Não é um blog sobre cachorros e bikinis

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Até Quando Tá Bom é Ruim

    Hoje estava eu retornando para o meu humilde lar quando me deparei com uma situação (quase) inédita. O trânsito desgraçado que normalmente encaro quando saio do Recife em dia de sexta-feira não apareceu. No lugar dele eu peguei um trânsito bem próximo daquele que eu pego nos outros dias da semana. Qualquer um no meu lugar estaria no mínimo satisfeito por ter errado a previsão e eu de fato estava satisfeito por ter minhas expectativas frustradas… Mais ou menos satisfeito.

Por um acaso hoje eu estava dando carona e a primeira coisa que eu fiz quando ela entrou no carro foi alertar para o trânsito que a gente teoricamente iria pegar. Antes de chegar ao ponto onde o trânsito é mais complicado, comecei a notar que tudo estava fluindo anormalmente bem. Coisas do tipo “já era pra estar engarrafado por aqui” começaram a surgir entre as trivialidades da conversa em um misto de surpresa e decepção. Quando eu cheguei à saída do Hellcife, onde não só a sua paciência, mas também a sua fé costuma ser testada, percebi que não pegaria nem metade do trânsito das sextas anteriores. Obviamente comecei a listar todas as características desgraçadas do trânsito de sexta e de como nada daquilo estava acontecendo. Foi nesse momento que eu e a carona chegamos a uma mesma conclusão: eu estava reclamando do trânsito.

Reclamar é uma das coisas que a gente faz com mais naturalidade. O ser humano passa uma parte considerável da sua existência se incomodando com alguma coisa. Inclusive eu acredito que um dos maiores incômodos que podemos ter é o de errar previsões.

Errar já é uma coisa chata, mas dar um palpite com quase 100% de chance de acerto é e ainda assim errar na previsão é muito pior. Agora imagine o que acontece quando você prevê algo ruim, uma desgraça sem tamanho, uma mazela de proporções bíblicas… Ou o trânsito de sexta na saída do Recife. Está você lá pensando que vai virar a esquina e encontrar com um monstro de filme japonês, mas logo depois você topa com um cara com uma fantasia de carnaval mal feita. Rola um alívio momentâneo, mas logo depois você percebe que toda a sua preparação psicológica foi pro saco e todo aquele aço nos seus nervos não vão servir pra mais nada. Não tem outra, você começa a reclamar.

Esse é o primeiro de uma série de posts sobre reclamar da vida. Tive essa ideia maravilhosa agora e provavelmente me arrependerei amargamente de assumir esse compromisso, mas se eu não fizer isso não terei motivo pra reclamar de nada e é com esse final que pode gerar alguma reclamação sua que eu encerro o post dessa sexta.

(Mais Um) Dia do Amigo

Essa semana estava eu no meu lugar quando reparei numa movimentação peculiar nas internets ao meu redor. No meu feed do Facebook e nos grupos de Whatsapp algumas pessoas começaram a aparecer desejando um “feliz Dia do Amigo”. Obviamente eu estranhei. Posso não ter a melhor memória do mundo pra datas, mas eu tenho uma noção boa da época em que as coisas acontecem. Essa noção ficou um pouco melhor depois que eu comecei a marcar esses acontecimentos com posts temáticos neste blog em que você se encontra agora. E foi por causa de um post sobre o Dia do Amigo que eu fui levado à descobrir a verdade: não existe um, nem dois, mas três dias do amigo.

Isso mesmo, querido leitor. No Brasil, no Uruguai, na Argentina e em Moçambique o Dia do Amigo é comemorado normalmente no dia 20 de julho. Esse dia foi instituído depois da campanha de um médico argentino chamado  Enrique Ernesto Febbraro. Esse cara viu o homem supostamente chegando na Lua e viu aquilo como um feito que mostra que a união entre os semelhantes torna o impossível possível. Como não tinha internet naquele tempo, a campanha dele não foi muito longe e só instituiu essa comemoração em quatro países.

