Não é um blog sobre cachorros e bikinis

Tag: Música

É Natal

    25 de Dezembro, também conhecido como Natal é uma das datas mais importantes do nosso calendário. Nesse dia celebramos o aniversário de Jesus, nosso chapa de longa data que ninguém sabe exatamente em que parte do ano nasceu. Celebramos também toda aquela parada de esperança, amor e união que veio junto com o nosso caro messias. Porém o Natal acaba tendo um gosto diferente pra cada um.

    Para alguns o Natal é a desculpa perfeita para reunir todos os parentes, ou pelo menos a maior parte deles. Para outros é a desculpa pra comprar uma tonelada de presentes, caros ou não. Obviamente não podemos esquecer daqueles que aproveitam pra comprar toda sorte de itens de vestuário com o tão esperado décimo terceiro. E tem aqueles que não fazem nada disso e só esperam chegar o pseudo aniversário de Jesus pra poder comer e beber até passar mal, ganhar um ou outro presente dos amigos e parentes mais altruístas e curtir a ressaca do dia 25 sem pressa nem culpa. Outros aproveitam pra replicar a mensagem de amor e união, mesmo quando elas mesmas passam o ano todo sem fazer a menor questão de amar ou se unir com ninguém. E não podemos esquecer das crianças, que são as mais envolvidas pela magia dessa data tão festiva… Ou são simplesmente os que ganham os melhores presentes.

    Natal é tradição. É habito e ritual. Natal é a data onde todos fazem a mesma coisa de todo ano. Sempre existe um ou outro ano em que rola uma exceção, mas sempre voltamos para a configuração padrão e quando menos esperamos estamos lá fazendo charada pra dizer qual tia é a nossa amiga secreta, reclamando do parente que fica perguntando do seu namorado, ou se você e sua noiva marcaram o casamento e de como o filho de fulana é fuleiro por não ter aparecido naquele dia tão especial. Por que se não tivesse nada disso não seria Natal.

    Pra fechar esse texto vou deixar uma musiquinha que combina bem com essa época. E com essa pequena canção o Cachorros de Bikini deseja a todos um feliz Natal.

2015, 75 Anos e 75 Textos

    Semana passada dei uma olhada no contador de postagens do painel do WordPress e percebi que estava se aproximando a postagem de número 75. Como eu tenho um certo gosto por números terminados em cinco, não podia deixar de fazer uma postagem alusiva a esse número tão bonito. Mas o que eu poderia falar sobre o número 75? Depois de matutar um pouco acabei lembrando que 2015 foi o ano em que vários personagens de histórias em quadrinhos completaram 75 anos, isso me levou a questionar: quem mais completou 75 anos em 2015?

    Começando pela música temos Sérgio Reis chegando ao 75º aniversário. Juntamente com Milionário, da dupla Milionário e José Rico. Além deles tem uns outros carinhas menos importantes como Ringo Starr e John Lennon, que morreu tem um bom tempo e nem chegou a ficar tão velho quanto seu outro companheiro de banda.

    No cinema temos umas coisas mais interessantes. Como os 75 anos do Pinóquio da Disney. Sim, você não leu errado, Pinóquio completou 75 anos em 2015 e provavelmente é um dos únicos, ou o único, filme de 1940 que é lembrado até hoje pelo grande público. Na lista de contemporâneos do garoto de madeira temos George Romero, o cara responsável por trazer os zumbis pro estrelato, Al Pacino, Bruce Lee e mais uma galera. Obviamente nenhum deles chega aos pés do ser humano mais notável que nasceu naquele ano, o mito maior das internets, Chuck Norris. Depois dessa vou até passar pro próximo tópico.

    Entre os personagens fictícios da televisão os maiores destaques são uma parte considerável do que passava no SBT quando eu era pequeno: Pernalonga, Pica-Pau, Tom e Jerry. Além deles temos Margarida, namorada do pato Donald, e Lassie, um dos cães mais famosos da ficção. Não sei se o que me deixa mais impressionado é a longevidade desses personagens ou o tempo que esses desenhos foram reprisados

    Por último eu gostaria de listar os personagens das histórias em quadrinhos que estão completando 75 anos em 2015. Entre os vilões mais relevantes temos o Coringa, talvez o vilão mais conhecido dessa lista, a Mulher Gato, o Cara de Barro e o Lex Luthor, o único dessa lista que não é inimigo do Batema. Entre os heróis temos as primeiras versões do Flash e do Lanterna Verde, o Espectro, o Capitão Marvel, que é atualmente conhecido como Shazam, e o primeiro Robin, Dick Grayson.

