de sedução, a oferta de um acordo de cumplicidade, uma forma de dizer “deixa comigo” e mais um monte de coisa que varia de acordo com o nível de entrosamento das pessoas envolvidas no colóquio não-verbal. O sucesso do uso desse gesto depende principalmente da naturalidade com que ele é usado. Caso a pessoa não seja, digamos, fluente na linguagem ocular, é bem provável que a piscadinha não saia com a sutileza desejada ou que saia atrasada devido ao esforço mental que um gesto não natural gera.

Talvez você esteja pensando: “O que tem de tão difícil de piscar, Filipe? É só piscar um olho e pronto”. É, pode até ser, mas antes de discordar de mim deixe-me demonstrar de forma mais ilustrativa. Repare nas piscadas a seguir:

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Note que todas elas são bastante sutis, passam bem a mensagem e alteram em quase nada a expressão facial do piscador em questão. Algumas pessoas podem chegar a um nível tão alto no domínio ocular externo que são capazes de usar variações de piscadela e até mesmo piscadelas customizadas. Como é possível ver na semi-piscadinha apaixonante dessa moça asiática do proximo GIF.

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Aí chegamos ao outro extremo da moeda. Imagine que você quer dar uma piscadinha. Imagine que seu objetivo é ser tão sutil ou charmoso quanto os exemplos acima. Aí você faz uma imagem mental de si mesmo piscando que não é essas coisas todas, mas dá pra levar. Então você avalia qual olho você vai piscar, olha pro receptor da mensagem, pisca e o resultado é algo parecido com essas imagens aqui:

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Sai tão ruim que você chega a se sentir mal. E todos nós sabemos que a sensação de derrota só aumenta quando você vê outros bípedes, dentre eles alguns que são desprovidos de qualquer carisma ou charme, conseguem usar tão bem esse recurso de comunicação. Quer um exemplo? Então veja esse GIF do nosso amigo Michael Cera.

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Acho melhor ir pro encerramento.

A incapacidade de dar uma piscadela não costuma me incomodar muito. A expressão faz tão pouco parte da minha vida que nem emoji dando piscadinha eu uso. Trejeitos dessa espécie precisam nascer com a pessoa, não são algo que se aprenda e reproduza sem parecer forçado ou no mínimo desastrado.  Por isso seja você um piscador natural, um piscador autodidata ou um piscador tão ruim quanto eu, aqui vai uma piscadinha caprichada pra você.

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Eu, Você e A Muriçoca Perto da Orelha

Ontem estava eu deitado na cama quase pegando no sono. Me viro de lado e imediatamente uma coisinha começa a zumbir perto da minha orelha. Nem preciso dizer que o zumbido era provocado por uma muriçoca, oficialmente conhecida como mosquito. Em outras vezes eu já tinha conseguido exterminar às cegas uma ou outra muriçoca, mas obviamente que a taxa de sucesso pra esse tipo de tentativa é bem baixa e é claro que eu não conseguir matar a maldita. A raiva gerada pelo momento motivou a publicação dessa sexta-feira.

A muriçoca é uma cria do demônio, mas ao contrário da barata voadora, que é uma forma hedionda da barata regular, a muriçoca foi engenhada pra ser um bicho maldito. Já começa que ela usa o nosso sangue pra nutrir as suas crias, crias que usam uma quantidade obscena de sangue porque com o sangue de uma muriçoca cheia dá pra fazer o teste de glicose umas cinco vezes. Depois tem a quantidade de doenças que a muriçoca pode transmitir. Nesse campo a estrela é o nosso brother aedes aegypti, também conhecido como o mosquito da dengue, que não só transmite uns 10 tipos de dengue, mas também zika e febre chikungunya. Além de já estar ensinando às muriçocas normais algumas dessas doenças.

Mas o verdadeiro propósito da vida da muriçoca é irritar o ser humano. Seja aparecendo pra dar aquela dentada surpresa ou simplesmente orbitando a sua cabeça. E é no som que a desgraçada encontra o maior aliado. É mais fácil você aguentar o vizinho passar o dia ouvindo Wesley Safadão do que ouvir dez minutos da muriçoca voando ali pertinho da sua orelha. Você pode estar nu, com todas as partes que a muriçoca poderia morder desprotegidas, mas a cria do inferno sempre, sempre vai voar perto da sua orelha. Não importa a posição em que você está deitado, sempre vai voar perto da sua orelha e se você conseguir matar a maldita, outra vai assumir o lugar dela.

  Por hoje é só pessoal. Qualquer dia desses eu volto pra comentar mais sobre algum bicho desgraçado do nosso pálido ponto azul.

