Cachorros de Bikini

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Começou o Big Brother

Muitas vezes o ano parece tão longo que a gente acaba esquecendo de algumas coisas que sempre aparecem no começo do ano. Exatamente por isso que todo ano eu esqueço que vai ter Big Brother e quando eu menos espero ele já começou.

O Big Brother Brasil é um programa que passa na TV todo ano desde 2002, sendo que no primeiro ano o programa teve duas edições. Em todas elas tivemos pouco mais de uma dúzia de participantes brigando por um prêmio em dinheiro que eu nem sei mais quanto é, mas que já foi corroído pela inflação. Ao longo de três meses que mais parecem três anos os participantes brincam, brigam, geram polêmica, se agarram uns com os outros e entretêm a família brasileira. Mas o post de hoje não é pra falar sobre toda a engenharia social do Big Brother ou do programa em si, hoje eu vou falar porque o tempo do BBB é provavelmente uma das épocas mais chatas do ano.

Se existe uma coisa no mundo que gera mais reclamações do que a novela das oito nove é o Big Brother. Tem a galera que aproveita pra reciclar o discurso da baixa qualidade do entretenimento da TV aberta e de como o Big Brother é uma desgraça na vida do brasileiro. Tem a galera que é defensora da moral e dos bons costumes e está pronta para apontar qualquer traço de imoralidade identificado no reality show. Fora a galera que odeia a Rede Glóbulo de Televisão e se apoia no discurso dos dois grupos anteriores pra poder odiar a Globo com mais força. Também tem o pessoal que assiste BBB esperando acabar pra poder ver o que vem depois e acaba acompanhando o programa por osmose e obviamente temos as pessoas que de fato são fãs do Big Brother. Aí pensando nisso a gente lembra de duas coisas: a primeira é que todas as pessoas estão na internet e que todo o ódio ou amor pelo programa são despejados aos baldes nas redes sociais, a segunda é que além desses grupos existe mais um que acaba sendo bem menos importante nessa história toda. Existe o grupo das pessoas que não estão nem aí pro Big Brother. E provavelmente essas são as que mais sofrem por causa dos outros grupos.

Imagine que você não tá ligando pro BBB. Imagine que você entra no seu Facebucket e tá lá um monte de gente falando, bem ou mal, do Big Brother. Tanta gente que quase não se fala de outra coisa. Os assuntos vão desde abaixo assinado fake pra tirar o Big Brother até os memes gerados pelo programa e todas as discussões infinitas das pessoas sobre o programa. Aí você chega à conclusão que detesta o BBB, não por aquilo que ele é, mas pelo efeito que ele provoca nas pessoas. E a pior parte é que tudo isso poderia ser evitado com algumas medidas bem simples.

Você acha a qualidade da TV aberta muito baixa? Não veja TV aberta. Hoje em dia tem internet, YouTube, Netflix e TV paga. A qualidade do seu entretenimento depende de você.

Você acha que o BBB é uma imoralidade? Não assista. Acha que não pode ter esse tanto de safadeza por causa das crianças? Até onde eu sei o programa tem uma classificação indicativa e mesmo que fosse livre para todos os públicos, cabe aos responsáveis das crianças (ou adolescentes) regular o que eles assistem.

Você odeia a Globo? Odeie não, ódio só faz mal pra você.

Pra você só interessa o programa que vai passar depois? Então fica de boa que você é de boa.

Você é fã do BBB e detesta quando as pessoas ficam reclamando por causa do BBB? Deixa esse povo pra lá ou então eles vão ficar ainda mais chatos. Você ganha mais votando pra eliminar a galera que você não gosta do programa.

Do nada esse texto pareceu meio sério? Talvez, mas eu tinha que fazer a minha parte. Faz alguns anos que o Big Brother não me atinge e eu não esquento minha cabeça reclamando dele ou brigando por causa de BBB. Por isso eu gostaria muito que todo mundo parasse de esquentar a cabeça por causa de BBB ou por causa de Globo ou por causa de qualquer coisa que passe na televisão. A gente já tem problemas demais, por favor não arrumem outros.

 

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  1. Bernardete

    Eu acho que reclamar de alguma coisa já é distração, concordo com você assistir e reclamar é fingimento, quem não gosta não assisti, quem gosta assisti e admite que gosta e pronto.

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