Sempre simpatizei com o primeiro Robin, e recentemente eu descobri, através de um podcast que eu gosto muito, que ele foi criado por que o Batman não tinha com quem interagir durante suas investigações. Como ficar discutindo sozinho era uma parada meio esquizofrênica, foi criado o menino prodígio. Mais tarde ele acabou servindo como desculpa pra questionar a sexualidade do Batman, o que acabou ajudando a desencadear uma onda de censura nos quadrinhos que moldou toda a indústria nos anos seguintes. Mas isso é assunto pra outra hora. Agora eu desejo parabéns aos aniversariantes e comemoro o 75º texto desse humilde blog.

Vai Sair Um Disco Novo

Essa semana estava eu passeando pela minha caixa de email e me deparei com a notificação de um serviço de streaming me avisando do lançamento da nova música de uma cantora que eu gosto muito. Prontamente entrei no site da moça e vi uma maravilhosa notícia: vai sair um disco novo no início do ano que vem. Sem nenhum motivo aparente essa notícia me fez escrever esse texto.

    Se você acompanha o trabalho de algum artista, seja ele músico, escritor, ator, diretor, desenhista, roteirista e derivados, deve conhecer qual a sensação de saber que algo novo desse fulano está pra chegar. A data do lançamento é o Natal do fã e o disco/livro/filme é o presente. Diferente das tradições que envolvem as festas natalinas, o presente vai ser trazido por uma pessoa de carne e osso, sobre a qual não há dúvidas quanto à existência. A expectativa é muito parecida também, já que normalmente o fã é alimentado aos poucos com inúmeras prévias, teasers, trailers, imagens de bastidores, singles do álbum vindouro e coisas do tipo. Nosso monstrinho da expectativa é alimentado e vai crescendo até que chega a fatídica data de abrir o presente… Mas não são todos que procedem assim.

    As vezes somos surpreendidos com lançamentos que não foram anunciados previamente, que escaparam do nosso radar ou que não tiveram prévias para alimentar monstrinho nenhum. É quando somos pegos de jeito, estamos desarmados e desprevenidos, despidos de qualquer preconceito e talvez mais abertos aquilo que nos será apresentado. A expectativa dá lugar a um momento breve de tensão e ansiedade, o momento que fica entre  o nosso “O que é isso aqui?” e o primeiro acorde da canção, primeira página do livro ou a cena de abertura do filme. Instantes que são quase uma apneia mental ou o último suspiro antes do mergulho.

    Então é chegada a hora da verdade. Hora de ver se a espera realmente vale a pena. O momento em que bate aquele medo de tudo ser uma grandessíssima bosta, mas normalmente ele é vencido pela confiança naqueles que nunca nos decepcionam. Às vezes somos recompensados pela nossa espera, às vezes não, mas se de um lado nos decepcionamos, por outro temos nossas expectativas superadas. Quando eu vejo que vai sair um disco novo eu fico com um pé atrás, nunca se sabe quando esses músicos vão inventar alguma maluquice, mas a música que me motivou a escrever esse texto ficou tão legal que o monstrinho da expectativa já começou a crescer. Falta muito pra fevereiro?

Quando Setembro Acabar

O ano era 2004. Onze anos atrás o Green Day lançou um disco que fez um sucesso bem grande na época: o American Idiot. Nunca simpatizei muito com o Green Day, tanto é que nunca ouvi nada deles além do que vi na Mtv, mas sempre achei legal o conceito de lançar um disco que contava uma história. Apesar de nunca ter ouvido o famigerado disco lembro de boa parte das músicas, das que viraram video clipe pelo menos.De todas as músicas daquele disco, muito provavelmente, uma das únicas que é lembrada até hoje é Wake Me Up When September Ends, ou simplesmente “Me Acorde Quando Setembro Acabar”. Setembro acaba hoje, não tem melhor dia pra falar dessa música.

Em 2004 os ataques terroristas do 11 de Setembro tinham acontecido fazia apenas três anos e boa parte das cicatrizes que vemos hoje nos norte-americanos ainda eram feridas naquele tempo. Essa música não fala dos ataques, ela fala do passado, mas não do passado como estamos acostumados. Wake Me Up When September Ends é uma reflexão de como as coisas passam, de como o tempo passa sem nos darmos conta, de como algumas coisas traumáticas não parecem se distanciar de nós com o passar do tempo. Tudo isso está ligado ao mês de Setembro, tão marcante e traumático para o autor da música quanto para o público que ainda sentia os efeitos do 11 de Setembro.