Pelo Menos Você Não É Um Macaco Coberto De Cocô

Um ano e pouco atrás eu falei aqui no blog sobre como não devemos nos sentir culpados ao admitir que tudo está uma bela bosta. Também comentei que normalmente era uma pessoa otimista e de fato eu costumo sempre achar o lado positivo das coisas, principalmente quando não sou eu que estou achando tudo uma merda. Mas esses dias eu vi no meu feed do Instagram essa foto aqui:

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Essa imagem espetacular foi publicada por uma cantora que eu gosto muito e que está na turnê do seu álbum recém lançado. Na legenda da foto ela diz: “nós ajudamos uns aos outros na turnê”. Não fica claro quem é o autor da mensagem ou do desenho, mas dá pra perceber que alguma coisa de ruim aconteceu e que alguém está bem desanimado com isso. Agora se imagine nessa situação: você está triste, meio desanimado com a vida e recebe um bilhete com a seguinte mensagem:

“Se isso te faz sentir um pouco melhor… Pelo menos você não é um macaco coberto de cocô”

Logo abaixo da mensagem está um desenho horroroso de um macaco com um cocô na cabeça. Não sei vocês, mas se eu recebesse isso a minha vida melhoraria 300% em um instante. Muito provavelmente eu também tiraria uma foto do bilhete e colocaria no Instagram. Com certeza a minha tristeza iria embora e eu encararia a vida com as forças renovadas. Os pássaros começariam a cantar e o mundo seria bom de novo.

Não sei se você, querida pessoa que está lendo esse texto, está passando por um momento ruim. Não sei se você conhece alguém que está passando por um momento ruim. Independente da sua situação a mensagem que eu deixo é: tudo pode estar uma bosta, mas se isso te faz sentir melhor… Pelo menos você não é um macaco coberto de cocô.

Orlândia, Eu Te Amo

Um dia desses eu estava conversando com uma amiga minha sobre o Cachorros de Bikini e aproveitei pra pedir gentilmente que ela conseguisse algumas curtidas pra página do Facebook. De fato ela convidou uma galera pra curtir a página, mas eu não sabia que ela tinha convidado toda a lista de amigos dela, lista essa que conta com umas CINCO MIL pessoas. O resultado disso é que a grande maioria dos curtidores do Cachorros no Facebook são habitantes de Orlândia e adjacências. Por isso resolvi agradecer aos maravilhosos habitantes da cidade-jardim com uma publicação dedicada exclusivamente à esse pedaço tão maravilhoso do Brasil.

Orlândia fica no estado de São Paulo e, segundo a Wikipédia, está na região metropolitana de Ribeirão Preto. Só essa informação já mostra como essa cidade é injustiçada. Um lugar tão maravilhoso que merecia ser capital do Brasil não pode ser tratado como um reles município da região metropolitana de uma cidade qualquer. Por isso considero correto dizer que Ribeirão Preto é um município da região metropolitana de Orlândia.

Segundo dados de 2015, esse lugar lindo tem uma população de pouco mais de 42 mil habitantes e um IDH de 0,780, ocupando assim a 128ª posição no ranking nacional de desenvolvimento humano. Bem melhor do que a cidade em que eu vivo que tá na posição três mil e pouco. As temperaturas médias não costumam passar dos 29°C e as mínimas ficam na média dos 18°C, no inverno as temperaturas podem chegar perto dos 10°C. Isso quer dizer que se eu for em Orlândia vai estar frio, em qualquer momento do ano que eu chegar lá vou ficar com frio e se eu for pra lá no inverno é bem provável que eu morra de frio.

Orlândia foi fundada em 1910, recebendo seu nome em homenagem ao patrono da cidade, o Coronel Francisco Orlando Diniz Junqueira. Apesar dessa figura ilustre ser responsável pela fundação desse lugar tão sensacional, a única foto que eu encontrei do Coronel que não é do tamanho de uma figurinha de chiclete é a desse cartaz aqui:

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Originalmente Orlândia fazia parte do município de Batatais e foi desmembrado do município em 1890. Depois de mudar de nome algumas vezes, Orlândia foi elevada à categoria de município 106 anos atrás. Vale lembrar que Batatais está na 350º colocação no ranking do IDH nacional e é por isso que eu digo: CHUPA, BATATAIS! Parece que o jogo virou, hein?

Além de ser um dos melhores lugares do mundo, Orlândia também é conhecida como Cidade das Avenidas, por causa das suas amplas avenidas e quem foi o idealizador desse modelo urbano? Ele mesmo, Coronel Orlando. Mais recentemente a cidade-jardim recebeu o título de Capital Nacional do Futsal, por causa das conquistas da ADC Intelli que possui um dos melhores times de futsal do universo mundo.