Posteriormente a ONU pegou essa ideia de todo mundo de mãos dadas pra construir um mundo melhor e instituiu o Dia Mundial da Amizade. Como a galera da ONU não tava querendo colocar essa data tão simbólica no dia do aniversário de um acontecimento importante, e pelo fato da chegada do homem à Lua ser um dos maiores marcos da Guerra Fria, que além de ser uma guerra praticamente dividiu o mundo em dois, eles escolheram o dia 27 de abril pra celebrar a amizade e essas coisas.

Aí chegamos no ponto em que você me pergunta: “Se tem um Dia do Amigo em julho e um Dia da Amizade em abril, de onde veio esse Dia do Amigo de fevereiro?”. A resposta é bem simples e bem capaz de você saber. Quem inventou essa data de hoje foi esse fulano aqui:

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Sim, ele mesmo. No dia 04 de fevereiro é comemorado o aniversário do Facebook e por causa disso desde a última quinta-feira tem coisas rolando no Facebook alusivas à essa data tão “especial”. Depois dessa podemos ir pra parte que eu justifico o tempo que eu gastei fazendo esse texto.

Graças à internet a gente precisa lembrar de bem menos coisa do que antigamente. Aniversário, datas comemorativas em geral e até quanto tempo faz determinado acontecimento estão na lista de coisas que o Facebook costuma te lembrar. Eu mesmo acho sensacional não me preocupar em lembrar dos aniversários de todo mundo e dou graças a Deus pela ajuda que o Facebook me dá. Só que muitas vezes confiamos tanto nas notificações que não percebemos que tem alguma coisa errada. Por exemplo, se eu mudar a data do meu aniversário no Facebook é quase certo que um monte de gente vai me dar parabéns. Com isso eu chego à conclusão de que estamos rumando pra uma relação muito reativa com o mundo. Chegaremos num ponto que a memória da gente não vai se ocupar com datas especiais e simplesmente reagiremos ao saber que hoje é dia de alguma coisa. Desculpe a expressão, mas isso é muito Black Mirror.

Por fim, crianças, gostaria de dizer pra não acreditarem em tudo que Zuckerberg coloca lá no seu feed e principalmente, não dependam do Facebook pra lembrar de tudo. Porque no ritmo que a gente vai, as máquinas não vão precisar de robôs assassinos pra dominar a humanidade. Basta colocar umas notificações no Facebook.

Foi A Vida Adulta que Aconteceu Conosco

    Essa semana estava eu tentando marcar uma jogatina offline com meu irmão. Eu digo tentando porque hoje é sexta, a gente tentou desde segunda e o sábado vai chegar sem a gente conseguir fazer nada. Imediatamente eu lembrei de todas as coisas que eu não consigo fazer com os meus amigos por motivos de agenda, trabalho ou grana. Também lembrei que esses mesmos amigos estão em momentos diferentes da vida. Tem amigo que já casou, ou que já é mais ou menos casado, tem amigo noivo com casamento previsto, tem amigo noivo sem previsão de casar, tem amigo trabalhando demais, tem amigo sem trabalho, uns que estão saindo da faculdade e outros que acabaram de entrar e ainda amigo que marcaria “Nenhuma das Alternativas” no questionário da pesquisa. Nesse ponto da história surge uma pergunta em minha cabeça:

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Independente de quem meus amigos são na fila do pão, a verdade é que aquela história de fazer aquilo que a gente quer quando a gente quer se provou mito muito mais ligeiro do que eu imaginei. Hoje em dia você quer marcar pra encontrar os amigos, mas aí tá todo mundo ocupado ou com algum impedimento. Você resolve juntar a galera pra jogar pela internet ou pra fazer uma atividade lúdica pelo Skype, só que esbarra nos mesmos empecilhos mesmo com cada um na sua casa. Muitas vezes até conversar pelo vatezape com alguns se mostra um trabalho hercúleo. Mais uma vez a pergunta retorna: o que diabos está acontecendo? Não demora muito pra resposta vir.