Setembro é um mês doloroso pra muita gente, mesmo para aqueles que nunca escreveram uma música ou sofreram com os ataques terroristas. Muitas pessoas viram a folha do calendário torcendo para que o o mês nove não demore pra acabar. Muitos gostariam de poder dormir e só acordar quando Setembro acabar. Infelizmente não dá pra fazer isso, mas pelo menos Setembro do ano da graça de 2015 deu uma forcinha, correu e passou voando. Setembro veio e acabou. Qualquer coisa ruim que ele acabou trazendo não durou mais do que trinta dias. Já podem acordar, mais um Setembro acabou.

Contos de Segunda #17

Os fatos da vida de Jorge narrados a seguir têm relação direta com fatos ocorridos na vida de Cristina, protagonista do Contos de Segunda #11

Jorge estava quase tendo um ataque de nervos. Eram 9:30 da manhã de uma segunda-feira e o departamento jurídico teria uma reunião de rotina com os coordenadores do departamento de comunicação às 10h. Jorge era do departamento jurídico e Cristina era do departamento de comunicação. Cristina detestava Jorge, disso ele sabia, assim como todo o departamento jurídico e todo o departamento de comunicação e algumas pessoas de outros setores da empresa. Porém um fato recente acabou embaralhando toda essa história.

 Tudo começou na noite de sábado. Jorge estava em casa estudando Direito Constitucional quando o celular vibrou com uma mensagem

    “Jorginho, meu querido. Preciso que tu quebre um galho”

    “Tô estudando, Fábio”

    “Amanhã tu estuda, meu velho. Preciso de um favor meio grande”

    “Diz aí, só quero saber pra tu depois não dizer que eu neguei sem saber oq era”

Jorge não negou. O favor realmente era grande, mas era bem simples. Fábio tocava numa banda que se apresentava todas as noites de sábado em uma das casas mais famosas da cidade e por causa disso muitos dos seus amigos eram músicos, um deles tocava em uma banda que se apresentaria na mesma hora do outro lado da cidade… Se o guitarrista não tivesse sofrido um acidente e quebrado a guitarra e um dedo do pé. Fábio tinha duas guitarras em casa, casa essa que ficava na rua de Jorge, Jorge esse que morava do mesmo lado da cidade onde o amigo de Fábio tocaria com a sua banda. Tudo que Jorge precisava fazer era pegar a guitarra, levar para o cara do dedo quebrado, esperar o show terminar e trazer a guitarra de volta. O show começaria às 23h, a guitarra precisava chegar uma hora antes, o show não duraria mais do que uma hora. Daria para estudar por mais algumas horas… E era um cover do Pearl Jam, pelo menos o show não seria ruim.

Ele pegou a guitarra certa, chegou na hora certa e já conseguia se imaginar voltando para casa com a missão cumprida, mas lá estava Cristina. Jorge tentava evitar o contato com Cristina sempre que podia. Apesar de não compartilhar do ódio que a moça sentia por ele, encontrar com ela normalmente era uma situação pouco agradável… Mas a desgraçada estava tão linda e tinha acabado de virar uma dose de alguma bebida bem forte… Então ele foi lá e aconteceu… Ele estava sóbrio, não podia ter deixado aquilo acontecer, mas aconteceu e agora o relógio marcava 9:55. Cinco minutos e a reunião começaria. Enquanto caminhava até a sala de reunião Jorge só conseguia pensar em como teria sido melhor continuar estudando Direito Constitucional.

Som, Ritmo e Tempo

Essa semana quando estava pra colocar o pé na rua resolvi dispensar os fones de ouvido e ouvir com atenção os sons de tudo ao meu redor. De fato prestar atenção em todo e qualquer ruído que me cercava foi uma experiência interessante, mas que durou apenas um ou dois minutos, tempo suficiente pra cabeça começar a fervilhar.

Por causa das minhas afinidades musicais acabei ficando um pouco obsessivo por ritmo. O ritmo é algo muito natural, ele está em todo lugar. As batidas do coração, nossos passos, respiração, fala e muitas coisas mais possuem ritmo próprio. Foi pensando nos sons e nos ritmos que comecei a pensar sobre o tempo. Inicialmente pensando na conotação musical da palavra, ainda com um pouco da matemática da música na cabeça, mas logo a mente deu um freio. Literalmente ela “parou no tempo”.

Fico pensando se já tive vontade de falar sobre isso em algum texto. Tempo. Muito provavelmente a medida mais abstrata que o ser humano já inventou. De todas as coisas relativas o tempo é a maior de todas. Não só por percebermos esse nobre senhor de formas diferentes, mas de fato o tempo não passa igual pra todo mundo.