Pra finalizar eu quero dizer duas coisas: a primeira é muito obrigado ao povo de Orlândia pela audiência que o Cachorros de Bikini recebe de vocês. A segunda é que com esse texto estamos lançando a hashtag #ChupaBatatais, pelo simples fato de Orlândia ser muito melhor que Batatais.

Caretas Olímpicas 2016

    Acho que todo mundo já tá cansado de me ouvir falando sobre como eu gosto dos Jogos Olímpicos. De como tudo é sensacional, épico, maravilhoso e derivados, mas hoje não. A inspiração para esse texto surgiu quando eu vi uma notícia sobre uma das vitórias de Thomaz Bellucci e me deparei com essa foto.

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    A partir desse momento decidi que assim que os Jogos terminassem eu faria um post especial dedicado às caretas dos atletas e como ontem, 25 de Agosto, foi dia da careta…

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    Atleta não é ator, não é artista, não tá ali pra aparecer bonito na tela. Quem vai pra Olimpíada quer competir, ganhar medalha, quebrar recorde, ninguém tá nem aí pra careta que vai fazer… E graças a Deus por isso.

    A magia da câmera lenta e as maravilhas das fotos tiradas aos montes em cada segundo de competição nos permitem ver o real esforço que os atletas, ou a falta dele no caso dos Usain Bolts da vida. As galerias de imagens com caretas estão aos montes por aí, fazendo uma busca ligeira para fazer esse post me deparei com galerias de imagens de jornais, galerias de imagens de portais voltados para mulheres, e até mesmo galerias de imagens em matérias que não tem absolutamente nada a ver com careta. Mas nenhum atleta olímpico na face do planeta conseguiu chamar tanta atenção por suas caretas do que Fu Yuanhui.

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    Fu provavelmente é a atleta chinesa mais espontânea que já colocou os pés numa competição olímpica. Se brincar ela está entre as atletas mais espontâneas de toda a história dos Jogos. Ela fez um sucesso gigantesco na internet durante os primeiros dias de natação e não é de se estranhar que galerias com as imagens dela aparecessem aos montes internet a fora. Fu ganhou o coração do público principalmente por desconstruir um pouco a imagem do atleta asiático fechado e super disciplinado. Não só as caretas, a animação e as reações da atleta chamaram atenção, a nadadora quebrou alguns muitos tabus ao dizer abertamente que seu desempenho na prova de revezamento foi prejudicado por estar menstruada.

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Se não tem careta é por que o cara não tá se esforçando. Esporte sem careta não existe e obviamente o maior evento esportivo do mundo não poderia ser outra coisa se não o maior festival de caretas do mundo. Me arrisco dizer que é o festival com as melhores caretas do mundo… Falta muito pra 2020?

Eu Não Me Arrependo de Nada

Hoje estava eu conversando com uma amiga minha. A conversa ficou meio séria e ela falou ligeiramente sobre o impacto que algumas escolhas tiveram na vida dela. Por um instante eu pensei que ela estava se lamentando, mas uma coisa que ela disse me fez mudar radicalmente de ideia. Pra fechar todo o discurso ela disse: “”mas eu não me arrependi”. Imediatamente vieram duas coisas na minha cabeça. A primeira foi esse GIF da galinha que não se arrepende de nada.

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A segunda foi que nem tudo que a gente não fez é motivo de arrependimento.

Pare pra pensar em quantas coisas que você fez e geraram algum tipo de arrependimento. Quantas dessas coisas você se arrependeu de fazer só por que os outros esperavam que você se arrependesse? Não falo de erros, falo de escolhas. Coisas que cabiam apenas a você decidir e o único a sofrer as consequências foi você mesmo. Se você desistiu de fazer alguma coisa ou de seguir algum rumo e a decisão foi sua, não pense em como poderia ter sido ou como seria tomar outro caminho. Saboreie o mérito de segurar as rédeas da sua própria vida. Olhe na cara fria e cruel da realidade e diga:

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Boa parte das nossas inseguranças vem do medo de se arrepender depois. Não digo para sermos inconsequentes, mas naquelas horas que faltar um pouco de coragem, olhe para o abismo e quando der aquele salto de fé na direção do vazio diga:

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Mudar os planos, desistir, aceitar e seguir em frente faz parte da vida. Não deixe ninguém te fazer sentir um falso arrependimento. Lembre que é pra frente que se anda e essas coisas só fazem ocupar um espaço que não é delas. Se você parar pra pensar vai ver que muito do que muita coisa que você passou não teve nada a ver com erro ou acerto. Muitas vezes não existiram escolhas erradas ou certas, apenas escolhas e não foi mais ninguém além de você quem decidiu. Aposto que quando você fizer uma retrospectiva disso vai chegar à mesma conclusão que esse macaco aqui chegou.