    Quando eu penso direito na pergunta eu vejo o quão absurda ela é. Acontecendo? Sinto muito, mas não tem nada acontecendo, já aconteceu. O que foi que aconteceu? Acho que no título desse post eu já adiantei a resposta. Foi a vida adulta que aconteceu conosco.

    Em 2017 todos os nascidos na década de 1990 serão maiores de idade. Isso quer dizer que as crianças do início dos 90 já tão nessa de ser adulto faz um bom tempo. Assim como aqueles do final dos 80 e outros que nasceram um pouco antes. Isso quer dizer que a esmagadora maioria dos meus chegados está vivendo na plenitude das suas ocupações e responsabilidades. Isso quer dizer que todo mundo já recebeu o seu diploma de adulto e se brincar já tem gente terminando o mestrado ou o doutorado.

A verdade é que ninguém quer ser adulto. Ser adulto é uma bela de uma bosta e muito se ilude quem tá doido pra ser crescido e dono do próprio nariz. Trabalho, salário, dinheiro, boleto, falta de dinheiro pra pagar o boleto, falta tempo pra gastar com você, sobra tempo que você só pode gastar com você porque os outros não tem tempo pra você gastar tempo com eles, hora extra, preço das coisas subindo, imposto, dor nas costas, taxa, orçamento, voto obrigatório. No final você olha pro lado e tá todo mundo meio perdido nesse tiroteio que é a vida adulta. Os que ficam menos perdidos são os que aceitam mais rápido o estado adulto do seu ser. Simplesmente se jogam aos leões sem olhar pra trás e param de tentar utilizar plenamente a suposta liberdade que a gente achava que ia ter quando fosse adulto.

Antes que você diga que esse post ficou muito pra baixo eu vou deixar uma mensagem de esperança. Hoje eu quero dizer que vale a pena sim lutar contra os intempéries da vida adulta. Vale a pena porque de tanto tentar a gente acaba conseguindo. Acontece muito? Não, mas quando acontece é tão bom que a gente fica com gás suficiente pra continuar tentando. Na prática só vira adulto de vez quem quer ou quem deixa. Eu todo dia reafirmo meu compromisso de tentar levar uma vida menos adulta e é por isso que eu desejo uma vida menos adulta pra todo mundo.

A Graça de Pensar Estranho

    Não é de hoje que eu escuto coisas do tipo “só tu mesmo pra falar um negócio desses” ou um “oux, bicho, tu é doido?” e até mesmo um “tu não existe”. Normalmente ouço isso depois de falar alguma besteira qualquer que acaba pegando de surpresa o outro participante da conversa. Participante esse que é pego de surpresa por nunca ter ouvido algo igual ou por não esperar que alguém diria isso. ´Não importa o motivo ou a pessoa, mas algo que eu já aceitei é que eu penso de um jeito estranho.

    Já ouvi muitas vezes que eu não sou normal e durante muito tempo pensei que não fosse. Aí eu cresci e percebi que o conceito de normalidade é tão relativo que sair carimbando as pessoas com selo de “NORMAL” ou “ANORMAL” não faz sentido, mas ao ver a reação de tantas pessoas, “normais” e “anormais”, em relação com aquilo que eu falava, cheguei à conclusão de que a minha cabeça funciona de uma forma um pouco diferente de boa parte das pessoas. Posteriormente cheguei à conclusão de que isso é responsável por boa parte da graça da minha vida. A melhor parte disso é que eu não estou sozinho nessa.

    É bem provável que você já tenha chamado um monte de gente de “doido”. Também existem grandes chances de muitas dessas pessoas serem amigos ou colegas seus. E é quase certo que você se diverte muito com a suposta doidice desses seus amigos. Acertei? Pois bem, querida criança leitora, não sei se você já parou pra pensar, mas é quase certo que essa pessoa se diverte tanto quanto você.