Todo mundo conhece uma pessoa que não mudou nada nos últimos tempos ou aquela pessoa que mudou demais. Gente que parece estacionado na linha cronológica, que continua o mesmo por fora, por dentro ou as duas coisas. Isso nos parece ainda mais absurdo diante da loucura atual do calendário, que parece mais ter tomado um comprimido de ecstasy junto com energético e entrou em um frenesi nunca antes visto na história desse nosso universo.

Não lembro quando o mundo começou a girar tão rápido (provavelmente em 2013, o ano mais rápido desse século), também não sei quando percebi a preciosidade do tempo e comecei a escolher a dedo como desperdiçaria meu tempo. Tão raro que é melhor terminar logo esse texto pra economizar um pouco do meu e do seu tempo.

Equalize

Há um tempo atrás peguei uma carona e, pra minha surpresa, começou a tocar uma musica de Pitty no rádio, mais especificamente Equalize. Confesso que nunca fui admirador da famigerada roqueira baiana, mas muitas das coisas que te jogam pro passado não são necessariamente as que você  gosta, são as que estavam lá quando o passado ainda era presente.

Essa música me jogou pra quase 10 atrás. Quando eu passava a tarde assistindo Mtv com o meu, até então inseparável, irmão. Naquele tempo eu sabia ainda menos coisas da vida do que o pouco que sei hoje, principalmente as que eu gostaria de nunca ter sabido, não ganhava dinheiro algum e me orgulhava de ir muito bem na escola.

Mas coisas mudaram, mudaram muito. Os anos foram rápidos e as mudanças não ficaram muito atrás. Aprendi muito mais do que eu fingia saber, tive algumas poucas conquistas e consegui muito do que eu queria. Olho pros livros na prateleira e lembro do tempo que tudo o que eu lia era emprestado, quando fui fazer o ensino médio no Recife e conheci muitos dos amigos que tenho até hoje. Quando eu comecei a realmente ouvir música e ainda cogitava terminar de escrever o livro que eu tinha começado aos onze anos, pouco antes de ficar sem escrever por alguns anos.

Antes da explosão dos filmes em 3d e das TV’s HD, antes de tudo poder ser curtido e compartilhado e os programas do domingo não usarem os Trending Topics como base pras suas pautas. Quando o Faustão era gordo e o Gugu parecia que nunca ia sair do SBT. Entrar na internet fazia barulho e todo mundo conversava pelo MSN. O salário mínimo era ainda mais mínimo e dava pra comprar cartão telefônico em qualquer esquina, ainda existiam notas de um real e estudante usava Passe Fácil no ônibus.

Tempos bons que não voltam, e é melhor que não voltem. Antes que eu pareça contraditório me deixe explicar: por melhor que o passado tenha sido precisamos dele lá, onde sabemos que ele está, seguro em um lugar que ninguém além de nós mesmos pode alcançar. “Passado é propulsão” já dizia a música, justamente por que aquilo que deixamos pra trás é o que nos ajuda a caminhar sempre pra frente.

Contos de Segunda #11

Cristina estava em pânico. Era segunda-feira, ela esperava pelo elevador. O maldito pedaço de lata estava parado no sexto andar fazia uma eternidade. “Descedescedescedesce”, pensava a pobre moça, a cada segundo que passava o terror aumentava. Se ela pudesse chegar rápido à sua baia lá em cima poderia se esconder durante todo o dia sem correr o risco de encontrar com Jorge. “AI, QUE ÓDIO!”, pensava Cristina quando se lembrava do rapaz do jurídico.

O telefone vibra. Chegou uma mensagem. Era de Luciana, sua amiga e colega de trabalho.

Encontrasse com teu boy?”

“VAI PRO INFERNO, LUCIANA”

“Kkkkk relaxa, amiga, Jorge nem deve lembrar do que rolou”

“Duvido”

“Ui! O rolo de vcs foi forte assim? E eu pensando que era impressão minha”

“AI Q ÓDIO”

O elevador ainda estava no sexto andar. Cristina começava a relembrar toda a série de acontecimentos que conduziram sua vida até aquele abismo de arrependimento e aflição. Era sábado, 19h. Cris estava preparada para passar o resto da noite assistindo Grey’s Anatomy, acordar às três da manhã largada no sofá em uma posição esquisita, partir pra cama e acordar cedo no domingo para andar de bicicleta. Plano à prova de falhas… Pelo menos até Luciana mandar as três palavras mágicas: Clone de Tequila. A mensagem foi visualizada e ignorada. Afinal Cristina precisava acordar cedo, apenas a magia da tequila não seria suficiente, mas vieram mais três palavras que fizeram a magia acontecer: Pearl Jam Cover.