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Não tenho muito pra dizer depois disso, só desejo menos arrependimento e um pouco mais de leveza na vida de todo mundo. Esqueçam um pouco essas coisas chatas e aproveitem o passeio… Ou a descida do barranco.

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“Acho Que Tá Limpa”

    Ontem estava eu manufaturando minha refeição noturna quando tive uma iluminação divina. Um daqueles momentos em que você atenta para algo que sempre esteve ali e sempre passou batido. Tudo aconteceu quando eu usei uma faca e joguei no balcão da pia. Pouquíssimo tempo depois precisei de uma faca olhei pro balcão da pia, mais especificamente pra faca que eu acabado de jogar lá, e pensei: “acho que tá limpa”. Naquele exato instante eu atentei para a maravilha de um sentimento que eu já tinha experimentado. Eu degustei o maravilhoso sentimento de simplesmente não ligar pras coisas.

    O nosso mundo atual coloca na cabeça da gente uma série de preocupações. Preocupação com o futuro, com o passado, com o governo, com os árabes refugiados, com o fim do pacote de dados do celular, com a zika, com a hora de acordar, com a hora de dormir, com a hora de acordar, com o que a gente come ou não come e mais um monte de coisa. Como é saboroso o momento de total abstração, de não se importar, de cagar e andar não estar nem aí e nem vir chegando. Como é deliciosa a inconsequência cotidiana que nos dá coragem pra tomar aquele negócio que já fez aniversário na geladeira ou que nos faz ignorar a existência de germes ou bactérias. Que nos motiva a comer aquele lanche no meio da rua que é praticamente um desacato à saúde pública em forma de alimento gorduroso.

    Diversas vezes eu fui classificado como uma pessoa que não liga pras coisas. Várias vezes de fato eu tive atitudes que reforçam essa verdade, mas nunca tinha parado pra pensar no quanto isso é libertador. É provável que a coincidência de um momento desse acontecer em uma época em que várias coisas consomem meu juízo. Não consigo puxar da memória um momento em que os efeitos terapêuticos de conseguir brevemente parar de me importar com tudo.

    Pra encerrar convido você, querido leitor, a se desapegar um pouco das preocupações. Convido a testar os efeitos terapêuticos de se desapegar das nossas próprias preocupações. A respirar fundo e encher os pulmões com o ar das pequenas irresponsabilidades da vida.

Mas Que Merda, Hein

No momento em que eu escrevo o início desse texto faz apenas um minuto que a frase do título apareceu na minha cabeça. Mais uma vez eu me pego substituindo um tema pensado há muito tempo. Mais uma vez eu me pego usando um tema que surgiu do nada, mas pela primeira vez na história eu estou substituindo um tema tão em cima da hora.

Estava eu procurando gifs pra ilustrar o post desta sexta-feira. Achei uns bem interessantes, já estava pensando em como desenvolver o assunto e nas piadas ruins que eu faria sobre isso. Foi nesse instante que minha cabeça iluminou. Olhei praquela ideia, olhei pra o que eu estava prestes a escrever, olhei pros GIFs que eu tinha juntado até então. Fiz um dois mais dois e o quatro que saiu foi provavelmente a avaliação mais sincera que eu já fiz do meu trabalho: “mas que merda, hein”.

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Como é maravilhosa a sensação de ver o tamanho da merda que você está prestes a gastar sua energia e tempo em algo que não vai dar resultado e que provavelmente seria abandonado na metade. Imagine o custo operacional, o stress e o desânimo que desistir de um post meio escrito e ter que arrumar alguma coisa menos pior pra postar e terminar o dia com o velho gosto de “é o que tem pra hoje” na boca. Mas não hoje, não hoje, querido leitor. Hoje eu vi a ideia merda ruim em sua totalidade. Eu olhei nos olhos da fera ainda em formação e assassinei a desgraçada sem dó antes que ela pudesse fazer algum mal.

Esse tipo de coisa costuma deixar algo bom. Aprendizado, experiência ou até mesmo um ponto a mais em pensamento crítico ou um sinal de que eu consigo ser imparcial na avaliação do meu próprio trabalho. No meu caso não deixou nada além desse GIF sensacional:

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A reflexão que eu deixo pra você, amado leitor, é justamente sobre o apego que temos às nossas ideias. Não se sinta mal de achar sua ideia uma bosta. Antes você achar uma bosta do que todo mundo achar no seu lugar.

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