    Estranho, abstrato, obtuso, doido, esquisito, maluco são normalmente os adjetivos usados quando as pessoas se referem a essas pessoas que tem umas coisas meio diferentonas dentro da cabeça. Normalmente essas pessoas tem afinidade por exercitar a criatividade ou tem gostos considerados peculiares. Também é possível que essa pessoa disfarce, mesmo que inconscientemente, suas estranhezas, até porque nem todo mundo pensa fora da caixa em todas as áreas da vida ou é um ponto fora de todas as curvas da sociedade, mas no final das contas o indivíduo estranho acaba sendo um “indivíduo” no sentido mais forte da palavra. Não que essa pessoa se sinta especial por isso, afinal na cabeça dele as ideias esquisitas são tão normais quanto qualquer outra, mas dificilmente essa pessoa não se diverte com isso.

    A principal vantagem de olhar pro mundo de um jeito diferente é que esse mundo fica bem mais divertido. Imaginar situações absurdas, ter aquela ideia nada a ver ou olhar pra uma coisa séria e imediatamente pensar numa piada ou apenas se abrir pra coisas que muita gente ignora por simples preconceito. A cabeça de uma pessoa dessas acaba se tornando uma espécie de parque de diversões particular. Um parque com possibilidades ilimitadas que sempre tem um brinquedo novo sendo inaugurado esperando alguém entrar e brincar nele.

    Pra encerrar precisamos responder à seguinte pergunta: como essas pessoas ficam assim? A resposta é mais simples do que parece. A verdade é que todo mundo pode ter ideias estranhas, a cabeça de todo mundo pode funcionar de uma forma mais divertida. Depende de cada um. É só abrir a porta da gaiola e deixar as coisas saírem voando. O resultado vai te surpreender.

Promessas de Bikini para 2017

2017 está com menos de quinze dias de idade e essa época é perfeita para definir as metas  e fazer as clássicas promessas de fim de ano. Em janeiro de 2016 eu fiz um post com as minhas promessas de ano novo para o Cachorros de Bikini e, por incrível que pareça, eu consegui cumprir TODAS as promessas para 2016. É verdade que as promessas eram todas bem simples e algumas delas não saíram 100%, mas quando eu passei a régua e tirei a média o resultado foi positivo. Por isso vou repetir a dose e fazer as promessas para 2017.

A primeira promessa vai ser exatamente a mesma do ano passado, em 2017 eu prometo manter o volume atual de publicações. Isso quer dizer que, durante os períodos regulares de funcionamento do blog, teremos um conto toda segunda e textos sobre temas aleatórios nas quartas e sextas.

A segunda promessa é colocar o Cachorros de Bikini pra funcionar em dispositivos móveis. Se você já abriu nosso site em um celular ou tablet já deve ter notado que a exibição da página fica uma merda meio capenga. Nossa equipe técnica já está trabalhando para mudar essa realidade e esse ano a gente muda pra um layout responsivo.

A terceira promessa tem relação com nossa querida série de contos no início da semana. Uma das promessas do ano passado foi continuar as histórias dos melhores personagens. De fato foi isso que aconteceu, só que aconteceu até demais. A promessa dessa vez é de escrever mais histórias com personagens novos. Inclusive cabe ressaltar que alguns personagens estão ficando com umas cronologias bem grandes, por isso eu vou tentar dar um jeito de bolar uma forma de recapitular os eventos ocorridos anteriormente.

A última promessa é a conclusão de um projeto que deveria ter saído no ano passado, mas por causa de uma infinidade de coisas não deu. Esse ano vai sair um ebook do Cachorros de Bikini. Aí você pergunta: “O que vai ter nesse ebook?”. Por enquanto vou deixar a dúvida no ar, mas espero ter novidades num futuro próximo.