“Qual Cover?”, dizia a mensagem que Cristina mandou desejando que a resposta não fosse o que ela achava que seria.

“O único que vale a pena”

O coração acelerou. Existia um único cover de Pearl Jam para Cristina, e eles normalmente não tocavam em locais e horários em que ela pudesse ir. Grey’s Anatomy ficaria pra depois.

Na terceira música a tequila já tinha feito bastante efeito. Na quinta música Jorge apareceu, sem muita intenção, só aproveitou a oportunidade de despertar um pouco de simpatia numa colega de trabalho que o detestava declaradamente. Quando tocou Alive Cristina pediu para subir nos ombros de Jorge. Mais três doses de tequila e eles passaram o resto das músicas como se fossem namorados no auge da paixão. Essa parte da história é um grande vazio na memória da moça, mas Luciana estava lá. Ao contrário da amiga, Luciana não gosta de tequila, ela gosta de testemunhar. Na manhã do domingo Cristina acordou com uma ressaca inacreditável e com um relato completo da noite anterior chegando em seu celular, com direito a registro fotográfico e dois vídeos de aproximadamente trinta segundos cada. A ressaca da tequila passou a incomodar muito menos.

O elevador finalmente tinha chegado. Cristina estava sozinha dentro dele, apertando freneticamente o botão para que as portas se fechassem. Por longos segundos a porta permaneceu aberta. Segundos em que o peito da pobre moça quase explodiu. A porta fechou… E abriu novamente… Para o estagiário do financeiro. A porta fechou, o elevador começou a subir. Mais uma vez o celular vibra, um lembrete que diz: “Reunião com o pessoal do jurídico 10h”.

Hoje é Dia de Rock

3 de Julho. Por algum motivo, que eu não faço ideia qual seja, é comemorado o Dia Mundial do Rock. Diante da falta de ideias dessa data tão peculiar resolvi discorrer sobre a minha relação com esse tal de rock n’ roll e aproveitar a chance de deixar algumas opiniões pessoais sobre esse tema tão cativante.

Eu comecei a consumir musica de fato na adolescência. Como aqui em casa não se tinha o habito de ouvir musica, principalmente por falta de um aparelho de som, meus contatos iniciais foram através da Mtv. Graças à Music Television brasileira eu conheci muitos dos artistas que eu escuto até hoje. Quando começou a ter computador aqui em casa as mp3 começaram a aparecer também, foi quando eu comecei a ouvir o que eu via na Mtv e o que chegava aqui através dos meus primos. Praticamente tudo que chegava era rock e claro que, como um bom adolescente que era, eu elegi o rock como o melhor estilo musical e automaticamente todo o resto virou um monte de cocô.

Naquele tempo minha visão de música era muito limitada. Tanto que eu desprezava tudo que não era rock. O rock era o melhor, a verdade absoluta, a forma mais sensacional de musica no nível de pensar que quem gosta de rock não pode gostar disso ou daquilo. Só depois dos 18 que eu comecei a expandir um pouco mais meus horizontes. Como disse uma vez um famoso youtuber brasileiro vesgo: Chega uma hora que você tem que diminuir o nível de rock na sua vida. Não sei se era exatamente isso, mas era mais ou menos assim, e foi o que aconteceu comigo.

Hoje em dia boa parte do que eu escuto tem pouca ou nenhuma relação com rock. Aumentar a quantidade de música e diminuir o volume de rock foi uma coisa muito boa no fim das contas, mas nem por isso eu deixei de lado o bom e velho rock n’ roll. Descobri umas paradas antigas e visito regularmente uns lances alternativos. Ouvi coisa que estão lá nas raízes e outras que beberam da mesma fonte, mas que seguiram por outra vertente. Devido a essas viagens musicais meus amigos falam que eu escuto coisas muito estranhas que ninguém conhece. Apesar disso eu quero recomendar pra essa data tão festiva uma parada que todo mundo conhece. Pra hoje eu recomendo aquela música com o solo de guitarra que te arrepia, aquela que te dá vontade de cantar bem alto, com uma bateria que faz o coração bater mais forte e com um baixo marcante que faz a alegria dos seus ouvidos. Eu não preciso dizer qual música é, você sabe exatamente de qual eu estou falando. Aumenta o volume e deixa o som rolar que hoje é dia de rock, bebê.

Page 4 of 4

Desenvolvido em WordPress & Tema por Anders Norén