É, acho que tá de boa de promessa esse ano, pelo menos aqui no blog. Esse ano eu vou estabelecer, pela primeira vez na minha vida, metas para a vida pessoal. Já coloquei a cabeça pra funcionar e logo logo a lista vai estar pronta. Ano que vem eu volto com esse assunto pra dizer se deu certo ou não. E você, querida criança leitora? Já fez as promessas de 2017?

E Esse Natal Aí?

    Mais uma vez estamos nas vésperas do Natal, o ano finalmente está começando de fato a acabar e os raios da aurora de 2017 já despontam no horizonte. Normalmente essa época cria uma grande comoção em todas as esferas da vida da gente. Confraternizações, amigos secretos, festas de família, gente contra as uvas passas, gente a favor das uvas passas, gente que é contra essa discussão sobre uvas passas e os tios das pessoas fazendo a piada do pavê.

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    Uma coisa que eu tô notando esse ano é que o clima de Natal tá meio estranho. Normalmente o fim do ano deixa todo mundo mais empolgado, seja por causa dos presentes, por causa das celebrações e reuniões que existem nessa época ou só pelo feriado em si. Só que esse ano aconteceu uma parada que literalmente nunca mais vai acontecer. Esse ano aconteceu 2016. E depois de encarar quase doze meses de 2016 ficou todo mundo cansado. Já tá todo mundo de saco cheio esperando o fim das festas pra começar logo o outro e deixar essa história de 2016 pra lá. Nesse ponto eu, do alto da minha insatisfação com 2016, pergunto: e esse Natal aí, hein?

    Esse ano eu não tô vendo muita gente falando de Natal. Eu não tô vendo muitos enfeites por aí e ainda não ouvi a voz de Simone. Fico pensando o quanto disso é culpa de 2016, já que o clima de Natal tem ficado, digamos, “mais ameno” na minha percepção e isso não é de hoje. Todo ano alguém fala algo do tipo “esse Natal não tá com cara de Natal” ou “nem parece que já já é Natal”. Afinal, o que diabos aconteceu com a magia do Natal?

    Eu gostaria muito de ter alguma sacada genial e apresentar um argumento convincente, mas creio que pra essa pergunta não tenho resposta. Talvez estejamos, assim como nos livros de fantasia, vendo a magia desaparecer do mundo por causa da falta de crença da humanidade ou então eu só estou frequentando os lugares errados. De todo jeito alguma coisa está diferente e é melhor nem saber o que é, vai que bate uma tristeza por causa disso e a famosa bad de Natal resolve aparecer no lugar do Papai Noel.

    Depois de tanta negatividade natalina, gostaria de deixar um “Feliz Natal” para todos vocês, queridos leitores. Que o Natal de todo mundo seja o mais mágico possível e que vocês ganhem todos os presentes que pediram. Feliz Natal!

2016, 75 Anos e 205 Textos

    Exatamente um ano atrás eu escrevi um post especial para comemorar a marca de 75 publicações. No texto em questão eu falei de várias pessoas e personagens que completaram 75 anos em 2015. Então escolhi uma publicação com o número terminado em 5, que no caso da publicação de hoje é 205, pra fazer a lista dos aniversariantes destaques de 2016.

    No campo musical nós abrimos a lista de Dominguinhos, falecido em 2013, Benito di Paula, o cara do Amigo Charlie Brown, o ganhador do Nobel de Literatura e de mais uma porrada de prêmios de áreas diversas, Bob Dylan e por último o cara que só aparece nos nossos fins de ano: Roberto Carlos. Roberto esse que as pessoas erroneamente chamam de “Rei”. Erroneamente porque todo mundo sabe que “Rei” só Reginaldo Rossi.

    No cinema temos o aniversário de algumas obras bem importantes. O Falcão Maltês, Cidadão Kane, O Lobisomem, Sr. e Sra. Smith, que não tem nada a ver com aquele do Brad Pitt com a Angelina Jolie, e Dumbo. Sim, mais uma vez temos um desenho da Disney completando 75 anos, pelo menos dessa vez ele não é o único filme de 1941 que é lembrado até hoje, ao contrário de Pinóquio no ano passado. Passando pras pessoas os destaques vão para o ator Nick Nolte, o mestre da luta com facas, Peter Coyote, e o mestre por trás de obras como O Castelo Animado, Meu Vizinho (ou Amigo) Totoro, Viagem de Chihiro e o maravilhoso, primoroso, lindo e emocionante Princesa Mononoke. Estou falando de um dos fundadores de um dos estúdios de animação mais respeitados do universo, Hayao Miyazaki, um dos fundadores do Estúdio Ghibli.

    Na parte de televisão nós temos o jornalista que dá personalidade à todas as chamadas do Globo Repórter, Sérgio Chapelin e daquele que sempre aponta as vergonhas do Brasil, Boris Casoy. Na parte do entretenimento temos Umberto Magnani, que faleceu sem completar seu último trabalho na televisão, a novela Velho Chico, Betty Faria e Neusa Borges, que também poderiam aparecer na parte de cinema juntamente com um músico, ator de televisão e de um monte de filmes, estou falando de Mussum. Não só um dos mais queridos, ou o mais querido, do elenco original d’Os Trapalhões.

Aí chegamos na parte que eu mais gosto: os personagens de quadrinhos. Em 1941 tivemos o nascimento do Capitão América. Juntamente com o Sentinela da Liberdade foi criado seu sidekick Bucky Barnes, que posteriormente foi reformulado e hoje atende pelo nome de Soldado Invernal. Também temos o Arqueiro Verde, que virou um personagem mais modinha mainstream depois da série Arrow, e seu sidekick Ricardito, que é Speedy no original e eu nem sei como se chama na série.

Também em 41 tivemos o nascimento da Mulher Maravilha, que esse ano causou a maior comoção por ser a melhor coisa sua participação em Batman v. Superman. Não podemos esquecer do aniversário do Aquaman, provavelmente o héroi que mais serviu de inspiração pra piadas desde o tempo dos Super Amigos. Ainda cabem na lista o Caveira Vermelha, inimigo do Capitas Americano, o Pinguim, inimigo do Batema, o Homem Borracha e o Capitão Marvel Jr.. Apesar de quase ninguém conhecer esse último, podemos dizer que ele foi um dos mais influentes dessa lista. Caso você não saiba, foi o visual do Capitão Marvel Jr que inspirou o visual de Elvis Presley. Aquela capinha na metade das costas com uma gola alta e o topete que compunham o visual do Rei do Rock vieram dele. Nem preciso dizer que o motivo disso foi a admiração que Elvis tinha pelo personagem.

Chegamos ao fim de mais um especial de 75 anos, espero que tenham gostado. Sério, espero que tenham gostado porque todo ano eu vou fazer um desses e o que eu menos quero é gente torcendo o nariz pros posts que sairão nos próximos anos.

Os Planos (Problemáticos) de Fim de Ano

    Uma das coisas mais comuns no final do ano é ter um plano. Uma programação, uma tradição, algo que se repete ritualisticamente a cada doze meses. Como dezembro tem toda aquela vibe de união das pessoas e derivados, o mais comum (e mais óbvio) é reunir a família pra todo mundo passar junto essa época bonita que antecede o falecimento de mais um ano. Só que, assim como tudo que envolve família, essas atividades lúdico-alimentícias são potencialmente problemáticas.

    Existem famílias de várias formas, tamanhos, cores e sabores. E é justamente por causa dessa diversidade que nem sempre estar com a família é uma atividade prazerosa. Primos que você não gosta, tios que fazem perguntas constrangedoras, agregados inconvenientes e aqueles parentes que não se bicam travando uma guerra fria que por pouco não vai virar um apocalipse nuclear. Talvez isso não aconteça com você. Talvez a sua família não tenha nenhum dos arquétipos listados acima, mas o que pega todo mundo é justamente o dever, quase a obrigatoriedade.

    “Esse ano eu nem queria ir”. Essa frase já pode ter saído pela sua boca ou entrado pelos seus ouvidos. Mas a realidade é uma só: boa parte dos problemas das programações de fim de ano está no simples fato da programação existir. Vamos exemplificar pra ficar mais claro. Imagine que você faz algo todo ano com a sua família, agora imagine que apareceu algo que você quer muito fazer com pessoas que não são da sua família. Imaginou? Agora sabe do que eu estou falando. Por isso as pessoas relutam tanto em mudar as tradições de fim de ano, porque o natural do ser humano é evitar problemas pra si mesmo, um instinto de autopreservação que está em todos nós… Só que uma das coisas que o ser humano faz melhor é desafiar os seus instintos e por isso entramos no lado B da história.

    Muitas das atividades de fim de ano, mesmo as ruins, são perfeitamente administráveis ou no mínimo suportáveis, mas todas elas têm potencial pra se tornar bem pior do que já é. Uma forma excelente de fazer isso é introduzir um amigo secreto no meio dos festejos. E, como eu já falei no ano passado, amigo secreto pode ser um prazer ou um suplício. Em condições ideais de temperatura e pressão, você vai fazer a brincadeira em um ambiente onde todas as pessoas se conhecem e todos podem dizer o que querem. Normalmente o que acontece é que você não tira a pessoa que seria fácil de dar presente e termina tirando aquela sua tia que você (e todo mundo) só vê no Natal. E se for na pior das situações possíveis vai rolar um daqueles amigos secretos onde cada um leva um presente, os amigos secretos são tirados na hora e o limite de valor é cinquenta reais.

    “Não acredito que você não vai” é uma frase que já deve ter saído das nossas bocas ou entrado nos nossos ouvidos. Como um defensor das tradições familiares, eu nunca cheguei a ouvir, mas entendo perfeitamente o dilema vivido por nós quando precisamos decidir entre seguir os hábitos ou tentar algo diferente. E, a menos que seja uma experiência realmente desgraçada, recomendo que você opte pela família sempre que possível. Nunca passe mais de dois anos seguidos longe dos ritos do seu clã e tente ao máximo não criar problemas pra você mesmo. O final do ano já pode ser uma época bem ruim sozinho, ele não precisa da sua ajuda pra ficar pior.

O Número 200 Sai Segunda

    Isso mesmo, querida criança leitora. A presente publicação é o post de número duzentos deste humilde blog conhecido universalmente como Cachorros de Bikini. Faz exatamente 294 dias que o post de número 100 saiu e se não fossem os dois hiatos (um deles inevitável) essa marca teria sido atingida bem antes, mas mesmo assim temos muito o que comemorar… Na verdade nem tanto assim, mas como o Cachorros de Bikini não é lá grandes coisas qualquer motivo é válido pra comemoração. O post de hoje é especial

    Modéstia à parte, esses últimos noventa e nove textos já estão com resultados bem melhores do que os cem primeiros. Começa que a média de palavras por texto subiu de 412 pra 550. É como se eu pegasse todos os primeiros cem textos e acrescentasse um tweet em cada um. Os principais responsáveis por isso são os Contos de Segunda que saíram de uma média de 438 palavras para a nada impressionante média de 773 palavras por texto. Inclusive vale ressaltar que dos trinta e um contos publicados, dois deles divididos em duas partes, em três ocasiões alcançamos marcas superiores a 1500 palavras. O que isso quer dizer? Quer dizer que o Cachorros logo logo será um depósito de textão tão grande quanto o Facebook. Essa daí nem Zuckerberg viu chegando.

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    Também vale lembrar que isso não seria possível sem a ajuda dos 15 protagonistas da nossa série de contos que nasceram nos últimos tempos e da nossa querida Luciana, que já tinha aparecido, mas que foi elevada ao patamar de protagonista em algumas publicações. Esse número tá meio inflado por causa de uma banda de rock e cinco seres míticos que só aparecem juntos, mas o que vale é a matemática.

    Mais uma vez eu me pego feliz com os resultados, mas ao mesmo tempo com os pés plantados no chão, a bunda na cadeira e as mãos no teclado do computador. Chegar a duzentas postagens não deixa de ser uma marca histórica, mas ao mesmo tempo não deixa de ser uma marca pequena. Se eu tivesse lançado um texto por dia eu não teria nem um ano de publicação. Se eu lançasse um por semana eu teria menos de quatro anos de publicação. Não, duzentos não é muito. Duzentos é pouco e a cada nova marca atingida será ainda menos, mas nem por isso eu vou deixar de comemorar. Afinal a felicidade reside nas pequenas coisas.

Hoje é Black Friday

Sexta-feira. Até pouco tempo atrás esta seria uma sexta comum, afinal faz bem pouco tempo que a sexta-feira depois da 4ª quinta-feira de novembro começou a significar alguma coisa para nós brasileiros. Faz pouco tempo que chegou no Brasil a Black Friday.

Pelo nome já dá pra concluir que a Black Friday é coisa de norte-americano. Nos Estados Unidos as lojas costumam fazer promoções violentas na sexta-feira depois do Dia de Ação de Graças como uma forma de abrir a temporada de compras de Natal e aproveitar que muita gente está de folga por causa do feriado de Ação de Graças. Por lá isso rola faz bastante tempo. De acordo com um artigo da Wikipédia em inglês, o costume de fazer promoções nesse dia começou em 1932. Obviamente naquela época as coisas aconteciam em escala muito menor.

Então chegamos ao Brasil. A Black Friday brasileira começou lá em 2010 em mais ou menos cinquenta lojas online. A prática Black Friday foi ganhando força até chegar às lojas físicas e até mesmo aos comerciantes informais. Aparentemente todo mundo quer entrar na brincadeira, mas não, ninguém quer uma multidão de consumidores em uma histeria coletiva e por isso que a Black Friday no Brasil não é aquela coisa que se diga “minha nossa, mas que Black Friday”.

A verdade é que os calendários das promoções para os lojistas é mais ou menos fixo e adivinhem o que acontece quando entra uma data promocional nova no calendário? Exato, todo mundo quer participar, mas participar do dia do ano em que, pelo menos teoricamente, os preços deveriam atingir seu nível mais baixo menos de um mês antes do natal…

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É, se eu fosse um dono de loja não ia me parecer uma ideia muito boa, mas como participar então? Aí depende da matemática de cada um. Tem loja que sobe preço e dá o desconto que puxa de volta o produto pro preço antigo, tem loja que aproveita pra desencalhar aquelas paradas que ninguém quer e outras gambiarras diversas que só o brasileiro é capaz de fazer. E como tudo feito por brasileiro, boa parte dessas promoções realmente estão tirando onda com a sua cara.

Imagine que você quer um negócio. Agora imagine que existe um produto similar que é um pouco melhor, mas bem mais caro e que provavelmente é bem menos vendido. Você espera pela Black Friday e quando ela chega… O produto mais caro ficou um pouco mais barato e o que você queria continua a mesma bosta. Não é muito difícil que você acabe comprando exatamente aquilo que o lojista quer. Pior que isso só aqueles descontos mínimos que no máximo compensam o valor do frete.

Mas aí eu pergunto: como vai ser a Black Friday com todo mundo liso?

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É, acho que vai ser meio, digamos, morna essa Black Friday de hoje. Desconto é desconto, mas a fatura do cartão ainda chega no fim do mês e o efeito das magias mentais dos lojistas andam cada vez mais fracos. Eu mesmo estou determinado a não… Pior que tem um negócio que eu ia comprar de todo jeito na promoção e um jogo que eu sou bem curioso pra jogar tá com um desconto muito louco… Boa Black Friday pra vocês e até semana que vem.

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